Distribuição geográfica da Educação Ambiental brasileira em espaços não formais de ensino

Autores

DOI:

https://doi.org/10.34024/revbea.2021.v16.10833

Palavras-chave:

Interiorização, Jardim botânico, Zoológico, Parques, Educação ao ar livre

Resumo

esta revisão bibliográfica consiste em revelar informações da distribuição geográfica dos espaços não formais de ensino (ENFE) reportados nos estudos de Educação Ambiental no Brasil. As bases de busca “Web of Science”, “Scielo” e “Google Acadêmico” revelaram um total de 108 ENFE divididos em quatro categorias (unidades de conservação, trilhas, museus e jardins zoobotânicos). A maior parte (78%) concentra-se na região sul e sudeste. Um “vazio” foi visualizado na região norte, no interior da região nordeste e na porção norte do centro-oeste. Foram discutidas propostas de onde empregar esforços no uso destes espaços, baseado no desenvolvimento das atividades educativas encontradas.

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Biografia do Autor

Adler Santana Medeiros, Universidade Federal do Vale do São Francisco

Tem experiência na área de Ecologia, com ênfase em Restauração Ecológica, com experiência em delinear e estabelecer experimentos de campo, coordenando equipes para coletar, armazenar e analisar dados de campo. Seu projeto de iniciação científica buscou entender como Fungos Micorrízicos Arbusculares são afetados por métodos de recuperação de áreas degradadas da Caatinga. Colaborou com a empresa júnior do curso de Ecologia, a ECOSIN Soluções Ambientais, onde atuou como diretor de projetos. Coordenou a equipe fixa da ipf - Soluções Florestais no Programa de Conservação da Flora do complexo eólico Serra da Babilônia. Atualmente, se dedica a execução do Programa de Recuperação de Áreas Degradadas do Projeto de Integração do Rio São Francisco pelo Núcleo de Ecologia e Monitoramento Ambiental.

Maryluce Albuquerque da Silva Campos, Universidade de Pernambuco

Possui graduação em Bacharelado em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de Pernambuco (2002), mestrado em Biologia de Fungos pela Universidade Federal de Pernambuco (2005) e doutorado em Biologia de Fungos pela Universidade Federal de Pernambuco (2009). Atualmente é professora adjunta da Universidade de Pernambuco Campus Petrolina e membro permanente do Programa de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia Ambiental para o Semiárido (PPGCTAS) nível Mestrado e membro colaborador do Programa de Pós-Graduação em Formação de Professores e Práticas Interdisciplinares (PPGFPPI) nível Mestrado, ambos os Programas são da Universidade de Pernambuco Campus Petrolina. Atua principalmente nos seguintes temas: Fungos micorrízicos arbusculares, fitonematóides, nematofauna, biocontrole, caatinga e áreas agrícolas no submédio São Francisco, meio ambiente e educação ambiental.

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Publicado

2021-06-01

Como Citar

Medeiros, A. S., & Campos, M. A. da S. (2021). Distribuição geográfica da Educação Ambiental brasileira em espaços não formais de ensino. Revista Brasileira De Educação Ambiental (RevBEA), 16(3), 377–388. https://doi.org/10.34024/revbea.2021.v16.10833

Edição

Seção

Artigos
Recebido em 2020-06-27
Aceito em 2021-03-11
Publicado em 2021-06-01