https://periodicos.unifesp.br/index.php/alm/issue/feed Almanack 2022-04-29T00:00:00+00:00 Thaís Durand almanack@unifesp.br Open Journal Systems <p><span style="font-weight: 400;">Publicada desde 2011, <strong><em>Almanack</em></strong> é um periódico acadêmico-científico quadrimestral destinado a um público de especialistas das áreas de humanidades, em particular da História. Está dedicada a publicar artigos originais vinculados às múltiplas problemáticas da História da formação dos Estados Nacionais entre os séculos XVIII e XIX e se interessa particularmente pelo processo brasileiro e latino-americano. Nossa missão é publicar artigos originais, fruto de pesquisas que promovam elevado conhecimento de nossa área disciplinar e contribuam para renovar a historiografia em nível internacional. Editada por especialistas, a Almanack é gerida por pesquisadores de distintas universidades brasileiras e estrangeiras e é apoiada pela Sociedade Brasileira de Estudos do Oitocentos</span><span style="font-weight: 400;">. Todos os números da Revista Almanack estão disponíveis na <a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issues&amp;pid=2236-4633&amp;lng=pt&amp;nrm=iso" target="_blank" rel="noopener">página Scielo</a>. </span></p> https://periodicos.unifesp.br/index.php/alm/article/view/11110 Tratativas historiográficas sobre o colonizador luso-brasileiro Lacerda e Almeida em sua expedição na África (1797-1798) 2021-05-14T22:15:27+00:00 Carlos Manoel Pimenta Pires carlosmanoel74@hotmail.com <p>Proponho neste artigo descrever a atuação do naturalista e astrônomo paulista Lacerda e Almeida em uma expedição ao sul do continente africano. Formado em Matemática, na Universidade de Coimbra reformada do último quartel dos anos de 1700, percorreu e descreveu os interiores do Brasil e da África nesse mesmo período, a mando da Coroa. Após o imediato fim da sua última missão, foi ignorado pela administração imperial e pelas instituições acadêmicas das quais era membro. Não obstante, depois de décadas de esquecimento, seus escritos e suas ações ganharam importância entre historiadores de Portugal e do Brasil, a partir do momento em que foram propagandeadas por instituições de cunho colonialista, como a Sociedade de Geografia de Lisboa e a Junta de Investigações Coloniais. Tentarei historiar sua viagem, assim como analisar a construção historiográfica de sua figura como colonizador a serviço do Império luso-brasileiro, privilegiando a análise de seus diários originais, depositados na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro.</p> 2022-05-02T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Carlos Manoel Pimenta Pires https://periodicos.unifesp.br/index.php/alm/article/view/11397 Entre rascunhos e publicações 2021-04-15T15:32:21+00:00 Virgílio Coelho de Oliveira Júnior virgiliocoelhobh@gmail.com <p>Objetiva-se analisar as&nbsp;narrativas de Eça de Queiroz, considerando-as&nbsp;&nbsp;parte de um processo de sensibilização sobre a realidade social portuguesa. Para tanto, são discutidos&nbsp;alguns pontos importantes das obras literárias do autor,&nbsp;da sua escrita epistolar&nbsp;e noticiosa.&nbsp;Almeja-se demonstrar que as críticas direcionadas à sociedade lusitana imiscuem-se com as incertezas, dúvidas, angústias e seleções,&nbsp;que fazem parte da&nbsp;elaboração&nbsp;estética do autor.</p> 2022-05-02T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Virgílio Coelho de Oliveira Júnior https://periodicos.unifesp.br/index.php/alm/article/view/11388 Inquisição e regalismo 2021-04-11T19:11:07+00:00 Luiz Fernando Rodrigues Lopes luizfernando_rl@yahoo.com.br <p>A proposta deste artigo é analisar o procedimento administrativo do Santo Ofício português derivado das reformas promovidas em seu funcionamento durante o período pombalino, lançando luzes sobre os mecanismos de classificação social adotados pela instituição nos primeiros tempos após sua elevação à condição de tribunal régio. O foco de interesse é discutir a ação das instâncias decisórias da Inquisição portuguesa que, especificamente nos anos de 1769 e 1770, empreenderam um processo de reanálise de antigos processos de habilitação que haviam sido suspenso por incorrerem em impeditivos regimentais, reconsiderando-os então à luz das novas diretrizes políticas que vigoravam no Estado português naquele momento. O argumento central é de que esta ação foi parte dos esforços políticos reformistas que visavam refrear a força reguladora do Santo Ofício e fornecer ao centro do poder governativo um instrumento para cooptar apoio político dos estratos intermediários da sociedade, valorizando os grupos mercantis e alargando a base de apoio e de financiadores do Estado. Tal enredo revela assim uma dimensão ainda desconhecida do ímpeto regalista do reinado de D. José I e dá boa medida de como a Inquisição portuguesa esteve à serviço das políticas reformistas do governo josefino.