ART: ANIKI-BÓBÓ E VÍTIMAS DA TORMENTA: A TESSITURA DA NULIFICAÇÃO REPRESENTADA EM IMAGENS

Autores

  • Frederico Osanan Amorim Lima Doutor em História Social pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Pós-Doutor em Sociologia pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP/Porto/Portugal). Pós-Doutorando em Comunicação na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (PPGCOM/UFRGS). Professor Associado II da Universidade Federal do Delta do Parnaíba (UFDPar)

DOI:

https://doi.org/10.34024/imagem.v1i1.14218

Palavras-chave:

História, Cinema, Nulificação

Resumo

Este estudo parte do pressuposto de que as imagens cinematográficas podem funcionar como repositórios de informações históricas sobre os processos de nulificação. Nesse prisma, esta pesquisa recorre a dois aspectos: às maneiras como o cinema representou as formas de sujeição na primeira metade do século XX e à forma como, diante dos diversos desenhos de  transgressões sociais, as imagens denunciaram, ainda que implicitamente, os meandros do poder disciplinar. Empiricamente,
recorro a dois filmes europeus dos anos 1940, Aniki-bóbó (1942), do português Manoel de Oliveira e Vítimas da Tormenta (1946), do diretor e ator italiano Vittorio De Sicca. De um ponto de vista conceitual, dialogo com a produção filosófica e historiográfica do francês Michel Foucault. Os filmes, postos em situações convergentes e descontínuas, acabam por revelar que, a cada nova condição histórica, os saberes sobre a disciplina e os procedimentos de sujeição se modificam.

Referências

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Publicado

2022-08-16

Como Citar

Osanan Amorim Lima1, F. (2022). ART: ANIKI-BÓBÓ E VÍTIMAS DA TORMENTA: A TESSITURA DA NULIFICAÇÃO REPRESENTADA EM IMAGENS. Imagem: Revista De Hist´ória Da Arte, 1(1). https://doi.org/10.34024/imagem.v1i1.14218
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