Guia de Reabilitação Neurológica na Síndrome Pós-Poliomielite

Abordagem Interdisciplinar

Autores

  • Marco Orsini Graduando em Medicina, Doutorando em Neurologia|Neurociências na Universidade Federal Fluminense - UFF, Professor Titular da Escola Superior de Ensino Helena Antipoff - ESEHA, Niterói-RJ, Brasi
  • Marcos RG de Freitas Neurologista, Doutor, Professor Titular e Chefe do Serviço de Neurologia da UFF, Niterói-RJ, Brasil
  • Carlos Henrique Melo Reis Neurologista, Doutorando em Neurologia na UFF, Niterói-RJ, Brasil
  • Mariana Mello Fisioterapeuta, Programa de Iniciação Científica da UFF, Niterói-RJ, Brasil
  • Fábio Porto Neurologista, Residente do Serviço de Neurologia - HUAP – UFF, Niterói-RJ, Brasil
  • Ana Claúdia Vaz Psicanalista, Escola Superior de Ensino Helena Antipoff - ESEHA, Niterói-RJ, Brasil
  • Valéria Camargo Silveira Neurologista, Mestre e Professora Adjunto de Neurologia – UNIG, Guarulhos-SP, Brasil
  • Antônio Marcos da Silva Catharino Neurologista, Doutorando em Neurologia na UNIRIO, Rio de JaneiroRJ, Brasil
  • Giseli Quintanilha 9.Neurologista, Doutoranda em Neurologia na UFF, Niterói-RJ, Brasil
  • Júlia Fernandes Eigenheer Graduanda em Medicina na UNIGRANRIO, Rio de Janeiro-RJ, Brasil
  • Luciane Bizari Coin de Carvalho Psicóloga, Doutora, Departamento de Neurologia e Neurocirurgia da Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP, São Paulo-SP, Brasil.
  • Osvaldo JM Nascimento .Neurologista, Doutor, Professor Titular e Coordenador da Pós-Graduação em Neurologia da UFF, Niterói-RJ, Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.34024/rnc.2010.v18.8483

Palavras-chave:

Poliomielite, Síndrome Pós-Poliomielite, Reabilitação

Resumo

Introdução. A síndrome pós-poliomielite (SPP) é uma entidade caracterizada por um novo episódio de fraqueza muscular e fadiga anormal em indivíduos acometidos pela poliomielite anterior aguda (PAA) anos antes. Método. Realizou-se uma extensa pesquisa nas bibliotecas virtuais Bireme e Medline, entre os anos de 1978 e 2007. Discussão. Na literatura atual, principalmente nos periódicos brasileiros, os resultados de estudos envolvendo exercícios terapêuticos para pacientes com PAA e SPP são limitados tanto quantitativamente quanto qualitativamente. Tal fato, provavelmente se relaciona à escassez de pesquisas randomizadas controladas e o pequeno número de pacientes utilizados nas amostras. Dessa forma, a criação de um manual de reabilitação neurológica, formulado basicamente a partir de estudos internacionais, tem como finalidade atentar aos profissionais de saúde quanto aos riscos e benefícios dos programas reabilitativos. Conclusão. A realização de atividades terapêuticas deve ser encarada como uma maneira de melhorar a qualidade de vida e o desempenho funcional nas atividades básicas e instrumentais da vida diária de pacientes com PAA e SPP.

Métricas

Carregando Métricas ...

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

Pan American Health Organization. Poliomyelitis in the Americas 1969–1984. Bull Pan Am Health Organ 1985; 19:389-91.

Ministério da Saúde, Fundação Nacional de Saúde, Grupo de Trabalho da Pólio. Dossiê do programa de erradicação da transmissão autóctone do poliovírus selvagem no Brasil. Vol. 1. Brasília: Fundação Nacional de Saúde; 1994, p.1.

Campos ALV, Nascimento DR, Maranhão E. A história da poliomielite no Brasil e seu controle por imunização. História, Ciências, Saúde – Manguinhos 2003;10(supl2):573-600.

