A BELEZA ARISTOCRÁTICA NA POMPÉIA ROMANA POR MEIO DAS PINTURAS PARIETAIS

  • Gabriela Isbaes graduada pela Universidade do Sagrado Coração
Palavras-chave: Pompéia, Beleza feminina, Pinturas parietais

Resumo

Pompéia, colônia da Roma Antiga, foi soterrada por uma erupção do Vesúvio no ano 79 d.C. Soterrados e preservados, os vestígios arqueológicos, dentre eles as pinturas parietais, passam a ser escavados a partir do século XVIII. Neste artigo foram interpretadas oito pinturas pompeianas localizadas em residências aristocráticas, que retratavam mulheres. Obtidas em sua maioria em endereços eletrônicos, utilizou-se como critérios de escolha destas pinturas a qualidade das imagens e as representações das figuras feminina retratadas. Vênus, deusa do amor e da fertilidade, era referência de belo na Antiguidade, por isso, uma pintura dessa personagem mitológica existente em Pompéia foi utilizada como referência à beleza feminina aristocrática. Interpretações de obras ovidianas também foram estudadas, uma vez que este autor da aristocracia romana tratou de como as mulheres deveriam ser e se portar para serem consideradas belas em meio a esta classe. Após analisadas as pinturas, juntamente com as fontes literárias consultadas, ficou perceptível que existia um padrão de beleza aristocrático em Pompéia.

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Publicado
2019-03-25
Como Citar
Isbaes, G. (2019). A BELEZA ARISTOCRÁTICA NA POMPÉIA ROMANA POR MEIO DAS PINTURAS PARIETAIS. Revista Hydra: Revista Discente De História Da UNIFESP, 2(4), x. https://doi.org/10.34024/hydra.2018.v2.9089
Seção
Artigos Livres