</p> 2022-05-02T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Luiz Fernando Rodrigues Lopes https://periodicos.unifesp.br/index.php/alm/article/view/10665 Definindo as linhas do Império 2021-05-05T18:13:17+00:00 Vitor Marcos Gregório vimagreg@gmail.com <p>O processo de construção e consolidação de qualquer Estado nacional moderno passa, necessariamente, pela definição de seu território. Definição que não se esgota nos aspectos geográficos da questão, por si sós dotados da complexidade inerente à delimitação de fronteiras mais ou menos precisas destinadas a separar um “nós” que se apresenta como civilizado e desejável, de um “eles” frequentemente associado à barbárie e ao atraso. Espaço de atuação exclusiva de uma soberania nacional, o território estatal do século XIX traz em si uma série de problemas práticos e teóricos que influenciaram diretamente na criação dos aparatos governamentais oitocentistas, e que podem oferecer oportunidades únicas de compreensão destes e de sua constituição. Federação ou regime centralizado; parâmetros de divisão das províncias ou estados; formas de governo das partes constituintes do território nacional. Eis algumas das escolhas centrais que precisaram ser feitas ao longo do processo de constituição dos Estados modernos e que, ao se voltarem para determinadas concepções de organização territorial, dizem muito sobre a ideia que as sociedades que os forjaram tinham de si e dos outros no momento histórico em que decidiram constituir uma comunidade nacional autônoma e, de alguma forma, diferente das demais.</p> 2022-04-10T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Vitor Marcos Gregório https://periodicos.unifesp.br/index.php/alm/article/view/10929 No rastro dos Traficantes Retornados para Portugal 2021-04-11T20:32:29+00:00 Gilberto da Silva Guizelin guizelin.gs@gmail.com <p>Com a aprovação da Lei nº 581 de 4 de setembro de 1850, também chamada por Lei Eusébio de Queirós, o Governo Imperial passou a adotar diferentes meios no intuito de reprimir a ação dos traficantes de escravos no território nacional. Tema este que já faz algum tempo vem sendo tratado com sucesso pela historiografia especializada nos anos finais do tráfico de africanos para o Brasil. Tomando um caminho um pouco diferente, este artigo se volta para os meios empregados pelo Governo Imperial no exterior para aquele mesmo fim. Nesse sentido, sua atenção recai sobre o serviço de inteligência desenvolvido pelos agentes consulares do Brasil em Portugal na década de 1850, para acompanhar os rastros dos traficantes portugueses que para ali retornaram ou se transferiram após o endurecimento das medidas antitráfico no Império.</p> 2022-04-07T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Gilberto da Silva Guizelin https://periodicos.unifesp.br/index.php/alm/article/view/11662 Entre "abusos, usurpações e desacertos" 2021-05-05T18:57:01+00:00 Patricia Melo patriciamsampaio@gmail.com <p>As populações indígenas aldeadas no Rio de Janeiro sofreram, ao longo do século XIX, um violento processo de expropriação de suas terras e boa parte dele se deu por meios legais. Esse texto pretende recuperar esse processo acompanhando o movimento do Estado imperial no sentido de promover a desocupação dos territórios das aldeias e sua concessão a novos proprietários. Ao mesmo tempo que o Império retirava dos índios o direito à terra, havia ainda que se considerar a atuação das ouvidorias de comarca e do Juízo dos Órfãos, instâncias cujas atribuições incluíam a proteção do patrimônio indígena. Entender o papel dessas instâncias na desmontagem do patrimônio das populações aldeadas no Rio de Janeiro oitocentista é um caminho investigativo importante para deslindar a questão.</p> 2022-04-10T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Patricia Melo https://periodicos.unifesp.br/index.php/alm/article/view/13840 Naciones: Surgimiento, auge ¿y ocaso? 