Ecoturismo na fronteira Pan-Amazônica: possibilidades de gestão local em áreas protegidas do Brasil, Colômbia e Peru

Autores

  • Paulo Moreira Pinto Universidade Federal do Pará, Belém, PA

DOI:

https://doi.org/10.34024/rbecotur.2016.v9.6591

Palavras-chave:

Ecoturismo, Gestão Local, Áreas Protegidas, Pan-Amazônia

Resumo

O contexto histórico da atividade turística permite compreender que a mesma vem paulatinamente tomando fôlego e se estabelecendo como importante para o desenvolvimento socioeconômico dos países. Na contemporaneidade, pode-se afirmar que o turismo se tornou política de Estado e um dos setores impulsionadores principais dos negócios ligados ao capital turismo. Entretanto, vê-se que a variabilidade da gestão e as sucessivas mudanças dos entes institucionais que abrigaram o turismo impuseram descontinuidades. Na conjuntura dessas transformações, segmentos novos do mercado turístico foram sendo valorizados tendo em vista o crescimento da demanda e as mudanças ideológicas dos consumidores. Ressalte-se que esses processos ocorrem com a valorização dos locais turísticos como chave de desenvolvimento endógeno, uma vez que o entendimento era estimular que os ganhos do turismo permanecessem na localidade de compra e de consumo turístico. Essa inversão ocorre no cerne do processo de globalização econômica e da liberalização de mercado, além da condicionante da questão da conservação ambiental. No âmbito dessas transformações, a sustentabilidade destaca-se, em suas vertentes teórica e prática, como elemento importante para as experiências políticas de organização e gestão local sucessivas. Desta maneira, a gestão local toma impulso enquanto estratégia de Estado para mitigação dos impactos ocasionados por atividades depredadoras, principalmente na Amazônia e Pan-Amazônia, via pressões das agências de investimento internacionais. O processo de globalização econômico-financeira e a busca por mercados novos de commodities reforça o sentido da conservação dos recursos naturais e, nesse sentido, ganha força o modelo de criação de Áreas Protegidas (AP). Tal modelo está centrado em uma condição mítica de natureza intocada que provoca conflitos com as populações residentes no interior e no entorno das AP e rivaliza com a lógica da gestão local. Na fronteira pan-amazônica do Brasil, Colômbia e Peru, a problemática adquire componentes diferenciados, com a presença de povos indígenas e dos aspectos da multiculturalidade, que preconizam debates inovadores. Nesse sentido, fez-se análise comparativa entre as AP localizadas na tríplice fronteira de cujos resultados ressaltam as diferenças e similitudes dos processos de adoção do ecoturismo e da gestão local nos loci estudados. Ecotourism in pan-amazonic frontier: possibilities of local management in protected areas of Brazil, Colombia and Peru The historic context of the touristic activity allows a comprehension that this is slowly becoming strong and establishing itself as important to the socio-economic development to all countries. In the contemporaneity, one can affirm that tourism became a State Policy and one of the principal sectors that booster the business linked to tourism as capital. However, it is seen that the variability of management and the successive transformations of the institutional identities that included the tourism generated discontinuities. In the conjuncture of such transformations, new segments of the touristic market were being valued regarding the growing demands and the ideological changes of the consumers. It should be noted that this occurs with the valorization of touristic places as key to endogenous development, as the purpose was to stimulate that the gains of tourism remain in the locality of the touristic consuming’s acquisition. Such inversion happens in the center of the process of economic globalization and of the market liberalization, this besides the conditioning of the environmental conservation question. In the scope of these transformations, the sustainability is highlighted, in its theoretical and practical approaches, as an important element to the successive political experiences in organization and local management. In this manner, a local management takes impulse while a State strategy to mitigate the impacts created by predatory activities, mainly in the Amazon and the Pan-Amazon, through pressures of the international investments’ agencies. The economic-financing globalization’s process and the search for new markets of commodities reinforce the sense of conservation of the natural resources, and in this direction gains strength the model of creation of Protected Areas (AP). Such model is centered in the mythical condition of untouchable nature that causes conflicts with the resident populations of the interior and surroundings of the AP and rivalizes with the local management logic. In the Pan-Amazonic frontier of Brazil, Colombia and Peru, the problematic acquires diverse components, with the presence of Indigenous peoples, of aspects of multiculturality that recommend innovating debates. In this direction, it was done a compared analysis between the AP localized in triple frontier and the results stressed the differences and similarities of the adoption of ecotourism’s process and of the local management in the studied loci. KEYWORDS: Ecotourism; Local Management; Protected Areas; Pan-Amazon.

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Publicado

2016-12-01

Como Citar

Pinto, P. M. (2016). Ecoturismo na fronteira Pan-Amazônica: possibilidades de gestão local em áreas protegidas do Brasil, Colômbia e Peru. Revista Brasileira De Ecoturismo (RBEcotur), 9(6). https://doi.org/10.34024/rbecotur.2016.v9.6591

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