Raymond Williams e o paradoxo do exílio em 1984

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Alexandro Henrique Paixão

Resumo

Este artigo é um estudo analítico, por meio do método da explicação de texto, dos escritos de Williams e do romance de Orwell, considerando que ambos abrigam o tema do exílio e autoexílio. O último capítulo de Cultura e Sociedade, de Raymond Williams, é dedicado a Georg Orwell e a sua obra literária, dentre elas 1984. Ali, Williams reconhece no escritor inglês o “paradoxo do exílio”, algo que se pretende debater. Para tanto, relê-se o romance britânico e o referido capítulo de Williams, além de outro capítulo de sua autoria, intitulado “Indivíduos e Sociedades”, do livro The Long Revolution, em que exílio e autoexílio são conceituados e debatidos. Conclui-se que os três personagens observados — Orwell, Williams e Winston (protagonista de 1984) — constituem-se como figuras que viveram, de modos distintos, o exílio e o autoexílio.   

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Como Citar
PAIXÃO, A. H. Raymond Williams e o paradoxo do exílio em 1984. EXILIUM Revista de Estudos da Contemporaneidade, [S. l.], v. 3, n. 4, p. 39–52, 2022. DOI: 10.34024/exilium.v3i4.13073. Disponível em: https://periodicos.unifesp.br/index.php/exilium/article/view/13073. Acesso em: 6 dez. 2022.
Seção
Dossiê
Biografia do Autor

Alexandro Henrique Paixão, Unicamp

Pós-doutorado em História e Teoria Literária na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp); doutorado e mestrado em Sociologia na Universidade de São Paulo (USP); graduação em Ciências Sociais na Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Marília. Psicanalista (membro filiado da SBPSP); Professor do Departamento de Ciências Sociais na Educação, da Faculdade de Educação da Unicamp.