Olhares: Revista do Departamento de Educação da Unifesp https://periodicos.unifesp.br/index.php/olhares <p>A revista Olhares é um periódico de publicação quadrimestral, exclusivamente eletrônico, de circulação nacional e internacional, do Departamento de Educação da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade Federal de São Paulo. Vinculada aos Programas de Pós-Graduação – PPG Educação e Saúde na Infância e na Adolescência e PPG em Educação.</p> pt-BR olhares@unifesp.br (Equipe Editorial Olhares) olhares@unifesp.br (Profa. Dra. Edna Martins) Mon, 26 Apr 2021 00:00:00 +0000 OJS 3.2.1.4 http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss 60 A serpente no ovo: Apresentação do número temático Violência Escolar, Direitos Humanos e Responsabilidade https://periodicos.unifesp.br/index.php/olhares/article/view/11883 <p>Apresentação de número temático.</p> Marian Ávila de Lima Dias, José Leon Crochíck Copyright (c) 2021 Marian Avila Dias, José Leon Crochíck https://periodicos.unifesp.br/index.php/olhares/article/view/11883 Mon, 15 Mar 2021 00:00:00 +0000 Situação do bullying em Espanha: leis, prevenção e atenção https://periodicos.unifesp.br/index.php/olhares/article/view/10622 <p>O assédio entre iguais ainda é um problema pendente de resolução nas escolas espanholas. O seu surto em 2004 provocou uma reacção de todos os sectores, mas ainda está por resolver. O Estado espanhol desenvolveu regulamentações que obrigam as escolas a implementar protocolos que lhes permitem prevenir, detectar e agir em situações de bullying. Este artigo mostra a situação em Espanha em relação ao bullying, as políticas educativas para a sua erradicação, bem como os programas mais utilizados para a sua prevenção.</p> Leonor María Cantera Espinosa, Marisa Vázquez Martínez, Alicia Pérez Tarrés Copyright (c) 2021 Leonor María Cantera Espinosa, Marisa Vázquez Martínez, Alicia Pérez Tarrés https://periodicos.unifesp.br/index.php/olhares/article/view/10622 Wed, 21 Apr 2021 00:00:00 +0000 Bullying e desempenho escolar: leituras e compreensões https://periodicos.unifesp.br/index.php/olhares/article/view/11470 <p>O presente artigo, recorte da pesquisa “Violência Escolar: discriminação, <em>bullying</em> e responsabilidade”, tem como objetivo analisar a compreensão de professores sobre o <em>bullying </em>e, mais especificamente, identificar o perfil dos envolvidos nessas ações (os agressores, as vítimas e os observadores), bem como a relação entre violência (sofrida e praticada) e desempenho escolar. A metodologia empregada foi de cunho qualitativo e os dados foram levantados através de entrevista semiestruturada com professores de Língua Portuguesa, Artes e Educação Física que atuam nos anos finais do Ensino Fundamental. Os resultados da pesquisa apontam que os professores compreendem de forma parcial a situação de <em>bullying</em>, identificam as vítimas e os agressores, mas não mencionam os observadores que, diante do papel que exercem, carecem de ser visibilizados. Por sua vez, a violência e o desempenho escolar denotam ambiguidade diante do intelectual e da manifestação das hierarquias oficial e não oficial que se materializam na escola.</p> Maria José Oliveira Duboc, Susana Couto Pimentel, Jislane Ribeiro Carneiro., André Luís Gomes de Matos Copyright (c) 2021 Maria José Oliveira Duboc, Susana Couto Pimentel, Jislane Ribeiro Carneiro., André Luís Gomes de Matos https://periodicos.unifesp.br/index.php/olhares/article/view/11470 Wed, 21 Apr 2021 00:00:00 +0000 Violência escolar, variação linguística e Direitos Humanos: a responsabilidade institucional e a efetivação do princípio fundamental da dignidade do aluno como pessoa humana https://periodicos.unifesp.br/index.php/olhares/article/view/11456 <p>Nesta pesquisa, discutimos o preconceito linguístico da escola concernente à variedade linguística do aluno, sobretudo enfocando nesse preconceito como uma forma de violência que fere o princípio da dignidade da pessoa humana do/a/s alun/o/a/s. Para verificar isso, foram mobilizados o item 1 do artigo 2 da Declaração Universal dos Direitos Humanos, o Inciso III, do Artigo 1º da Constituição Federal de 1988 e o artigo 210 dessa carta constitucional. Ademais, foram pensadas ideias oriundas das seguintes bases teóricas: Bagno (2007), Bittar (2009), Campuzano (2008), Canclini (2013), Candau (2007, 2011) Freire (2020), Rojo (2008, 2009, 2012), Street (2014), dentre outras bibliografias pertinentes. A escolha desses elementos jurídicos e teóricos justifica-se em razão de, neles eles, refratarem-se pontos de vista que fundamentam a discussão de direitos fundamentais, de como esses direitos devem ser garantidos pelo Estado e de como a escola deve pensar o ensino de língua materna levando em consideração o respeito à constituição linguístico-identitária do aluno. Metodologicamente, a pesquisa é de caráter bibliográfico. Como resultado, constamos que a violência escolar diz respeito ao modo de tratamento preconceituoso que a instituição demonstra no processo de ensino da língua portuguesa, e que essa violência afeta a dignidade da pessoa humana do aluno, quando desconsidera a variedade linguística e os traços históricos, ideológicos, axiológicos, culturais, econômicos, dentre outros.</p> Antonio Flávio Ferreira de Oliveira, Bianca Lívia Silva de Souza, Karla Lidiane dos Santos, Maria José Pontes dos Santos Copyright (c) 2021 Antonio Flávio Ferreira de Oliveira, Bianca Lívia Silva de Souza, Karla Lidiane dos Santos, Maria José Pontes dos Santos https://periodicos.unifesp.br/index.php/olhares/article/view/11456 Wed, 21 Apr 2021 00:00:00 +0000 Uma leitura sobre bullying e preconceito a partir do Simbólico e do Imaginário da Psicanálise https://periodicos.unifesp.br/index.php/olhares/article/view/11571 <p>Neste artigo, norteados pela questão sobre qual é lugar que o outro semelhante ocupa, procuramos abordar a participação da dimensão subjetiva presente em duas formas de violência: o <em>bullying</em> e o preconceito. Apresentamos leituras de falas de autores e vítimas de <em>bullying</em> e de autores de atitudes preconceituosas, alicerçadas nas ideias psicanalíticas do Simbólico e do Imaginário<a href="#_edn1" name="_ednref1">[i]</a> como contribuição para o entendimento da dimensão inconsciente que sustenta a relação com o diferente. Acreditamos que cada uma das duas formas violentas de lidar com a diferença ‒ o <em>bullying</em> e o preconceito ‒ tenham aspectos próprios e bastante distintos. Foi possível constatar que os registros Simbólico e Imaginário, descritos pela psicanálise, podem ajudar na compreensão de tais fenômenos, uma vez que oferecem referências para pensar os modos de enxergar o outro, as diferenças, e aquilo que causa algum incômodo. Mais especificamente que o Imaginário serve como base para pensarmos sobre o <em>bullying </em>enquanto o Simbólico pode nos ajudar na compreensão sobre ações preconceituosas. Nossa contribuição foi no sentido de trazer elementos, especialmente aqueles que são inconscientes, que permitem repensar aspectos envolvidos nas formas de violência investigadas, a partir de uma interpretação que toma como base a psicanálise lacaniana.</p> <p>&nbsp;</p> Fernanda de Sousa e Castro Noya Pinto Copyright (c) 2021 Fernanda de Sousa e Castro Noya Pinto https://periodicos.unifesp.br/index.php/olhares/article/view/11571 Wed, 21 Apr 2021 00:00:00 +0000 Bullying Escolar: Disciplinaridade, Trandisciplinaridade e Lógica do Terceiro Incluído https://periodicos.unifesp.br/index.php/olhares/article/view/11547 <p>Este artigo aborda os resultados de uma pesquisa teórico-empírica, realizada numa escola pública municipal da cidade do Recife, sobre a inter-relação <em>bullying</em> escolar, disciplinaridade e transdisciplinaridade. A pesquisa buscou compreender se o uso da abordagem transdisciplinar, mais notadamente a Lógica do Terceiro Incluído, em ambientes escolares, possibilitava a minimização da ocorrência do fenômeno <em>bullying</em> entre pares. Em temos metodológicos, fundamentou-se numa abordagem qualitativa, tendo a Observação Participante como método, fez-se uso das seguintes técnicas de construção de dados: observação exploratória, entrevista semiestrutural e rodas de discussão. 35 (trinta e cinco) sujeitos (adolescentes) participaram como interlocutores/as, sendo, desse número, 5 (cinco) adolescentes ouvidos/as nas entrevistas e participantes das rodas de discussão. Os resultados apontam que a abordagem transdisciplinar, quando utilizada no enfrentamento ao bullying escolar, possibilita pôr em evidência questões tais como rejeição à diferença identitária, preconceito ao/à não-semelhante, a importância do autoconhecimento, do conhecimento do/a outro/a, da compreensão e da empatia como elementos essenciais a uma convivência social compassiva. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p> Hugo Monteiro Ferreira, Wagner Lins Lira Copyright (c) 2021 Hugo Monteiro Ferreira, Wagner Lins Lira https://periodicos.unifesp.br/index.php/olhares/article/view/11547 Wed, 21 Apr 2021 00:00:00 +0000 Violência Escolar no município de Ladário - MS: um relato sobre formação para criação de observatório https://periodicos.unifesp.br/index.php/olhares/article/view/11474 <p>Este relato de experiência tem por objetivo descrever e discutir um programa de formação de professores voltado a prevenir, identificar e combater a violência em ambiente escolar. Tal formação ocorreu por meio de uma disciplina especial oferecida pelo Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Campus do Pantanal, e foi amplamente divulgada para os professores da rede pública de ensino. Com carga horária de 60 horas, divididas em quatro horas de estudos semanais, a disciplina se estruturou a partir de três módulos, os quais foram intitulados: (a) proposta de pesquisa empírica e interdisciplinar da Teoria Crítica da Sociedade (b) <em>Bullying</em> e preconceito; (c) Observatórios de prevenção à violência e projetos aplicativos para escolas. Essa estrutura teve por finalidade, propiciar não apenas a aquisição de conhecimentos teóricos, mas a reflexão crítica acerca da prática docente cotidiana e o planejamento de ações com vistas a prevenir e intervir sobre as situações de violência no contexto escolar. Tal programa é uma das etapas de desenvolvimento da pesquisa “Violência Escolar: discriminação, bullying e responsabilidade nas escolas municipais de Ládario - MS” vinculada como pesquisa local ao projeto de pesquisa coletivo intitulado de “Violência Escolar: discriminação, bullying e responsabilidade”, aprovado pelo CNPq junto à Chamada Cidadania, Violência e Direitos Humanos, tendo início em fevereiro de 2018 e duração prevista de 35 meses.</p> Isabella Fernanda Ferreira, Bárbara Amaral Martins, Cláudia Araújo de Lima Copyright (c) 2021 Isabella Fernanda Ferreira, Bárbara Amaral Martins, Cláudia Araújo de Lima https://periodicos.unifesp.br/index.php/olhares/article/view/11474 Wed, 21 Apr 2021 00:00:00 +0000 Educação inclusiva, bullying e preconceito no ensino fundamental https://periodicos.unifesp.br/index.php/olhares/article/view/11618 <p>O <em>bullying</em> e o preconceito são formas de violência escolar relacionadas, que podem ter objetivos distintos. Neste artigo, verifica-se se, em escolas regulares, alunos considerados em situação de inclusão são mais vítimas do que os demais e se há relação entre a discriminação desses alunos e a prática do <em>bullying</em> e do preconceito<em>.</em> Coletaram-se os dados em 2018, mediante questionário aplicado a 240 alunos do 9.º ano do ensino fundamental de oito escolas da região noroeste do Paraná e entrevista com 23 professores, que, nesse período, ministravam as disciplinas de Arte, de Educação Física e de Português nessas escolas. Realizaram-se o cálculo do coeficiente de Pearson (r) e as análises qualitativas fundamentadas pela Teoria Crítica da Sociedade. Os alunos considerados em situação de inclusão não são mais vítimas de <em>bullying</em> do que os demais; isso, porém, não elimina a necessidade de resistência à escola que segrega, de políticas públicas para a educação inclusiva e de ações de combate ao preconceito e ao <em>bullying</em> pela via da autorreflexão. Os dados indicam preconceito contra alunos afeminados tanto por parte de melhores nas disciplinas de sala de aula como por melhores em atividades físicas, explicitando o estereótipo machista de feminino e de masculino.</p> Maria Terezinha Bellanda Galuch, Eduardo Augusto Pavani, Eduardo Oliveira Sanches, Analice Czyzewski, Gabriela Natacha Alvares Numazawa Copyright (c) 2021 Maria Terezinha Bellanda Galuch, Eduardo Augusto Pavani, Eduardo Oliveira Sanches, Analice Czyzewski, Gabriela Natacha Alvares Numazawa https://periodicos.unifesp.br/index.php/olhares/article/view/11618 Wed, 21 Apr 2021 00:00:00 +0000 Autores e alvos da agressão: um estudo da violência escolar em escolas públicas e particulares de Campo Grande/MS https://periodicos.unifesp.br/index.php/olhares/article/view/11236 <p>Este artigo apresenta resultados parciais&nbsp;da&nbsp;pesquisa em andamento&nbsp;<em>Violência escolar:&nbsp;</em>discriminação<em>,&nbsp;bullying&nbsp;</em>e responsabilidade, que tem como pressuposto teórico-metodológico a teoria crítica da sociedade.