Olhares: Revista do Departamento de Educação da Unifesp https://periodicos.unifesp.br/index.php/olhares <p>A revista Olhares é um periódico de publicação exclusivamente eletrônico, de circulação nacional e internacional, do Departamento de Educação da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade Federal de São Paulo. Vinculada aos Programas de Pós-Graduação – PPG Educação e Saúde na Infância e na Adolescência e PPG em Educação.</p> pt-BR olhares@unifesp.br (Equipe Editorial Olhares) olhares@unifesp.br (Profa. Dra. Edna Martins) Thu, 17 Mar 2022 17:02:18 +0000 OJS 3.3.0.10 http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss 60 A FILA https://periodicos.unifesp.br/index.php/olhares/article/view/12456 <p>Presentes em diversos espaços sociais, filas são organizadas com o intuito de escalonar, individual e linearmente, sujeitos que se encontram em busca de algum serviço e atendimento, ou que intentam adentrar um recinto. Estas formações temporárias, regidas por convenções institucionais ou sociais, também estão presentes regularmente nas escolas. O objetivo do artigo é compreender a ocorrência das filas no cotidiano escolar. O estudo foi realizado com o uso do método regressivo-progressivo de Henri Lefebvre, a produção do material de pesquisa foi proveniente de textos literários, imagens e relatos da escola, e sua apropriação e restituição se deram na conversação histórico-genética posta a fragmentos deste material. O estudo aponta que a fila se constitui enquanto prática não contemporânea reproduzida no cotidiano escolar, e que sua ocorrência é resguardada pela tradição e antiguidade, preservando o controle, a vigilância, a fragmentação, as hierarquias, classificações, exclusões, silenciamento e tantas outras influências que já foram criticadas e refutadas.</p> Mitsi Pinheiro de Lacerda Copyright (c) 2022 Mitsi Pinheiro de Lacerda https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://periodicos.unifesp.br/index.php/olhares/article/view/12456 Thu, 17 Mar 2022 00:00:00 +0000 ABSTRAÇÃO REFLEXIONANTE E APRENDIZAGEM DA ESCRITA https://periodicos.unifesp.br/index.php/olhares/article/view/12307 <p>Este estudo teve como objetivo destacar como a teoria piagetiana pode explicar a evolução da aprendizagem da escrita pela interação entre sujeito e objeto, neste caso entre criança e escrita, sob o ponto de vista do mecanismo da abstração reflexionante. Foram relacionados os níveis da Psicogênese da Língua Escrita, elaborada por Emilia Ferreiro e Ana Teberosky, com os tipos de abstrações estudadas por Jean Piaget. O estudo visou mostrar o quanto a abstração reflexionante se faz presente na passagem de um nível anterior, mais simples, de escrita para o seguinte, mais complexo. Os dados foram coletados através de diálogos, inspirados no método clínico piagetiano, com doze crianças entre 4 e 8 anos da Pré-escola e do Ensino Fundamental. Os diálogos foram realizados por plataformas digitais devido à ausência de aulas presenciais causada pela pandemia da Covid-19. Constatou-se que é possível, ao analisar os dados coletados, fazer relação entre as abstrações reflexionantes, realizadas pelas crianças, e os níveis de escrita evidenciados pela Psicogênese da Língua Escrita.</p> Camila Moura Costa, Fernando Becker Copyright (c) 2022 Camila Moura Costa, Fernando Becker https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://periodicos.unifesp.br/index.php/olhares/article/view/12307 Thu, 17 Mar 2022 00:00:00 +0000 A LITERATURA PARA A INFÂNCIA COMO “FONTE” PARA A HISTÓRIA DOS PROCESSOS CULTURAIS E EDUCACIONAIS: o caso italiano https://periodicos.unifesp.br/index.php/olhares/article/view/13596 <p>Com base na evolução dos estudos sobre a história da literatura infantil na Itália durante os últimos vinte anos, o artigo visa analisar o papel da literatura infantil nos séculos XIX e XX como ferramenta para a transmissão