Metodologias ativas e participativas em uma disciplina de Educação Ambiental no ensino superior

Autores

DOI:

https://doi.org/10.34024/revbea.2021.v16.11205

Palavras-chave:

Sala de aula invertida, Participação, Ensino-aprendizagem, Processos formativos

Resumo

Este trabalho visa colaborar com as discussões sobre o uso de metodologias ativas e participativas em disciplinas de Educação Ambiental no ensino superior. Especificamente, visa compreender como os estudantes dessa disciplina relacionaram a experiência da metodologia a sua aprendizagem, e como essa relação se associa a princípios e objetivos da Educação Ambiental. Através da análise do discurso de textos desses estudantes, identificou-se que as metodologias favoreceram a emergência de um ambiente democrático e participativo, a construção e o fortalecimento de valores, habilidades e competências, e o alcance de objetivos afetivo-emocionais, muitos dos quais propostos por diretrizes da Educação Ambiental brasileira.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Daniel Fonseca de Andrade, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro

Bacharel e licenciado em Ciências Biológicas pela FFCLRP/USP, Mestre em Ciência Ambiental pela Universidade de South Bank, e doutor em Ciência Ambiental pelo Programa de Ciência Ambiental da USP/SP. Professor do Departamento de Ciências do Ambiente da UNIRIO.

Tainá Figueroa Figueiredo, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Cientista Ambiental e licenciada em Biologia pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), Mestre em Educação em Ciências e Saúde (NUTES/UFRJ).

Referências

ANDRADE, D. F. de; FIGUEIREDO, T. F. A formação de educadores ambientais: concepção teórico-metodológica de uma disciplina no ensino superior. In: GONÇALVES, H. J. L.; BRANCALEONI, A. P. L. (Org.). Pesquisa, Ensino & Processos Formativos. Porto Alegre: Fi, 2019, v. 5, p. 125-138.

BEZANILLA, M.J. et al. Methodologies for teaching-learning critical thinking in higher education: The teacher’s view. Thinking Skills and Creativity, v. 33, 2019..

BISSOTO, M. L.; CAIRES, S. Metodologias ativas e participativas: seus contributos para o atual cenário educacional. Práxis Educacional, [S. l.], v. 15, n. 35, p. 161-182, 2019.

BORBA, G.S. de; ALVES, I.M.; CAMPAGNOLO, P.D.B. How learning spaces can collaborate with student engagement and enhance student-faculty interaction in higher education, Innovative Higher Education, 45, p. 51–63, 2020.

BRASIL. Educação Ambiental por um Brasil sustentável: ProNEA, marcos legais e normativos. Brasília: MMA, 2018.

BRASIL. Resolução nº 2, de 15 de junho de 2012. Estabelece as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Ambiental. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/dmdocuments/rcp002_12.pdf>. Acesso 14 mai. 2020.

BRASIL. Programa Nacional de Educação Ambiental. MMA/DEA/MEC/CGEA, 3. ed. Brasília: MMA, 2005.

BRASIL. Lei n. 9.795 de 27 de abril de 1999. Dispõe sobre a Educação Ambiental, institui a Política Nacional de Educação Ambiental e dá outras providências. Brasília: Diário Oficial da União, 28 de abril de 1999. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9795.htm>. Acesso em: 01 ago. 2020.

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília: Diário Oficial da União, 05 de outubro de 1988. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm>. Acesso em 01 de ago. 2020

BRASIL. Lei Ordinária 6.938 de 31 de agosto de 1981. Dispõe sobre a política nacional do meio ambiente, seus fins e mecanismos de formulação e aplicação, e dá outras providências. Diário Oficial da União, 02/09/1981, p. 16509.

CARSTENSEN, S.S. et al. Implementing collaborative, active learning using peer instructions in pharmacology teaching increases students’ learning and thereby exam performance. European Journal of Pharmacology, v. 867, 2020.