&nbsp;Os participantes do estudo foram 393 alunos (205 de três escolas públicas municipais e 188 de três particulares) do nono ano do ensino fundamental do município de Campo Grande (MS). O instrumento empregado na coleta de dados foi a Escala de Identificação de&nbsp;<em>Bullying</em>&nbsp;(Escala B). O objetivo consistiu em analisar as indicações dos alunos em relação a aspectos da violência escolar: características dos autores e dos alvos da violência; motivos que levam a ser autor de agressão; e sentimentos dos autores e dos alvos da agressão. Dos resultados quanto às características dos autores: fortes, magros, populares, bons esportistas e com más notas; e dos alvos: fracos, gordos, impopulares, maus esportistas e com boas notas. Os motivos se referem a&nbsp;não ter o que fazer, falta de respeito e não ter limites. Quanto aos sentimentos dos autores: covardia, ódio e como não perdedor; e dos alvos:&nbsp;ódio, desejo de vingança, tristeza, inferioridade e desconsiderado/insignificante. Portanto, o estudo sobre a violência escolar a partir dos autores e alvos da agressão evidenciam as dimensões ideológicas e psicológicas implicadas nas relações sociais e&nbsp;que colocam à mostra a cruel e contraditória realidade frente à violência escolar.&nbsp;Não se pode negligenciar que a repetição compulsiva dos atos de violência acaba por levar alunos e professores a se acomodarem diante de sua existência,&nbsp;a se tornarem indiferentes frente à barbárie.</p> Branca Maria de Meneses, Dulce Regina dos Santos Pedrossian, Rejane de Aquino Souza, Rayane de Sousa Matos da Costa, Angelo Luiz Ferro Copyright (c) 2021 Branca Maria de Meneses, Dulce Regina dos Santos Pedrossian, Rejane de Aquino Souza, Rayane de Sousa Matos da Costa, Angelo Luiz Ferro https://periodicos.unifesp.br/index.php/olhares/article/view/11236 Wed, 21 Apr 2021 00:00:00 +0000 Relações entre Violência Escolar e Resiliência: desafios na adolescência https://periodicos.unifesp.br/index.php/olhares/article/view/11233 <p>A violência, nas suas mais diversas formas de expressão, é considerada um agravo ao desenvolvimento humano. A resiliência, também objeto de estudo da presente pesquisa, por sua vez, pode representar um fator protetivo, minimizando as consequências de situações adversas. O objetivo deste estudo foi analisar as relações entre violência escolar e resiliência em adolescentes. Para tal, foi empregado o método quantitativo. Uma amostra de 100 estudantes oriundos de duas escolas, uma pública e uma particular responderam à Escala de Resiliência e à Escala de Violência Escolar. Os dados foram analisados através do software estatístico JASP e realizou-se o test T Student para comparação de médias entre grupos, como também a correlação de Pearson. Os grupos foram divididos quanto às variáveis escola e sexo. Os adolescentes do sexo masculino se percebem de modo mais significativo como vítimas de violência exercida por outros alunos. Quanto à resiliência, os resultados não diferem entre os grupos masculino e feminino. A escola pública apresentou uma percepção de violência global maior que a escola particular, tendo também se destacado na percepção de autoria de violência e na de vitimização de alunos por funcionários. Não foi encontrada correlação significativa entre violência escolar e resiliência. Encontrou-se correlação positiva entre as subescalas de violência escolar. Apesar de os alunos da escola pública apresentarem uma percepção de violência maior que o outro grupo, o desenvolvimento e a manutenção de uma tendência à resiliência parecem não ter sido afetada, o que amplia as possibilidades de intervenções.</p> Claudimara Santos, Jussiara de Souza Leal, Evandro Morais Peixoto Copyright (c) 2021 Claudimara Santos, Jussiara de Souza Leal, Evandro Morais Peixoto https://periodicos.unifesp.br/index.php/olhares/article/view/11233 Wed, 21 Apr 2021 00:00:00 +0000 Percepção de professores acerca do bullying https://periodicos.unifesp.br/index.php/olhares/article/view/11180 <p>Nas últimas décadas, tem-se observado uma forma de violência escolar, com características específicas, denominada <em>bullying</em>, definida como uma intimidação psicológica ou física, intencional e reincidente, dirigida a uma pessoa vista como frágil por seus agressores. A escola parece contribuir com a existência dessa forma de violência ao reforçar