EDUCAÇÃO AMBIENTAL CRÍTICA NA PERSPECTIVA DA FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE CIÊNCIAS E BIOLOGIA

Autores

DOI:

https://doi.org/10.34024/revbea.2026.v21.20905

Palavras-chave:

Educação Ambiental Crítica , Reformas educacionais, Currículo, Licenciatura em Ciências Biológicas

Resumo

O artigo problematiza como as licenciaturas em Ciências e Biologia no Brasil têm incorporado, ou negligenciado, os princípios da Educação Ambiental Crítica (EAC), especialmente diante das reformas educacionais brasileiras entre 2019 e 2024. Objetivou-se por meio da presente pesquisa analisar as contribuições de teses e dissertações brasileiras para a compreensão das implicações formativas, curriculares e políticas da EAC nesses cursos. Tratando-se de uma pesquisa de natureza qualitativa, com abordagem analítica e exploratória, com base em pesquisa bibliográfica, tomando como corpus teses dissertações publicadas nos últimos anos, analisadas à luz da Análise Textual Discursiva (ATD). Os resultados indicam que a EAC ainda é tratada de forma fragmentada, conservadora ou pragmática nos currículos, com predominância de abordagens naturalistas e pouco engajadas politicamente. Conclui-se que a efetivação da EAC exige reformulações curriculares, fortalecimento da formação crítica de professores e o compromisso institucional das universidades com a justiça socioambiental e investimento em pesquisas nesse campo.

Biografia do Autor

  • Filipe Gutierre Carvalho de Lima, Universidade Estadual Vale do Acaraú

    Possui graduação em Licenciatura Plena em Ciências Biológicas pela Universidade Regional do Cariri (2007), graduação em Bacharelado em Ciências Biológicas pela Universidade Regional do Cariri (2008) e mestrado em Diversidade Biológica E Recursos Naturais pela Universidade Regional do Cariri (2009), Doutorando no Programa de Pós-graduação em Ensino da Rede Nordeste de Ensino PÓLO RENOEN-UFC . Atualmente é professor assistente da UNIVERSIDADE ESTADUAL VALE DO ACARAÚ - UVA. Tem experiência na área de Ensino de Ciências e Biologia e Currículo de Formação de Professores de Ciências e Biologia.

  • Natália Velloso Fontenelle Rodrigues, Secretaria da Educação do Estado do Ceará

    Licenciada (2008) e Bacharel (2009) em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual do Ceará (UECE); Especialista em Engenharia Ambiental e Saneamento Básico (2010) pelo Centro Universitário Estácio do Ceará e Mestre em Ciências Fisiológicas (2012) pela Universidade Estadual do Ceará (UECE). Professora Efetiva do Governo do Estado do Ceará (SEDUC-CE) e Coordenadora da Área de Educação do Complexo de Saúde Emilio Ribas. Possui experiência Ensino de Ciências e Biologia.

  • Pedro Julio de Castro Filho, Secretaria Municipal de Educação de Caucaia

    Professor efetivo do município de Caucaia-CE. Graduado em Ciências Biológicas (IFCE) e em Pedagogia (UniBF), com especialização em Ciências da Natureza (UFPI), Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional (IFCE), Gestão Escolar e Formação Docente (Faculdade Focus), além de possuir mestrado pela Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA), atuando na linha de pesquisa de Ensino e Formação de Professores. Pesquisador nas áreas de Ensino de Biologia, Educação e Meio Ambiente, Ensino e Aprendizagem, Formação docente, Educação Ambiental e Ensino de Ciências e Matemática na Educação Básica.

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Publicado

17-07-2026

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

CARVALHO DE LIMA BESSA, Filipe Gutierre; VELLOSO FONTENELLE CAMELO RODRIGUES, Natália; DE CASTRO FILHO, Pedro Julio. EDUCAÇÃO AMBIENTAL CRÍTICA NA PERSPECTIVA DA FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE CIÊNCIAS E BIOLOGIA. Revista Brasileira de Educação Ambiental (RevBEA), [S. l.], v. 21, n. 3, p. 181–199, 2026. DOI: 10.34024/revbea.2026.v21.20905. Disponível em: https://periodicos.unifesp.br/revbea/article/view/20905. Acesso em: 20 set. 2026.