Análise do comprometimento de fala de sujeitos portadores de Doença de Parkinson na fase inicial e intermediária

Autores

  • Alcidezio Luiz Sales de Barros Médico Neurologista. Mestre em Fonoaudiologia pela PUC de São Paulo, Doutorando em Neuropsiquiatria pela Universidade Federal de Pernambuco, Prof° Adjunto I do departamento de Psicologia do CTCH da UNICAP
  • Erideise Gurgel da Costa Silveira Médica Doutora em Otorrinolaringologia pela USP, Profª Adjunto I da Graduação em Fonoaudiologia e do Mestrado de Ciências da Linguagem da UNICAP
  • Josian S Silva de Medeiros Graduando em Fonoaudiologia pela UNICAP, pesquisador do Programa Institucional de Base de Iniciação Científica da UNICAP
  • Maria da Conceição Cavalcante da Lins Fonoaudióloga. Especialista em Patologias da Linguagem pela UNICAP. Mestre em Fonoaudiologia pela PUC – São Paulo. Profª. Adjunto I da UNICAP
  • Maria Lúcia Gurgel da Costa Fonoaudióloga pela PUC/SP. Mestre em Distúrbios da Comunicação pela PUC/SP, Doutora em Educação pela USP/SP, Professora Colaboradora do Mestrado de Ciências da Linguagem da UNICAP, Professora Adjunto I do Departamento de Fonoaudiologia da UFPE
  • Daniela Zwirtes Guerra Fonoaudióloga pela UNICAP, Pós Graduanda em Fonoaudiologia no âmbito da Linguagem pela Universidade da Amazônia - UNAMA

DOI:

https://doi.org/10.34024/rnc.2006.v14.8760

Palavras-chave:

Doença de Parkinson, Fala, Transtornos da articulação da fala, Fonoaudiologia

Resumo

Objetivo: Estudar as alterações de fala do Portador de Doença de Parkinson (DP) nos estágios inicial e intermediário. Para tanto a presente pesquisa classificou o portador de DP através da escala de Webster, analisou as queixas mais freqüentes relacionados à fala; avaliou os distúrbios da articulação de fala dos sujeitos em fase inicial e intermediário da patologia e comparou estas alterações nos diferentes estágios. Método: trata-se de pesquisa experimental, transversal, descritiva, analítica. Foram selecionados para o estudo 10 sujeitos de ambos os gêneros, entre 63 a 78 anos. Foi adotado como critério de inclusão, sujeitos nas duas fases supracitadas e como de exclusão sujeitos sob terapia fonoaudiologica. As queixas relacionadas à fala foram coletadas e analisadas através de uma entrevista semi-estruturada. A articulação da fala foi analisada empiricamente através de diálogos, observações, palpações, exercícios isométricos, isocinéticos e isotônicos. Resultados: A queixa mais freqüente foi rigidez na musculatura dos Órgãos Fono-Articulatórios. Na articulação da fala, encontramos alterações na velocidade e ritmo, devido à rigidez e bracinesia, articulação travada e incoordenação de movimentos, que repercutiram na inteligibilidade de fala. Conclusões: Estes dados apontam a importância do diagnostico fonoaudiológico na DP, no sentido de um melhor conhecimento das alterações de fala nas duas fases, que servirão para melhor direcionamento da terapia fonoaudiológica, que repercutirá em uma maior interação com o social, proporcionando melhoria na qualidade de vida.

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Referências

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Publicado

2006-06-30

Como Citar

Barros, A. L. S. de, Silveira, E. G. da C., Medeiros, J. S. S. de, Lins, M. da C. C. da, Costa, M. L. G. da, & Guerra, D. Z. (2006). Análise do comprometimento de fala de sujeitos portadores de Doença de Parkinson na fase inicial e intermediária. Revista Neurociências, 14(2), 23–28. https://doi.org/10.34024/rnc.2006.v14.8760

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