Owen RR. Postpolio syndrome and cardiopulmonary conditioning, In Rehabilitation Medicine-Adding Life to Years [Special Issue]. West J Med 1991;154:557-8.

Oliveira ASB. Síndrome pós-poliomielite: aspectos neurológicos. Rev Neurociências 2002;10:31-4.

Howard RS. Poliomyelitis and the postpolio syndrome. BMJ 2005;330:1314-8.

Neves MAO, Mello MP, Santos VV, Nascimento OJM, Antonioli RS, De Freitas GR, et al. Post-Poliomyelitis Syndrome. Arq Neuropsiquiatr 2007;65:528-31.

Ramlow J, Alexander M, LaPorte R, Kaufman C, Kuller L. Epidemiology of the post-polio syndrome. Am J Epidemiol 1992;136:769 –786.

Neumann DA. Polio: its impact on the people of the United States and the emerging profession of physical therapy. J Orthop Sports Phys Ther 2004;34:479-92.

Halstead LS. Assessment and differential diagnosis for post-polio syndrome. Orthopedics 1991;14:1209-17.

Trojan DA, Cashman NR. Post-poliomyelitis syndrome. Muscle Nerve 2005;31:6-19.

Jubelt B, Agre JC. Characteristics and management of postpolio syndrome. JAMA 2000;284:412-4.

Orsini M, De Freitas MRG, Catharino AMS, Mello MP, Amorin C, Klein A, et al. Abordagem Interdisciplinar na Esclerose Lateral Amiotrófica. Revista Brasileira de Neurologia, 2007;43:5-11.

Raynaut C. Interdisciplinaridade e promoção da saúde: o papel da antropologia. Algumas idéias simples a partir de experiências africanas e brasileiras. Rev Bras Epidemiol. 2005;5(suppl 1):43-55.

Kleinman A. The illness narratives. Suffering, healing & the human condition. New York: Basic Book, 1988, p. 304.

Frank A. The wounded storyteller. Body, illness and ethics. Chicago: The University of Chicago Press; 1995, p. 231.

Dalakas CB, Kurland L. The post-polio syndrome: Advances in the pathogenesis and treatment. Annals of the New York Academy of Sciences 1995;753:321-35.

Farbu E, Gilhus NE, Barnes MP, et al. EFNS guideline on diagnosis and management of post-polio syndrome. Report of an EFNS task force. Eur J Neurol 2006;13:795-801.

Freud S, Breuer J. (1893) Sobre o mecanismo psíquico dos fenômenos histéricos: comunicação preliminar. Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud, vol.II. Rio de Janeiro: Imago, 1988, p.24.

Freud S. (1895). Algumas Considerações para um Estudo Comparativo das Paralisias Orgânicas Motoras e Histéricas. Edição Standard Brasileira das Obras Completas de Sigmund Freud, vol. I. Rio de Janeiro: Editora Imago, 1996, p.45.

Alberti S, Elia L. Clínica e Pesquisa em Psicanálise. Rio de Janeiro: Rios Ambiciosos, 2000, p.145-54.

Dalakas MC, Bartfeld H, Kurland LT. The postpolio syndrome: advances in the pathogenesis and treatment. Ann NY Acad Sci 1995;753:1–411.

Heymann DL, Aylward RB. Eradicating polio. N Engl J Med 2004;351:1275-7.

Alexander LN, Seward JF, Santibanez TA, Pallansch MA, Kew OM, Prevots DR, et al. Vaccine policy changes and epidemiology of poliomyelitis in the United States. JAMA 2004;292:1696-701.

Smith LK, Kelly C. A síndrome pós-polio. In: Umphred DA (Ed). Reabilitação neurológica. 4ª.Ed. São Paulo: Manole; 2004, p.608-26.

Agre JC, Rodriquez AA, Franke TM, Swiggum ER, Harmon RL, Curt JT. Low-intensity, alternate-day exercise improves muscle performance without apparent adverse affect in postpolio patients. Am J Phys Med Rehabil 1996;75:50-8.

