Paulo Freire e uma prática jornalística emancipatória - decolonial

  • Dennis de Oliveira Universidade de São Paulo
Palavras-chave: Jornalismo e Paulo Freire, Jornalismo e emancipação, Jornalismo e Teorias Decoloniais

Resumo

Este artigo faz uma articulação dos conceitos desenvolvidos pelo pensador brasileiro Paulo Freire, articulando com as teorias críticas e decoloniais latino-americanas com o objetivo de sustentar uma proposta conceitual de jornalismo como ação cultural emancipatória. Para tanto, os conceitos clássicos das teorias do jornalismo de caráter liberal são avaliadas criticamente e, assim, fazer propor uma práxis jornalística alternativa baseada nas teorias freireanas e decoloniais que se chamou de “jornalismo emancipatório”.

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Biografia do Autor

Dennis de Oliveira, Universidade de São Paulo

Professor livre-docente em Jornalismo, Informação e Sociedade pela ECA/USP. Possui graduação em Comunicação Social Habilitação Em Jornalismo pela Universidade de São Paulo (1986), mestrado em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo (1992) e doutorado em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo (1998). Atualmente é professor em RDIDP (Regime de Dedicação Integral à Docência e à Pesquisa) e pesquisador do IEA (instituto de Estudos Avançados) na Universidade de São Paulo. É coordenador do CELACC (Centro de Estudos Latino Americanos de Cultura e Comunicação), vice-líder do Alterjor (Grupo de Pesquisa de Jornalismo Alternativo e Popular) e membro do nPeriferias (Núcleo de Estudos das Periferias), todos da Universidade de São Paulo. É professor do Programa de Pós Graduação em Mudança Social e Participação Política da EACH/USP e do Programa de Pós Graduação em Integração da América Latina da USP. Coordenador do GT "Epistemologias decoloniais, territorialidades e cultura" do CLACSO (Conselho Latino Americano de Ciências Sociais) 2019-2022.

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Publicado
2020-08-09
Como Citar
de Oliveira, D. (2020). Paulo Freire e uma prática jornalística emancipatória - decolonial. Olhares: Revista Do Departamento De Educação Da Unifesp, 8(2), 122-132. https://doi.org/10.34024/olhares.2020.v8.10783