Escola Sustentável: uma análise das representações de professores da área de Linguagens em Campo Grande (MS)

  • José Flávio Rodrigues Siqueira Universidade Federal de Mato Grosso do Sul
  • Icléia Albuquerque de Vargas Universidade Federal Mato Grosso do Sul
  • Angela Maria Zanon Universidade Federal do Mato Grosso do Sul
Palavras-chave: Espaço Educador Sustentável; Representação; Mapas Mentais.

Resumo

Este trabalho objetiva conhecer a representação de escola sustentável de professoras da área de Linguagens que atuam na educação básica em Campo Grande/MS. Trata-se de uma pesquisa que se apoia na metodologia Kozel para a análise de 8 (oito) mapas mentais sob o tema “escola sustentável”. A busca pela representação da escola sustentável está pautada na disseminação dos princípios propostos no Programa Nacional Escolas Sustentáveis/PNES e nas Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Ambiental/DCNEA. A discussão foi ancorada em teóricos da percepção ambiental e em documentos nacionais do PNES. Constatou-se uma representação da escola sustentável pautada na inclusão de ecotécnicas.

Biografia do Autor

Icléia Albuquerque de Vargas, Universidade Federal Mato Grosso do Sul

Possui graduação em Geografia pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (1988), mestrado em Educação pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (1998) e doutorado em Meio Ambiente e Desenvolvimento pela Universidade Federal do Paraná (2006), com estágio de doutorado no LADYSS (Laboratoire Dynamiques Sociales et Recomposition des Espaces)/ Paris X Nanterre. Professora Associada da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Engenharias e Geografia (FAENG) da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Atua como professora nos cursos de graduação em Geografia (bacharelado), Geografia (licenciatura) e Pedagogia. Na pós-graduação, atua como professora/orientadora no curso de Mestrado e de Doutorado em Ensino de Ciências (linha de Pesquisa Educação Ambiental) da UFMS. Compõe grupos de consultores das revistas: Ambiente & Educação (FURG) , Desenvolvimento e Meio Ambiente (UFPR) (1518-952X), Geografar (UFPR) (1981-089X), Territorium (1647-7723). Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Geografia Escolar, Disciplinas Escolares e Formação de Professores, atuando principalmente nos temas: educação ambiental, geografia cultural, pantanal, meio ambiente e percepção ambiental.

Angela Maria Zanon, Universidade Federal do Mato Grosso do Sul

Possui graduação em Licenciatura em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (1977), mestrado em Ciências Biológicas (Zoologia) pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (1982) e doutorado em Ciências Biológicas (Zoologia) pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (1990). Atualmente é professora Titular da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Docente e Orientadora no Programa de pós-graduação (Mestrado e Doutorado) em Ensino de Ciências - INFI/UFMS. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Educação Ambiental e Ensino de Ciências e Biologia, atuando principalmente nos seguintes temas: educação ambiental, ensino de ciências, formação de professores. Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências da UFMS pelo período de 2016 a 2018.

Referências

ALKMIM, E.B. Conscientização Ambiental e a Percepção da Comunidade sobre a Coleta Seletiva na Cidade Universitária da UFRJ. 2015. 150 p. Dissertação (Mestrado de Engenharia Urbana) - Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ, 2015.

AVANZI, M.R. Ecopedagogia. In.: LAYRARGUES, P.P. (coord.). Identidades da Educação Ambiental Brasileira. Ministério do Meio Ambiente. Diretoria de Educação Ambiental. Brasília: MMA, 2004.

BARROS, M. Poesia completa. São Paulo: Leya, 2010.

BRASIL, Ministério da Educação. Resolução n. 2, de 15 de junho de 2012, que estabelece as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Ambiental. 2012a. Disponível em <http://conferenciainfanto.mec.gov.br/images/conteudo/iv-cnijma/diretrizes.pdf> Acesso em 17 out 2019.

BRASIL, SECADI. Vamos Cuidar do Brasil com Escolas Sustentáveis: educando-nos para pensar e agir em tempos de mudanças socioambientais globais. MOREIRA, T. (elaboradora). Brasília: MEC, MMA, SECADI, 2012b. Disponível em <http://conferenciainfanto.mec.gov.br/images/conteudo/iv-cnijma/livreto_escola_sustentavel_isbn_final.pdf> Acesso em 17 out 2019.

BRASIL, Presidência da República. Lei n. 11.947, de 16 de junho de 2009 que dispõe sobre o atendimento da alimentação escolar e do Programa Dinheiro Direto na Escola aos alunos da educação básica. 2009. Disponível em <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L11947.htm> Acesso em 18 out 2019.