Chan KM, Amirjani N, Sumrain M, Clarke A, Strohschein FJ. Randomized controlled trial of strength training in post-polio patients. Muscle Nerve 2003;27:332-8.

Perry J, Clark D. Biomechanical abnormalities of postpolio patients and the implication for orthotic management. Neuro Rehabil 1997;8:119-38.

Wise HH. Effective intervention strategies for management of impaired posture and fatigue with post-polio syndrome: a case report. Physiother Theory Pract 2006;22:279-87.

Bocker B, Smolenski U, Uhlemann C. Physiotherapeutic possibilities in the treatment of postpolio syndrome. Dtsch Med Wochenschr 1999;124:327-31.

Willén C, Thorén-Jönsson AL, Grimby G, Sunnerhagen KS. Disability in a 4-year follow-up study of people with post-polio syndrome. J Rehabil Med 2007;39:175-80.

Klingman J, Chui H, Corgiat M, Perry J. Functional recovery. A major risk factor for the development of postpoliomyelitis muscular atrophy. Arch Neuro1 1988;45:645-7.

Ragonese P, Fierro B, Salemi G, Randisi G, Buffa D, D’Amelio M, et al. Prevalence and risk factors of post-polio syndrome in a cohort of polio survivors. J Neurol Sci 2005;236:31-5.

Vasiliadis HM, Collet JP, Schapiro S, Venturini A, Trojan DA. Predictive factors and correlates for pain in postpoliomyelitis syndrome patients. Arch Phys Med Rehabil 2002;83:1109-15.

Ernstoff B, Wetterquist H, Kvist H, Grimby G. Endurance training effect on individuals with postpoliomyelitis. Arch Phys Med Rehabil 1996;77:843-8.

Dean E, Ross J. Effect of modified aerobic training on movement energetics in polio survivors. Orthopedics 1991;14:1243-6.

Kriz JL, Jones DR, Speier JL, Owen RR, Serfass RC. Cardiorespiratory responses to upper extremity aerobic training by postpolio subjects. Arch Phys Med Rehabil 1992;73:49-54.

Prins JH, Hartung H, Merritt DJ, Blanq RJ, Goebert DA. Effect of aquatic exercise training in persons with poliomyelitis disability. Sports Med Training Rehabil 1994;5:29-39.

Willén C, Scherman MH. Group training in a pool causes ripples on the water: experiences by persons with late effects of polio. J Rehabil Med 2002;34:191-7.

Borg GV. Perceived exertion as an indicator of somatic stress. Scand J Rehabil Med 1970;21:82-98.

Trojan DA, Finch L. Management of post-polio syndrome. Neurorehabilitation 1997;8:93-105.

Brehm MA, Nollet F, Harlaar J. Energy demands of walking in persons with postpoliomyelitis syndrome: relationship with muscle strength and reproducibility. Arch Phys Med Rehabil 2006;87:136-40.

Brehm MA, Beelen A, Doorenbosch CA, Harlaar J, Nollet F. Effect of carbon-composite knee-ankle-foot orthoses on walking efficiency and gait in former polio patients. J Rehabil Med 2007;39:651-7.

Hachisuka K, Makino K, Wada F, Saeki S, Yoshimoto N. Oxygen consumption, oxygen cost and physiological cost index in polio survivors: a comparison of walking without orthosis, with an ordinary or a carbon-fibre reinforced plastic knee-ankle-foot orthosis. J Rehabil Med 2007;39:646-50.

Strumse YA, Stanghelle JK, Utne L, Ahlvin P, Svendsby EK. Treatment of patients with postpolio syndrome in a warm climate. Disabil Rehabil 2003;25:77-84.

Elui VMC, Oliveira MHP, Santos CB. Órteses: Um importante recurso no tratamento da mão em garra móvel de Hansenianos. Hansen Int, 2001;26:105-11.