e universalização dos valores fundamentais para a realização da hegemonia política e cultural burguesa na Itália e no resto da Europa. O texto, também, ressalta a produção literária para crianças e jovens como fonte de importância primordial para uma análise profunda do imaginário infantil e adulto sobre a infância e para uma compreensão mais articulada dos processos educacionais que caracterizaram a sociedade italiana na virada dos séculos XIX e XX</p> Roberto Sani Copyright (c) 2022 Roberto Sani https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://periodicos.unifesp.br/index.php/olhares/article/view/13596 Thu, 17 Mar 2022 00:00:00 +0000 FRAGMENTOS DE UMA HISTÓRIA: Rick , seus objetivos e suas conquistas pelos movimentos dos olhos https://periodicos.unifesp.br/index.php/olhares/article/view/12665 <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 11.0pt; font-family: 'Arial',sans-serif;">O artigo tematiza a vida escolar e a preparação para escrever uma redação no ENEM de 2021/2022 de um jovem que emprega apenas os olhos para ler e para escrever, usuário de um notebook com mouse ocular, comprado com a colaboração da comunidade onde vive. Para essa preparação, um projeto de pesquisa e de extensão, financiado pela Pró-Reitoria da UNESP, foi posto em marcha por uma equipe composta por um professor pesquisador, por uma bolsista, por uma professora de educação especial, em Marília, SP no ano de 2020. Os encontros semanais com o aluno, presenciais no início, foram substituídos pelos remotos com a chegada da pandemia em março. Nos primeiros encontros, o jovem, aspirante a um curso superior de jornalismo, trocou informações sobre princípios argumentativos e persuasivos, e teve acesso a vídeos e artigos sobre temas debatidos na mídia. Aos poucos, as condições domésticas deixaram de ser adequadas para a continuidade dos trabalhos remotamente. Em janeiro 2021, embora inscrito, o aluno não participou do ENEM. Em março de 2021, esgotado o prazo do projeto, a equipe o orientou a matricular-se em um cursinho pré-vestibular gratuito organizado por alunos do campus da UNESP em Marília. Os fragmentos de esboços de um artigo de opinião sobre o racismo analisados neste artigo revelam que o jovem começava a desenvolver estruturas argumentativas, próprias de artigos de opinião, na abordagem de temas polêmicos.</span></p> Dagoberto Buim Arena, Raíssa Pimenta, Sônia de Oliveira Santos Copyright (c) 2022 Dagoberto Buim Arena, Raíssa Pimenta, Sônia de Oliveira Santos https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://periodicos.unifesp.br/index.php/olhares/article/view/12665 Thu, 17 Mar 2022 00:00:00 +0000 PROFESSORES NÃO LICENCIADOS NA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL: seus saberes, suas práticas https://periodicos.unifesp.br/index.php/olhares/article/view/12166 <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 11.0pt; font-family: 'Arial',sans-serif; color: black;">A educação profissional (EP) no Brasil surgiu oficialmente no século XX e, desde seu surgimento, os professores dessa modalidade de ensino exibem um perfil bastante diverso, como consequência da ausência de políticas concretas que considerem as especificidades da EP. Este estudo é parte de uma pesquisa em desenvolvimento que objetiva analisar os saberes da docência que se manifestam com mais evidência na prática docente de professores não licenciados da EP. A pesquisa pautou-se nas bases teóricas da EP e na temática dos saberes da docência, referendados por Kuenzer (2006), Moura (2008), Machado (2011), Pena (2016), Tardif (2014), Pimenta (2012), dentre outros. O percurso metodológico norteou-se na abordagem qualitativa, sendo realizadas 7 entrevistas semiestruturadas com bacharéis e tecnólogos docentes da EP. A análise dos dados foi realizada seguindo os pressupostos de Creswell (2014) para a análise em espiral. Os resultados