Agenda 2030, questões raciais e implicações curriculares na/para formação docente

Autores

  • Rita Silvana Santana Santos Universidade de Brasília (UnB) / Universidade Federal da Bahia (UFBA)
  • Marcos Sorrentino Universidade de São Paulo (USP) / Universidade Federal da Bahia - UFBA

DOI:

https://doi.org/10.34024/revbea.2023.v18.14914

Palavras-chave:

Agenda 2030, Raça, Currículo, Formação docente, Educação Ambiental

Resumo

A inclusão do debate da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável em contextos curriculares de formação docente, no Brasil, exige questionamentos de conteúdos e abordagens metodológicas que o viabilizem. Exige esforço reflexivo para identificar processos de silenciamentos em relação às questões raciais que potencializam o racismo. Também, requer mudanças curriculares para inclusão de conhecimentos condizentes com a Educação Ambientalmente antirracista. Neste artigo, compartilhamos reflexões oriundas de movimentos curriculares vinculados às atividades de extensão, ensino e pesquisa acerca da importância das articulações entre sustentabilidade socioambiental, equidade racial, Agenda 2030 na/para formação docente.

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Biografia do Autor

Rita Silvana Santana Santos, Universidade de Brasília (UnB) / Universidade Federal da Bahia (UFBA)

Faculdade de Educação

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Publicado

01-10-2023

Como Citar

Santos, R. S. S., & Sorrentino, M. (2023). Agenda 2030, questões raciais e implicações curriculares na/para formação docente. Revista Brasileira De Educação Ambiental (RevBEA), 18(6), 311–328. https://doi.org/10.34024/revbea.2023.v18.14914

Edição

Seção

Artigos
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