Processos avaliativos em matemática no Brasil

Um estudo baseado em elementos históricos

Autores

DOI:

https://doi.org/10.34024/prometeica.2026.33.22144

Palavras-chave:

avaliação escolar, ensino de matemática, história da educação matemática, epistemologia da avaliação, práticas avaliativas

Resumo

Este artigo investiga as práticas avaliativas em Matemática no Brasil, desde o século XIX, por meio de pesquisa documental e revisão bibliográfica, situando-as nos contextos político-legais e pedagógicos que moldaram sua evolução. A pesquisa foca nas reformas educacionais, legislações e instrumentos avaliativos que impactaram o sistema educacional brasileiro, com ênfase na disciplina de Matemática. A análise revela a persistência de modelos avaliativos seletivos e excludentes, apesar das propostas mais inclusivas e formativas presentes nas legislações mais recentes, como a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) de 1996. Ao longo do percurso histórico, a avaliação em Matemática foi utilizada tanto como ferramenta de controle e regulação da escolaridade quanto como recurso para mediar a aprendizagem, ainda que de maneira inicial e restrita. Nesse processo, destacam-se as influências de disputas ideológicas, interesses políticos e transformações culturais, o que reforça a necessidade de práticas avaliativas mais dialógicas, emancipatórias e comprometidas com a formação integral dos alunos, respeitando suas singularidades e contextos de aprendizagem.

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Biografia do Autor

  • Mauricio de Souza Machado, Universidade Federal do ABC

    Maurício de Souza Machado é doutorando em Ensino e História das Ciências e da Matemática pela Universidade Federal do ABC (UFABC) e mestre em Educação Matemática pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Atua como professor e coordenador pedagógico no Ensino Médio. Desenvolve pesquisas sobre formação de professores, uso de tecnologias no ensino de Matemática e práticas investigativas em contextos escolares.

  • Leonardo André Testoni, Universidade Federal de São Paulo

    Leonardo André Testoni é doutor em Educação, com ênfase em Ciências e Matemática, pela Universidade de São Paulo (USP), onde também obteve o título de mestre na mesma área. Realizou estágio pós-doutoral na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), na área de Psicologia da Educação. É graduado em Física pela USP e em Química pela Universidade Municipal de Taubaté (CRQ IV - 04166209). Atua na área de Educação Científica, com ênfase em processos sociocognitivos de ensino-aprendizagem e formação de professores. Possui formação complementar em História e Filosofia, desenvolvendo pesquisas nos campos da História e Filosofia das Ciências, especialmente na articulação entre episódios históricos e o ensino de Ciências. Atualmente, é professor associado e pesquisador na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), além de orientador no Programa de Pós-graduação em Ensino de Ciências e Matemática (PECMA - UNIFESP). Também atua como orientador e docente colaborador no Programa de Pós-graduação em Ensino e História das Ciências e Matemática da Universidade Federal do ABC (UFABC). Foi pesquisador do Laboratório de Ensino de Física (LAPEF) da USP e é membro da American Psychological Association (APA), da Associação Brasileira de Psicanálise (ABP) e da Associação Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências (ABRAPEC).

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Publicado

2026-05-18

Edição

Seção

Artigos - Dossiê 1
Recebido 2026-04-01
Aceito 2026-05-16
Publicado 2026-05-18

Como Citar

de Souza Machado, M., & André Testoni, L. (2026). Processos avaliativos em matemática no Brasil: Um estudo baseado em elementos históricos. Prometeica - Revista De Filosofia E Ciências, 33, e22144 (1-17). https://doi.org/10.34024/prometeica.2026.33.22144