Entre pesca e turismo balnear: alternativos engajamentos dos moradores de Marudá (Amazônia Atlântica) ao trabalho

  • Diego Corrêa Furtado Universidade Federal do Oeste do Pará, Santarém, PA
Palavras-chave: Assimilação, Modernização, Mudança social, Povos tradicionais.

Resumo

Visando contribuir para a relativização da ideia que prognostica a aculturação como inevitável destino de populações interioranas receptoras de fluxos turísticos, o texto se reporta ao caso da localidade litorânea de Marudá (Marapanim, Pará) e investiga como o intercurso entre moradores e turistas influencia os estilos de vida ali atualizados. Mediante observação participante e entrevistas, descreve o engajamento a concorrentes esferas de trabalho no local: pesca, mariscagem, extrativismo vegetal, por um lado; prestação de serviços a turistas, por outro. Reconhece, também, que o turismo de segunda residência, modalidade identificada em Marudá, se distingue de outras modalidades por implicar maior autonomia dos atores locais na definição dos processos de mudança social. Conclui, finalmente, que a vida balnear não constitui fator de desarticulação dos estilos de vida locais, mas apenas alternativo conjunto de recursos, a que os marudaenses podem se vincular diversamente na busca pela subsistência.

Biografia do Autor

Diego Corrêa Furtado, Universidade Federal do Oeste do Pará, Santarém, PA

Biólogo. Mestre em Agriculturas Familiares e Desenvolvimento Sustentável.

Publicado
2019-08-13
Como Citar
Furtado, D. C. (2019). Entre pesca e turismo balnear: alternativos engajamentos dos moradores de Marudá (Amazônia Atlântica) ao trabalho. Revista Brasileira De Ecoturismo (RBEcotur), 12(4). https://doi.org/10.34024/rbecotur.2019.v12.6690