revelaram que os participantes da pesquisa mobilizam especialmente os saberes da experiência, por meio de memórias de antigos mestres e troca com os pares. Também valorizam os saberes da formação profissional, haja vista a necessidade de formar alguém que atenda as demandas do mercado de trabalho. Pouca referência foi conferida aos conhecimentos pedagógicos, tampouco aos saberes curriculares próprios da EP. Conclui-se que as considerações feitas pelos entrevistados reforçam a falta de políticas efetivas para a formação dos professores da EP o que, futuramente, pode ser reforçado pelas recentes legislações que permitem o notório saber e a comprovação de competências para atuar como docente, desconsiderando-se a formação integral do sujeito.</span></p> Antonio Acioli Blanco Lins , Cinara Calvi Anic Copyright (c) 2022 Antonio Acioli Blanco Lins , Cinara Calvi Anic https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://periodicos.unifesp.br/index.php/olhares/article/view/12166 Thu, 17 Mar 2022 00:00:00 +0000 LETRAMENTOS, NARRATIVA TRANSMÍDIA E MULTIMODALIDADE: percursos entre o tipográfico e o digital https://periodicos.unifesp.br/index.php/olhares/article/view/12659 <div class="page" title="Page 1"> <div class="section"> <div class="layoutArea"> <div class="column"> <p>Este artigo apresenta resultados da pesquisa que examinou práticas de letramento contemporâneas que tramitam entre os universos on-line e off-line. Para tanto, encontrou-se amparo metodológico na Etnografia Digital. O corpus é formado por extratos de páginas na internet do perfil “Adjetivou” e do livro de poesias “Colecionando partes de mim”, de Nogueira (2018). A análise está fundamentada em discussões bakhtinianas acerca da linguagem, nos estudos dos Letramentos e no conceito de narrativa multimodal e transmídia. A discussão dos dados aponta o papel dos ambientes digitais como espaços de afinidade e para a construção de “escritas do eu”, focalizando sua evidente interface com saberes e fazeres do mundo analógico. Sugere-se também que é preciso considerar que a leitura e a escrita na atualidade estão sustentadas por recursos que integram práticas sociais características tanto da sociedade tipográfica quanto da sociedade digital, o que apresenta implicações para a formação docente, especialmente no campo da educação linguística.</p> </div> </div> </div> </div> Eliane Fernandes Azzari, Ingrid Tainá Vieira Nascimento Copyright (c) 2022 Eliane Fernandes Azzari, Ingrid Tainá Vieira Nascimento https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://periodicos.unifesp.br/index.php/olhares/article/view/12659 Thu, 17 Mar 2022 00:00:00 +0000 EDUCAÇÃO EM TEMPOS DE PANDEMIA: uma reflexão acerca da pobreza, opressão e humanização https://periodicos.unifesp.br/index.php/olhares/article/view/12621 <p style="text-align: justify;">Este trabalho discute como as condições sociais, culturais e econômicas interferem na perpetuação do lugar de opressão das famílias e, consequentemente, das suas crianças, tendo por objetivo discutir a educação em tempos de pandemia, considerando o contexto de pobreza, os mecanismos de opressão e seus efeitos no processo de humanização à luz dos pressupostos freireanos e vigotskianos. Trata-se do recorte de uma pesquisa que aborda, originalmente, dificuldades de aprendizagem. Posteriormente, este mesmo estudo permitiu também analisar os aspectos sociais observados, que estão na origem das questões de humanização/desumanização das crianças. Tal pesquisa é um estudo de caso realizado durante a pandemia de Covid-19, no segundo semestre do ano de 2020. Analisou-se o caso de um menino que apresentava, segundo indicação da professora, dificuldade de alfabetização. Os dados de pesquisa foram construídos por meio de entrevistas e atendimentos individualizados a ele, sua mãe e professora. Apoiou-se a análise nas contribuições de Freire e Vigotski. A análise dos dados destacou o impacto da privação de bens materiais e culturais na escolarização do estudante e, assim, a cristalização da condição de oprimido e seu impacto no processo de humanização dele.