Educação Ambiental não formal: A utilização de mídias sociais como forma de disseminação de tecnologias Socioambientais.

Autores

  • Gheizon Raunny Silva Universidade Federal da Paraíba
  • Maria Cristina Basilio Crispim da Silva Universidade Federal da Paraíba
  • Gabrielle Moraes de Melo Universidade Federal da Paraíba https://orcid.org/0000-0002-1655-4943

DOI:

https://doi.org/10.34024/revbea.2022.v17.13482

Palavras-chave:

Educação Ambiental não formal, Redes sociais, Tecnologias socioambientais, Fossas Ecológicas

Resumo

A Educação Ambiental (EA) apesar de relevante pela necessidade de diminuição de impactos humanos ao ambiente, ainda é pouco aplicada e de forma pontual e por iniciativa dos próprios professores nas escolas. No entanto, a EA não formal também deverá ser cada vez mais fomentada. Baseado nisso, esta pesquisa apresenta um exemplo exitoso de EA não formal, realizado por um projeto de extensão da UFPB, que devido ao isolamento social, tomou proporções não imaginadas e passou a atingir um público nacional ao invés de apenas local. Com a criação de um Instagram, Facebook e Youtube, tecnologias socioambientais, neste caso, fossas ecológicas, foram disseminadas e orientadas na construção em diversas partes do país, com sucesso. Até o momento (19/01/2022) o Instagram que é nossa rede mais popular, é seguido por 887 usuários, demonstrando a importância que as redes sociais podem ter para a disseminação da EA.

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Biografia do Autor

Gheizon Raunny Silva, Universidade Federal da Paraíba

Graduando de Engenharia Ambiental pela Universidade Federal da Paraíba - UFPB. Atualmente desenvolvo ações pelo Laboratório de Ecologia Aquática (LABEA/CCEN/UFPB).Técnico em Edificações pelo CEEETA - Bezerros.

Maria Cristina Basilio Crispim da Silva, Universidade Federal da Paraíba

possui graduação em Ciências Biológicas pela Universidade Federal da Paraíba (1987), doutorado em Ecologia e Biossistemática pela Universidade de Lisboa (1997) e pós doutorado na área de ecologia aplicada. Atualmente é professora Associada da Universidade Federal da Paraíba. Tem experiência na área de Ecologia, com ênfase em Ecologia de Ecossistemas, atuando principalmente nos seguintes temas: zooplâncton, semi-árido, biodiversidade, conservação de espécies, aquicultura, gestão ambiental, biorremediação, ecoturismo e educação ambiental. Realiza projetos de extensão junto a comunidades pesqueiras e rurais, na área de aquicultura familiar e construção de fossas ecológicas.

Gabrielle Moraes de Melo, Universidade Federal da Paraíba

Graduanda em Engenharia Ambiental pela Universidade Federal da Paraíba, com atuação em Monitoria, Iniciação Científica e Extensão. Experiência na Área de Resíduos Sólidos, Saneamento e Consultoria Ambiental. Atualmente Estagiária na Superintendência de Administração do Meio Ambiente da Paraíba. Inglês Avançado - Cambridge Michigan Language Assessment.

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Publicado

01-06-2022

Como Citar

Silva, G. R., Silva, M. C. B. C. da, & Melo, G. M. de. (2022). Educação Ambiental não formal: A utilização de mídias sociais como forma de disseminação de tecnologias Socioambientais . Revista Brasileira De Educação Ambiental (RevBEA), 17(3), 244–258. https://doi.org/10.34024/revbea.2022.v17.13482

Edição

Seção

Artigos
Recebido: 2022-02-09
Aceito: 2022-03-22
Publicado: 2022-06-01

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