CARVALHO, I. C. de. M. Educação Ambiental e a formação do sujeito ecológico. 6.ed. São Paulo: Cortez, 2012.

DÍAZ, M.J.S.; MARTÍN, R.F.P. Flipped classroom en la formación inicial del profesorado: perspectiva del alumnado. Revista de Docencia Universitaria, v. 16, n. 2, p. 249-264, 2018.

DU, X. et al. Active learning engagement in teacher preparation programmes - A comparative study from Qatar, Lebanon and China. Asia Pacific Journal of Education, 2020.

FREIRE, P. Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987.

FORMENTI, L.; JORIO, F. Multiple visions, multiple voices: a dialogic methodology for teaching in higher education. Journal of Transformative Education, v. 17, n. 3, p. 208-227, 2019.

FÓRUM INTERNACIONAL DAS ORGANIZAÇÕES NÃO GOVERNAMENTAIS E MOVIMENTOS SOCIAIS. Tratado das ONGs. Rio de Janeiro, 1992.

GALINDO-DOMÍNGUEZ, H.; BENZANILLA, M.J. Una revisión sistemática de la metodología flipped classroom a nivel universitario en España. International Journal of Technology and Educational Innovation, v.5, n.1., p.81-90, 2019.

GALLO, S. O aprender em múltiplas dimensões. Perspectivas da educação matemática, v. 10, n. 22, 2017.

GEE, J. P. How to do Discourse Analysis: a toolkit. 3ed. Nova York: Routledge, 2011.

GEE, J. P. A linguistic approach to narrative. Journal of Narrative and Life History, v. 1.1, p. 15-39, 1991.

GIOIOSA, M.E.; KINKELA, K. Active learning in accounting classes with techno-logy and communication skills: A two-semester study of student perceptions. Journal of Education for Business, vol. 94, n. 8, p. 561–568, 2019.

GÓMEZ-POYATO, M.J. et al. Flipped classroom and role-playing as active learning methods in the social work degree: randomized experimental study. Social Work Education, 2019.

GUASP, J.J.M.; MEDINA, C. P.; AMENGUAL, B. M. El impacto de las metodologías activas en los resultados académicos: un estudio de casos. Revista de Currículum y Formación del Profesorado, v. 24, n.1, Feb. 2020.

HERNÁNDEZ, D.J.; ORTIZ, J.J.G.; ABELLÁN, M.T. Metodologías activas en la universidad y su relación con los enfoques de enseñanza. Revista de Currículum y Formación del Profesorado, v.24, n.1, Feb. 2020.

KAUFMANN, J.J. The practice of dialogue in critical pedagogy. Adult Education Quarterly. v. 60, n. 5, p. 456-476, 2010.

KOELLING, S. B. Os dêiticos e a enunciação. Revista Virtual de Estudos da Linguagem. v. 1, n. 1, agosto de 2003.

LAYRARGUES, P.P. (Coord). Identidades da Educação Ambiental brasileira. MMA/DEA. Brasília: Ministério do Meio Ambiente, 2004.

LEWIN, K. Problemas de dinâmica de grupo. 9. ed. São Paulo: Cultrix, 1989.

LIN, C.-J.; HWANG, G.-J. A learning analytics approach to investigating factors affecting efl students’ oral performance in a flipped classroom. Educational Technology & Society, v.21, n. 2, p. 205–219, 2018.

LUCENA, L.J.H. et al. Influencia del aula invertida en el rendimiento académico. Una revisión sistemática. Campus Virtuales, v. 8, n. 1, p. 9 – 18, 2019.

MARTINS, A.O. et al. Metodologias ativas para a inovação e qualidade do ensino e aprendizagem no ensino superior. Revista Educação a Distância e Práticas Educativas Comunicacionais e Interculturais, v.19, n.3, p.122-132, set./dez. 2019.

MICHAEL, J. Where’s the evidence that active learning works? Adv Physiol Educ, v. 30, p. 159–167, 2006.

