A poesia de Manoel de Barros em diálogo com a ciência e com o saber ambiental

  • Camila de Freitas Vieira de Freitas Vieira Universidade Federal do Mato Grosso do Sul.
  • Glaucia Lima Vasconcelos Universidade Federal de Mato Grosso do Sul.
  • Mônica Cristine Junqueira Filheiro Universidade Federal de Mato Grosso do Sul.
  • Patrícia Helena Mirandola Garcia Universidade Federal de Mato Grosso do Sul.
Palavras-chave: Saber ambiental; Manoel de Barros; Dialogicidade

Resumo

O presente trabalho propõe-se a evidenciar a possibilidade de diálogo entre a Poesia, a Ciência e a Educação Ambiental. Para isso, foram analisadas três obras de Manoel de Barros: “Poemas concebidos sem pecado” (1937), “Compêndio para uso dos pássaros” (1960) e “A turma” (2013). A análise teve como foco a construção de uma proposta dialógica entre o saber ambiental e a ciência, à luz da perspectiva filosófica do desenvolvimento da ciência segundo Hugh Lacey (2013) e da sociologia do saber ambiental a partir dos estudos de Leff (2015). Os três referenciais apontam a transgressão do paradigma positivista de apreensão da natureza. Observa-se nos três teóricos da natureza uma necessidade urgente de superação dos entraves criados pelo homem, sobretudo em consequência da valorização da racionalidade científica e econômica. A complexidade do saber ambiental é evidenciada, mesmo que de forma despretensiosa, como se observa na poesia de Manoel de Barros. 

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Publicado
2020-05-23
Como Citar
Vieira, C. de F. V. de F., Vasconcelos, G. L., Filheiro, M. C. J., & Garcia, P. H. M. (2020). A poesia de Manoel de Barros em diálogo com a ciência e com o saber ambiental . Revista Brasileira De Educação Ambiental, 15(3), 122-142. https://doi.org/10.34024/revbea.2020.v15.10243
Seção
Artigos