2022-04-26T16:18:21+00:00 Eduardo José Míguez eduardojosemiguez@gmail.com 2022-04-26T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Eduardo José Míguez https://periodicos.unifesp.br/index.php/alm/article/view/13691 Liberalismo, constitucionalismo e parlamento 2022-04-10T19:52:09+00:00 Lucia Maria Bastos P. Neves lubastos52@gmail.com Kátia Sausen da Motta katiasmotta@gmail.com Adriana Pereira Campos acamposvix@gmail.com <p>Repensar a memória dos acontecimentos marcantes da História constitui um exercício de rever os “lugares”, onde ela efetivamente se materializou, por meio de indivíduos, processos e práticas que se compuseram como seus símbolos e representações mais marcantes. Portanto, todas as datas que definem grandes comemorações devem ser pensadas não apenas como a celebração de uma efeméride, mas como a possibilidade de um novo desafio para a sua revisitação à luz dos estudos historiográficos do presente, possibilitando o surgimento de novas abordagens e perspectivas de análise.</p> <p>&nbsp;</p> 2022-04-10T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Lucia Maria Bastos P. Neves, Kátia Sausen da Motta, Adriana Pereira Campos https://periodicos.unifesp.br/index.php/alm/article/view/12454 As sociedades patrióticas portuguesas 2021-07-22T22:27:43+00:00 Ana Cristina Araújo araujo.anacris@sapo.pt Diana Tavares da Silva dianasofsilva@gmail.com <p>Este artigo estuda a inserção social e a ação política das sociedades patrióticas portuguesas, durante o triénio liberal (1820-1823). Numa abordagem comparativa, explora as semelhanças e ligações das sociedades patrióticas portuguesas com idênticas instituições espanholas e analisa as diferenças e os pontos de contacto que mantiveram com a maçonaria. O quadro de intervenção das sociedades patrióticas, circunscrito às cidades de Lisboa e Porto, permite evidenciar o papel desempenhado por essas associações na disseminação do liberalismo e do constitucionalismo. Através de idênticos motivos e procedimentos, influentes figuras liberais secundadas por outros membros de sociedades patrióticas, na sua maioria cidadãos anónimos, contribuíram, com a sua participação cívica e política, para a defesa do executivo liberal. As sociedades patrióticas, funcionando como caixas de ressonância do constitucionalismo, desenvolveram campanhas de instrução cívica e fortaleceram a opinião pública liberal.</p> 2022-04-16T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Ana Cristina Araújo, Diana Tavares da Silva https://periodicos.unifesp.br/index.php/alm/article/view/12037 O povo nas ruas 2021-05-06T22:44:14+00:00 Flavio José Gomes Cabral gomescabral@uol.com.br <p>O artigo analisa o cenário da província de Pernambuco entre 1820 e 1822, observando o comportamento da população durante os acirramentos políticos ocorridos no período. decorrentes da revolução constitucionalista do Porto causaram espanto e falatório. Em 1820 e 1821 a luta dos liberais foi para afastar Luís do Rego Barreto do governo da província e implantar um governo de Junta Provisória, como havia ocorrido em Portugal durante a revolução. Em 1822 os embates deram-se entre a Junta e os dois principais Para as pessoas nascidas e criadas em uma sociedade de Antigo Regime, as novidades centros de poderes: o Rio de Janeiro, sede da regência, e Lisboa, sede das cortes. As matérias da imprensa sobre eles geravam boatos em vários locais e manifestações de rua. Dessas sublevações tomavam parte não apenas as elites, mas os populares e escravizados que marchavam gritando palavras de ordem e cantando versos de natureza política. Dessa maneira, demonstraram que as massas não estavam totalmente excluídas e que participavam do cenário político da época da Independência.</p> 2022-04-10T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Flavio José Gomes Cabral https://periodicos.unifesp.br/index.php/alm/article/view/12785 A revolução liberal de 1820 2021-10-06T14:29:33+00:00 José Luis Cardoso jcardoso@ics.ulisboa.pt <p>A Revolução Liberal, iniciada no Porto, em 24 de agosto de 1820, obedeceu a um conjunto de orientações programáticas definidas pelos seus principais mentores e impulsionadores. Teve por base um guião que se consubstanciou num notável conjunto documental de proclamações, manifestos e ofícios, publicados entre o primeiro pronunciamento militar no Porto e a entrada em funções da Junta governativa e da Junta preparatória da convocação de cortes (1 de outubro de 1820). No período que se seguiu até à instalação das Cortes Constituintes, e ao longo dos trabalhos parlamentares preparatórios da Constituição, ficou demonstrada a dificuldade de levar às últimas consequências a vontade de desmoronamento das estruturas econômicas e sociais do antigo regime. Os avanços alcançados no plano político-constitucional não foram acompanhados de equivalente mudança e reforma das estruturas de propriedade e fiscalidade. A revolução ficou inacabada e seria, afinal, bruscamente interrompida. Teria sido possível outro desfecho? Neste artigo procuro demonstrar – a partir de fontes impressas que não têm sido suficientemente exploradas e que são enquadradas na moldura metodológica de um guião ou roteiro do processo iniciado em agosto de 1820 – que as condições políticas que tornaram possível o sucesso da revolução no plano constitucional foram também as que inviabilizaram a sua plena conclusão noutras esferas de intervenção durante o triênio vintista.