MORAN, J. Mudando a educação com metodologias ativas. In: SOUZA, C.; MORALES, O.E.T. (Orgs). Convergências Midiáticas, Educação e Cidadania: aproximações jovens. PG: Foca Foto-PROEX/UEPG, 2015.

PAIVA, M.R.F. et al. Metodologias ativas de ensino-aprendizagem: revisão integrativa. SANARE, Sobral, v.15 n. 2, p.145-153, Jun./Dez, 2016.

PAYNE, P. et al. Affectivity in Environmental Education Research. Pesquisa em Educação Ambiental, v. 13, especial, p. 93-114, 2018.

PINTADO, A.G.; ROBAS, V.R.; REY-BALTAR, A.Z. Implementación de metodologías cooperativas en la docencia universitaria: experiencias en la Facultad de Educación y Deporte de Vitoria-Gasteiz. Revista de Currículum y Formación del Profesorado, v. 22, n. 3, Sep. 2018.

POLO, F.Z. et al. Nonscientific university students training in general science using an active-learning merged pedagogy: gamification in a flipped classroom. Educ. Sci. 9, 297, 2019. .

REIGOTA, M. Educação Ambiental: fragmentos de sua história no Brasil. In: NOAL, F.O.; REIGOTA, M; BARCELOS, V.H. de L. Tendências da Educação Ambiental brasileira. Santa Cruz do Sul: Edunisc, 1998, p.11 – 25.

RODRÍGUEZ, G. et al. Flipped classroom: Fostering creative skills in undergraduate students of health sciences. Thinking Skills and Creativity, n. 33, 2019.

SANTOS, D. G. G. dos; GUIMARÃES, M. Pertencimento: um elo conectivo entre o ser humano, a sociedade e a natureza. REMEA - Revista Eletrônica do Mestrado em Educação Ambiental, [S.l.], v. 37, n. 3, p. 208-223, ago. 2020.

SATO, M.; QUADROS, I. Y KAWAHARA, L. Cano e festa: sonhantes artístico-científico do pantanal de Mato Grosso. In: Tristão, M. A Educação Ambiental e o pensamento pós colonial: narrativas de pesquisas - Curitiba, PR; CRV, 2018. p. 31 - 48.

SCHULTZ, D. et al. Effects of the flipped classroom model on student performance for advanced placement high school chemistry students. J. Chem. Educ, 91, p. 1334−1339, 2014.

SILVA, L. S. da et al. Formação de profissionais críticos-reflexivos: o potencial das metodologias ativas de ensino-aprendizagem e avaliação na aprendizagem significativa. Revista CIDUI, 2014.

SOUZA, E. C.; OLIVEIRA, R. C. M. Pesquisa (auto)biográfica, cultura e cotidiano escolar: diálogos teórico-metodológicos. Revista Interinstitucional Artes de Educar. Rio de Janeiro, v. 2, n. Especial, p. 182-203, jun. – out. 2016.

TEIXEIRA, D. de L.; DUARTE, M.F.; MORIMOTO, P. Manual de metodologias participativas para o desenvolvimento comunitário. São Paulo: USP, 2007.

WILTBANK, L.B. et al. Contrasting cases: students’ experiences in an active-learning biology classroom. CBE Life Sci Educ. September, v.18, n.33, 2019.

ZAMAR, M. G.; SEGURA, E. A. El aula invertida: un desafío para la enseñanza universitária. Virtualidad, Educación y Ciencia, v. 20, n. 11, p. 75-91, 2020.

Downloads

Publicado

2021-03-08

Como Citar

Andrade, D. F. de, & Figueiredo, T. F. (2021). Metodologias ativas e participativas em uma disciplina de Educação Ambiental no ensino superior. Revista Brasileira De Educação Ambiental (RevBEA), 16(2), 123–142. https://doi.org/10.34024/revbea.2021.v16.11205

Edição

Seção

Artigos
Recebido em 2020-09-23
Aceito em 2021-01-05
Publicado em 2021-03-08