Da Revolta às regatas: o remo e a “reconstrução” de Niterói (1895-1904)

Palavras-chave: Brasil-República. Niterói. Remo. História do Esporte.

Resumo

Este artigo tem por objetivo discutir, entre os anos de 1895 e 1904, a mobilização do esporte no processo de “reconstrução” de Niterói, cidade que foi muito atingida pelos conflitos da Revolta da Armada. Especificamente, são abordadas as iniciativas de agremiações náuticas, com especial interesse pelas ações do Grupo de Regatas Gragoatá e do Clube de Regatas Icaraí. Debate-se também os posicionamentos de cronistas acerca dessas atividades, suas considerações sobre a importância do remo. O recorte temporal tem em conta o período em que a modalidade esportiva náutica melhor se estruturou, chamando a atenção de lideranças intelectuais e políticas. Para alcance do objetivo, como fontes foram utilizados periódicos publicados em Niterói e no Distrito Federal, notadamente O Fluminense, na ocasião um dos jornais mais influentes do Estado do Rio de Janeiro. Espera-se lançar um olhar original não só sobre a história do esporte, argumentando-se que a prática esteve articulada com outros âmbitos no contexto em tela, como também sobre a história de Niterói, sobre a qual poucos estudos foram desenvolvidos, a despeito de sua importância, inclusive por ter sido por décadas capital da Província/Estado do Rio de Janeiro (1835-1893 e 1903-1974).

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Biografia do Autor

Victor Andrade Melo, UFRJ
Professor titular da UFRJ, atua no Programa de Pós-Graduação em História Comparada e no Programa de Pós-Graduação em Educação. É bolsista de produtividade/CNPq e possui bolsa Cientista do Nosso estadio/Faperj. É coordenador do Sport: Laboratório de História do Esporte e do Lazer.
Publicado
2020-12-23
Como Citar
Melo, V. A. (2020). Da Revolta às regatas: o remo e a “reconstrução” de Niterói (1895-1904). Almanack, 1(26), 1-43. Recuperado de https://periodicos.unifesp.br/index.php/alm/article/view/1403
Seção
Artigos