Parques Urbanos de Curitiba (PR): Espacialidade, Planejamento e Turismo

Autores

  • Fabiana Calçada de Lamare Leite Instituto Federal de Santa Catarina, Florianópolis, SC
  • Aline Patrícia Henz Universidade Estadual do Oeste do Paraná, Foz do Iguaçu, PR

DOI:

https://doi.org/10.34024/rbecotur.2017.v10.6563

Palavras-chave:

Turismo, Planejamento, Parques Urbanos, Curitiba/PR.

Resumo

As recentes transformações econômicas, sociais e culturais produzem modificações no planejamento das áreas urbanas, principalmente a disposição de espaços de lazer, também caracterizados como atrativos turísticos. Sendo a cidade um ambiente de encontro, trocas e realizações, associando sua diversificação e possibilidades de apropriação ao dinamismo, a urbanidade torna-se um atributo importante para o estabelecimento e manutenção do convívio social. Na lógica da atividade turística, a cidade é entendida como um produto que deve ter seus atributos desenvolvidos e direcionados à satisfação dos turistas. Para despertar o interesse do visitante, o planejamento local deve utilizar parâmetros de configuração dos instrumentos e equipamentos da cidade. A temática da atratividade associada à visitação, esta estritamente relacionada ao consumo do espaço. Consumo, que pode ser entendido como alvo de conhecimento, interesse em vivenciar determinado espaço com suas particularidades que o identificam, despertando a motivação em usufruir de suas singularidades. O objetivo central deste artigo é qualificar os principais parques urbanos de Curitiba apresentados como atrativos turísticos, no entendimento de que esta disposição espacial somada a oferta de serviços e infraestrutura potencializam sua atratividade para a atividade turística. De acordo com a Prefeitura Municipal, Curitiba dispõe de 17 parques urbanos (PMC, 2007), no entanto, esse trabalho limita-se a apresentar oito parques que estão inseridos no roteiro realizado pela Linha Turismo. A escolha desse universo justifica-se pelo fato de que essas localidades são atendidas pela Linha Turismo, um serviço turístico já consolidado na cidade que atende a diversos pontos, agregando atratividade e valor turístico por sua funcionalidade. A metodologia é de abordagem qualitativa e como técnicas, a pesquisa utilizou-se de pesquisa bibliográfica e observação direta. Foi possível demonstrar que a lógica de organização da cidade, esta cada vez mais relacionada a lógica da atividade turística e que, é interesse de ambas a integração e a socialização de interesses. O planejamento da cidade ocorrendo de maneira articulada ao planejamento do turismo é a condição para a ocorrência de um turismo atrativo e competitivo para a localidade. Além disso, as duas práticas ocorrendo de maneira articulada podem beneficiar o desenvolvimento local, influenciando na qualidade de vida da população local e, consequentemente, beneficiando a atividade turística. Urban Parks at Curitiba (PR, Brazil): Spatiality, Planning and Tourism ABSTRACT Recent economical, social and cultural transformations are causing changes on the planning of urban areas, mainly those relative to the disposition of leisure spaces, also characterized as touristic attractions. As the city is an environment of encounter, exchange and fulfillments, with its diversity and appropriation possibilities being associated to dynamism, urbanism becomes an important asset for the establishment and maintenance of social cohabitation. Under the logics of touristic activity, cities are comprehended as a product that requires its attributes to be developed and directed towards the satisfaction of tourists. So as to stimulate the visitor’s interest, local planning must apply configuration parameters of the city´s instruments and equipment. The issue about attractiveness in relation to visits, is strictly linked to space consumption. Consumption can be understood as the aim for knowledge, the interest to enjoy certain space with the characteristics that make it particular, motivating towards the use of its singularities. The main objective of this article is to describe the main urban parks of Curitiba presented as tourist attractions, which are presented as touristic attractions, as it is considered that such a spatial disposition, added to a service and infrastructure offer, augment their attractiveness for touristic activities. According to the Municipal Mayor´s office, Curitiba has seventeen (17) urban parks (PMC, 2016), however this research is limited to eight parks that are included in the itinerary deigned by the Linha Turismo. The selection of this universe is justified by the fact that they are places attended by the Linha Turismo, a consolidated touristic service in the city, which attends different spots, adding attractiveness and touristic value due to its functionality. It was possible to demonstrate that the city´s configuration logic is increasingly related to touristic activity, and that both issues appreciate the integration and socialization of interests. City planning, when articulated to tourism planning, is the basic condition to accomplish a touristic attractiveness and competitiveness for such a place. Furthermore, when both practices are articulated in their evolution, they benefit local development, thus having an impact on the wealth of the local population, and also benefitting touristic activity. KEYWORDS: Tourism; Planning; Urban Parks; Curitiba (PR, Brazil).

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Biografia do Autor

Fabiana Calçada de Lamare Leite, Instituto Federal de Santa Catarina, Florianópolis, SC

Graduação em Geografia, Mestrado em Turismo e Hotelaria, Doutorado em Geografia. Professora no Instituto Federal de Santa Catarina no eixo Turismo, Hospitalidade e Lazer

Aline Patrícia Henz, Universidade Estadual do Oeste do Paraná, Foz do Iguaçu, PR

Graduação em Turismo, Mestrado em Turismo e Hotelaria, Doutoranda em Desenvolvimento Regional e Agronegócio. Professora na área de Turismo da Universidade Estadual do Oeste do Paraná .

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Publicado

2017-11-17

Como Citar

Leite, F. C. de L., & Henz, A. P. (2017). Parques Urbanos de Curitiba (PR): Espacialidade, Planejamento e Turismo. Revista Brasileira De Ecoturismo (RBEcotur), 10(4). https://doi.org/10.34024/rbecotur.2017.v10.6563
Recebido em 2016-08-29
Aceito em 2017-09-05
Publicado em 2017-11-17