</p> 2022-04-11T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 José Luis Cardoso https://periodicos.unifesp.br/index.php/alm/article/view/12057 A Revolução Liberal vista do Maranhão 2021-05-06T22:33:33+00:00 Marcelo Cheche Galves marcelochecheppg@gmail.com <p>O texto tem como objetivo explorar expectativas geradas nos proprietários da província do Maranhão com a Revolução Liberal de 1820, especialmente relacionadas à mão de obra, questão que compreendia temas como escravidão, trabalho livre, tributação, política britânica e soberania nacional. Para tanto, ainda que considerando o movimento mais amplo de impressos publicados no ou sobre o Maranhão a partir de 1821, toma como fio condutor o folheto <em>Espelho critico-politico da provincia do Maranhão,</em> impresso por João Antonio Garcia de Abranches, em 1822, por considerá-lo representativo de tais expectativas. Ademais, a escolha desse texto e autor potencializa aproximações com o tempo das Independências por caminhos ainda inexplorados, e que envolvem certa memória sobre o personagem. Nesse percurso, aborda inicialmente aspectos biográficos do autor e alguns elementos sobre a produção e recepção do <em>Espelho</em>; em seguida, propõe uma interpretação sobre a narrativa desenvolvida no folheto, em diálogo com outros textos publicados no Maranhão e em Lisboa, e com os debates nas Cortes portuguesas, instituída em janeiro de 1821; por fim, aproxima biografia e obra, para explorar os usos da publicação de fragmentos do texto, por ocasião de seu centenário, em 1922.</p> 2022-04-13T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Marcelo Cheche Galves https://periodicos.unifesp.br/index.php/alm/article/view/12486 O movimento peticionário do primeiro liberalismo português e a parlamentarização da vida política em Portugal (1820-1823) 2021-10-16T12:11:12+00:00 Miguel Alexandre Dantas da Cruz miguelcruz@ics.ul.pt <p>O protagonismo das Cortes durante a primeira experiência liberal portuguesa é matéria consensual entre historiadores. Na sequência da Revolução do Porto, as Cortes aparecem como que destinadas a assumir o poder incontestado. Esse protagonismo e a parlamentarização da vida política seriam, num certo sentido, inevitáveis. Este artigo revisita essa leitura, defendendo que a parlamentarização da vida política em Portugal, ainda que aparentemente inevitável, foi, grande medida, fruto de um movimento peticionário sem precedentes na história do país. O texto sugere igualmente que esse movimento peticionário só foi possível porque as Cortes adoptaram regulação interna que valorizava o papel da nova instituição como destinatário privilegiado de todas expetativas da população. Considera-se que sem o regimento adoptado pelas Cortes a interação da nova instituição com a população teria sido menor, e o mesmo acontecendo inclusivamente ao protagonismo político das próprias Cortes.</p> 2022-04-13T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Miguel Alexandre Dantas da Cruz https://periodicos.unifesp.br/index.php/alm/article/view/11997 Guerra, política y sociedad 2021-04-19T15:31:06+00:00 Maximiliano Gallo maximilianogallo18@gmail.com <p>Esta resenha analisa o livro "O Exército da Revolução", de Alejandro Morea publicado em 2020. Revisa a inserção da publicação no campo historiográfico atual e sua relação com os estudos renovados da guerra que vêm acontecendo. algumas décadas. Da mesma forma, são destacados os pontos mais relevantes da obra, os argumentos e hipóteses do autor, mencionando suas contribuições para o subcampo da nova história da guerra, bem como a história política e social da revolução de maio no Río de la Plata.</p> 2022-04-26T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Maximiliano Gallo https://periodicos.unifesp.br/index.php/alm/article/view/13836 Jornais: uma ampla janela aberta sobre o século XIX 2022-04-25T18:03:37+00:00 Isabel Lustosa isabel.lustosa@fcsh.unl.pt 2022-04-26T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Isabel Lustosa https://periodicos.unifesp.br/index.php/alm/article/view/13513 Do local ao nacional 2022-02-22T21:11:06+00:00 Bruna Prudêncio Teixeira bruna.prudenciot@gmail.com 2022-04-26T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Bruna Prudêncio Teixeira