hierarquias classificatórias, como é visto na dupla hierarquia definida por Adorno. O artigo objetivou entender a percepção dos docentes sobre o <em>bullying, </em>analisando a definição atribuída por eles, como identificam os casos e como caracterizam o perfil dos alunos que ocupam o papel de vítimas e agressores. As análises foram realizadas por meio das entrevistas com os professores de escolas públicas e dos questionários aplicados aos estudantes das turmas selecionadas. Percebeu-se a inexistência de uma clareza conceitual sobre o <em>bullying</em> e, em alguns casos, uma relativização das situações identificadas como algo comum ao cotidiano escolar ou visto como brincadeira pelos professores. Parte desses resultados encontrou similaridade com os dados quantitativos provenientes do questionário aplicado aos alunos. Entende-se que o ambiente educacional é parte da sociedade global e acaba sendo (re)produtor de violência.</p> Luciene Maria Silva, Viviane Borges Dias, Jenifer Satie Vaz Ogasawara, João Max Conceição de Oliveira, Karla Muniz Belém Copyright (c) 2021 Luciene Maria Silva, Viviane Borges Dias, Jenifer Satie Vaz Ogasawara, João Max Conceição de Oliveira, Karla Muniz Belém https://periodicos.unifesp.br/index.php/olhares/article/view/11180 Wed, 21 Apr 2021 00:00:00 +0000 Os professores e o combate à violência na escola: bullying e responsabilidade https://periodicos.unifesp.br/index.php/olhares/article/view/11443 <p>Este artigo tem como objetivo dialogar sobre o fenômeno do bullying e o papel dos professores em sua identificação e combate. Para isso, compreende-se o conceito de bullying por meio de diversos autores, dialoga-se com várias pesquisas sobre bullying, trazendo seus resultados e analisando-os e, por fim, faz-se uma análise, à luz da teoria crítica da escola de Frankfurt, de entrevistas semiestruturadas com professores de nonos anos de cinco escolas do ensino fundamental de uma capital brasileira. Nas entrevistas, percebe-se que parte dos professores têm dificuldades em definir o que, de fato, seja o bullying. Assim, como consequência dessa incapacidade de defini-lo, há uma dificuldade em identificá-lo e em organizar ações eficazes para combatê-lo. Por fim, indica-se sobre a importância de se realizar pesquisas e diálogos nas escolas sobre esse tema para que a educação possa agir de maneira a combater a violência, neste caso em especial, o bullying.</p> Paola Carloni, Tainá Dal Bosco Silva, Matheus Rodrigues da Silva Copyright (c) 2021 Paola Carloni, Tainá Dal Bosco Silva, Matheus Rodrigues da Silva https://periodicos.unifesp.br/index.php/olhares/article/view/11443 Wed, 21 Apr 2021 00:00:00 +0000 Violência escolar e responsabilização https://periodicos.unifesp.br/index.php/olhares/article/view/11621 <p>O objetivo deste ensaio é delimitar algumas formas contemporâneas de violência escolar, analisar o impacto que exercem sobre a formação cultural de crianças e jovens em processo de escolarização e discutir as implicações de suas especificidades para a responsabilização dos agressores, da instituição escolar e da sociedade. Por meio da alusão não sistemática a resultados de pesquisas recentes com as quais os autores colaboraram e da revisão de artigos e ensaios que se dedicaram ao estudo dessa temática, articula-se o problema da violência escolar à esfera da responsabilização. Como se trata de um problema complexo, que abrange mais dimensões e características do que se poderia adequadamente considerar em um pequeno estudo como este, serão priorizados aspectos que correspondem a delimitações propostas ou inspiradas por pensadores da primeira geração da Escola de Frankfurt, sobretudo por Horkheimer, Adorno e Marcuse. A Teoria Crítica da Sociedade parece-nos profícua para a análise de importantes dimensões da produção e da reprodução da violência no âmbito da escola. Neste estudo, em particular, serão analisadas: 1 - formas da violência escolar; 2 - determinantes e impactos da regressão do indivíduo e sua relação com a produção da violência escolar; 3 - expressões da violência institucional: a conformação da dupla hierarquia escolar; 4 – os diferentes níveis de produção da violência escolar e a responsabilização.&nbsp;</p> Pedro Fernando da Silva, Ricardo Casco Copyright (c) 2021 Pedro Fernando da Silva, Ricardo Casco https://periodicos.unifesp.br/index.php/olhares/article/view/11621 Wed, 21 Apr 2021 00:00:00 +0000