Hachisuka K, Makino K, Wada F, Saeki S, Yoshimoto N, Arai M. Clinical application of carbon fibre reinforced plastic leg orthosis for polio survivors and its advantages and disadvantages. Prosthet Orthot Int 2006;30:129-35.

Cattaneo D, Marazzini F, Crippa A, Cardini R. Do static or dynamic AFOs improve balance? Clin Rehabil 2002; 16:894-9.

Waring WP, Maynard F, Grady W, Grady R, Boyles C. Influence of appropriate lower extremity orthotic management on ambulation, pain, and fatigue in a postpolio population. Arch Phys Med Rehabil 1989;70:371-5.

Smith LK, McDermott K. Pain in post-poliomyelitis - addressing causes versus treating effects. Birth Defects Orig Artic Ser 1987;23:121-34.

Dalakas MC. Why drugs fail in postpolio syndrome. Neurology 1999;53;1166-7.

Nollet F, Horemans HLD, Beelen A, Drost G, Zwarts MJ, deVisser M, et al. Pyridostigmine in postpolio syndrome: a randomized double-blinded trial. Neurology 2002;58(suppl 2):199-200.

Trojan DA, Collet JP, Shapiro S, Jubelt B, Miller RG, Agre JC, et al. A multicenter, randomized, double-blinded trial of pyridostigmine in postpolio syndrome. Neurology 1999;53:1225-33.

Vasconcelos OM, Prokhorenko OA, Salajegheh MK, Kelley KF, Livornese K, Olsen CH, et al. Modafinil for treatment of fatigue in post-polio syndrome: A randomized controlled trial. Neurology 2007;68;1680-6.

Kaponides G, Gonzalez H, Olsson T, Borg K. Effect of intravenous immunoglobulin in patients with Post-polio syndrome - an uncontrolled pilot study. J Rehabil Med 2006;38:138-40.

Horemans HLD, Nollet F, Beelen A, Drost G, Stegeman DF, Zwarts MJ, et al. Pyridostigmine in postpolio syndrome: no decline in fatigue and limited functional improvement. J Neurol Neurosurg Psychiatry 2003;74: 1655-61.

Gonzalez H, Sunnerhagen KS, Sjöberg I, Kaponides G, Olsson T, Borg K.Intravenous immunoglobulin for post-polio syndrome: a randomised controlled trial. Lancet Neurol 2006;5:493-500.

South-Paul JE. Osteoporosis: Part II. Nonpharmacologic and Pharmacologic Treatment. American Family Physician 2001;63:1121-8.

Sambrook P, Cooper C. Osteoporosis. Lancet 2006;367:2010-8.

South-Paul JE. Osteoporosis: Part I. Nonpharmacologic and Pharmacologic Treatment. American Family Physician 2001;63:897-904.

Fowler WM. Role of physical activity and exercise training in neuromuscular diseases. Am J Phys Med Rehabil 2002;81(Suppl):S187–95.

Carter GT, Abresch RT, Fowler WM. Adaptations to exercise training and contraction-induced muscle injury in animal models of muscular dystrophy. Am J Phys Med Rehabil 2002;81(11 Suppl):S151-61.

Fowler WM Jr, Abresch RT, Koch TR, Brewer ML, Bowden RK, Wanlass RL. Employment profiles in neuromuscular diseases. Am J Phys Med Rehabil. 1997;76:26-37.

Downloads

Publicado

2010-06-30

Como Citar

Orsini, M., de Freitas, M. R., Reis, C. H. M., Mello, M., Porto, F., Vaz, A. C., … Nascimento, O. J. (2010). Guia de Reabilitação Neurológica na Síndrome Pós-Poliomielite: Abordagem Interdisciplinar. Revista Neurociências, 18(2), 204–213. https://doi.org/10.34024/rnc.2010.v18.8483

Edição

Seção

Revisão de Literatura

Artigos Semelhantes

<< < 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 > >> 

Você também pode iniciar uma pesquisa avançada por similaridade para este artigo.

Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)

1 2 3 4 5 6 > >>