BRASIL, Presidência da República. Lei n. 9.795, de 27 de abril de 1999 que dispõe sobre Educação Ambiental e institui a Política Nacional de Educação Ambiental. 1999. Disponível em <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9795.htm> Acesso em 25 out 2019.

BUTTIMER, A. Aprendendo o dinamismo do mundo vivido. In: CHRISTOFOLETTI, A. (org.). As perspectivas da geografia. São Paulo: DIFEL, 1982.

FERRARA, L.D. As cidades ilegíveis: percepção ambiental e cidadania. In: AMORIM FILHO, O.B.; CARTER, H.; KOHLSDORF, M.E. (Orgs.) Percepção ambiental: contexto teórico e aplicações ao tema urbano. Belo Horizonte: Instituto de Geociências/ UFMG, 1987.

GUIMARÃES, M. Educação Ambiental Crítica. In.: LAYRARGUES, P.P. (coord.). Identidades da Educação Ambiental Brasileira. Ministério do Meio Ambiente. Diretoria de Educação Ambiental. Brasília: MMA, 2004.

KOZEL, S. Mapas Mentais – Uma Forma de Linguagem: Perspectivas Metodológicas. In.: KOZEL, S.; SILVA, J.C.; GIL FILHO, S.F. (orgs.). Da percepção e cognição a representação: reconstruções teóricas da Geografia Cultural e Humanista. São Paulo: Terceira Margem; Curitiba: NEER, 2007.

KOZEL, S. As linguagens do cotidiano como representações do espaço: uma proposta metodológica possível. Comunicação Oral no 12º Encontro de Geógrafos da América Latina – EGAL – Montivideu/Uruguai. 2009. Disponível em <http://observatoriogeograficoamericalatina.org.mx/egal12/Teoriaymetodo/Metodologicos/04.pdf> Acesso em 17 out 2019.

¬¬¬¬KOZEL, S. Comunicando e representando: mapas como construções socioculturais. Geograficidade, v.3, número especial, Primavera, 2013. Disponível em <http://periodicos.uff.br/geograficidade/article/view/12874/pdf> Acesso 18 out 2019.

LEGAN, L. Criando habitats na escola sustentável: livro de educador. Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, Pirenópolis, GO: Ecocentro IPEC, 2009.

LIMA, G.F.C. Educação, Emancipação e Sustentabilidade: em defesa de uma pedagogia libertadora para a Educação Ambiental. In.: LAYRARGUES, P.P. (coord.). Identidades da Educação Ambiental Brasileira. Ministério do Meio Ambiente. Diretoria de Educação Ambiental. Brasília: MMA, 2004.

MALANSKI, L.M. Geografia humanista: percepção e representação espacial. Revista Geográfica de América Central. n. 52. jan./jun, 2014. Disponível em <https://www.revistas.una.ac.cr/index.php/geografica/article/download/6285/6305/> Acesso 18 out 2019.

MERLEAU-PONTY, M. Fenomenologia da percepção. Carlos Alberto Ribeiro de Moura (trad.). 2 ed. São Paulo: Martins Fontes, 1999.

PEIRCE, C.S. Semiótica. São Paulo: Perspectiva, 2010.

PEREIRA, D.M. Processo Formativo em Educação Ambiental: Escolas Sustentáveis e COM-VIDA: Tecnologias Ambientais. Universidade Federal de Ouro Preto, 2010.

SILVA, M.A.; SANTANA, L.C. Programa Nacional Escolas Sustentáveis: a implementação em quatro escolas municipais de João Pessoa/PB. Revista Eletrônica do Mestrado em Educação Ambiental. Rio Grande, v. 35, n.1, p. 333-352, jan./abr. 2018. Disponível em <https://periodicos.furg.br/remea/article/view/7513/5198> Acesso em 17 out 2019.

TUAN, Y. Topofilia: um estudo da percepção, atitudes e valores do meio ambiente. São Paulo: DIFEL, Difusão Editorial S. A., 1980.

WIZIACK, S.R.C.; VARGAS, I.A.; ZANON, A.M. Programa Escolas Sustentáveis: reflexões para formação de educadores ambientais no Brasil. Anais do VII Encontro de Pesquisa em Educação Ambiental. Rio Claro, SP, 07 a 10 de julho de 2013. Disponível em <http://www.epea.tmp.br/epea2013_anais/pdfs/plenary/0136-1.pdf> Acesso em 17 out 2019.

Publicado
2020-12-04
Como Citar
Siqueira, J. F. R., Vargas, I. A. de, & Zanon, A. M. (2020). Escola Sustentável: uma análise das representações de professores da área de Linguagens em Campo Grande (MS). Revista Brasileira De Educação Ambiental (RevBEA), 15(7), 106-122. https://doi.org/10.34024/revbea.2020.v15.9970
Seção
Artigos