A LUTA DAS MULHERES OPERÁRIAS POR CRECHE: DO “BALDE” AO DIREITO À EDUCAÇÃO

Autores

  • Reny Scifoni Schifino Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas

DOI:

https://doi.org/10.34024/olhares.2016.v4.620

Resumo

Este artigo se insere no âmbito de um estudo que teve por objetivo investigar a luta atual pelo direito de mulheres operárias – e suas crianças – à creche pública de Santo André, município do Grande ABC do estado de São Paulo. Luta cuja trajetória ganha destaque com a efervescência dos movimentos sociais e sindicais, nas décadas de 1970 e 1980. Para tanto, utilizou-se de entrevistas com mães operárias com filhos e filhas matriculados/as em uma das creches da rede pública desse município. A análise dos dados mostrou que as mães defendem direitos, para além das questões trabalhistas, uma vez que se torna explícita a busca por educação pública, gratuita e de qualidade. Tal aspecto desconstrói tanto o discurso recorrente de que as famílias de camadas populares buscam as creches única e exclusivamente como local de guarda e de assistência para suas crianças, como também cria condições para a produção de culturas infantis.

 

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Biografia do Autor

Reny Scifoni Schifino, Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas

Professora de Educação Infantil da rede pública de Santo André/SP, mestra pela Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas- UNICAMP com bolsa de estudos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo -FAPESP. Membro do Grupo de Estudos e Pesquisa em Educação e  Diferenciação Sociocultural GEPEDISC – CULTURAS INFANTIS da Faculdade de Educação  coordenado pela professora Doutora Ana Lúcia Goulart de Faria.

 

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Publicado

2016-11-29

Como Citar

Schifino, R. S. (2016). A LUTA DAS MULHERES OPERÁRIAS POR CRECHE: DO “BALDE” AO DIREITO À EDUCAÇÃO. Olhares: Revista Do Departamento De Educação Da Unifesp, 4(2), 94–111. https://doi.org/10.34024/olhares.2016.v4.620