</p> Fábia Daniela Schneider Lumertz, Adriana Paz Nunes, Lisiane Machado de Oliveira Menegotto Copyright (c) 2022 Fábia Daniela Schneider Lumertz, Adriana Paz Nunes, Lisiane Machado de Oliveira Menegotto https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://periodicos.unifesp.br/index.php/olhares/article/view/12621 Thu, 17 Mar 2022 00:00:00 +0000 A EDUCAÇÃO BÁSICA NA PANDEMIA NO ESTADO DO PARANÁ: o que as pesquisas revelam? https://periodicos.unifesp.br/index.php/olhares/article/view/12968 <p>O presente artigo trata-se de uma pesquisa qualitativa que aborda a conjuntura da educação pública paranaense durante a pandemia do Novo Coronavírus (COVID-19). Possui como justificativa os impactos do fenômeno excepcional que se apresentou aos gestores escolares, educadores e educandos da Educação Básica no período de 2020 a 2021 no Paraná. Como metodologia, utiliza-se da pesquisa bibliográfica e tem como objetivo discutir acerca dos desafios e dilemas no trabalho pedagógico dos professores. Considera-se que não foi possível evitar os impactos negativos no processo de ensino e aprendizagem, e que dentre as adversidades que impeliram no trabalho pedagógico, estão o fator econômico e a limitação tecnológica de educandos e educadores.</p> Adriana Regina de Jesus Santos, José Alexandre Gonçalves, Samuel de Oliveira Rodrigues Copyright (c) 2022 Adriana Regina de Jesus Santos, José Alexandre Gonçalves, Samuel de Oliveira Rodrigues https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://periodicos.unifesp.br/index.php/olhares/article/view/12968 Thu, 17 Mar 2022 00:00:00 +0000 SOB O OLHAR ATENTO DAS REPRESENTAÇÕES SOCIAIS ACERCA DA IMUNIZAÇÃO VACINAL ENTRE JOVENS E ADULTOS DA EDUCAÇÃO BÁSICA https://periodicos.unifesp.br/index.php/olhares/article/view/12368 <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 11.0pt; font-family: 'Arial',sans-serif; color: black;">Há na atualidade um movimento antivacinas e que talvez a gênese deste movimento esteja ancorada em representações aversivas acerca da imunização vacinal, na qual se acentua e reverbera com as redes sociais. Assim, o objetivo principal desta pesquisa é identificar e analisar as Representações Sociais de estudantes, da Educação de Jovens e Adultos – EJA, da periferia da capital do Rio de Janeiro, acerca da imunização vacinal. Caracterizando, portanto, os códigos, as regras e os valores que são compartilhados. O teste de Associação Livre de Palavras (TALP) e a análise de coocorrência das evocações serviram para identificar a centralidade das Representações Sociais. Os resultados demonstraram que o ‘medo’ é quem suporta a centralidade das Representações Sociais do grupo social pesquisado, constituindo-se, portanto, como o principal elemento de resistência à imunização vacinal, particularmente entre os homens. No que tange às mulheres há um reconhecimento de que as vacinas são importantes porque protegem as crianças. Como considerações finais, sugerimos que a prevenção, dessa possível fobia, deva começar o quanto antes e, de preferência, durante a primeira infância quando ocorrem as primeiras experiências com agulhas. Neste propósito, pensamos o quanto as escolas e creches poderiam ser boas aliadas neste enfrentamento juntamente com uma efetiva parceria com a secretaria de saúde. Ademais, importante enfatizar a relevância do atendimento aos pais, preferencialmente por profissionais da saúde mental, para que o ciclo do medo não se perpetue.</span></p> Luciano Luz Gonzaga Copyright (c) 2022 Luciano Luz Gonzaga https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://periodicos.unifesp.br/index.php/olhares/article/view/12368 Thu, 17 Mar 2022 00:00:00 +0000