Onde o ecoturismo melhora a sociobiodiversidade? Mapeamento de oportunidades e limitações para a gestão de usos multifuncionais da terra no Brasil

Autores

DOI:

https://doi.org/10.34024/rbecotur.2023.v16.14796

Palavras-chave:

Turismo Sustentável, sistemas socioecológicos, abordagem da paisagem, Turismo de Base Comunitária, Serviços Ecossistêmicos

Resumo

O ecoturismo evoluiu como uma estratégia de conservação da biodiversidade e melhoria dos modos de vida rurais em todo o mundo. No Antropoceno, a estrutura das paisagens rurais é modificada e simplificada para atender às demandas da sociedade pela produção de comida. Reverter esse cenário requer promover sinergias entre a produção de comida e recreação/ecoturismo. Uma lacuna crítica, entretanto, é explorar onde o ecoturismo pode aprimorar os valores materiais e imateriais do uso da biodiversidade, como o extrativismo de produtos florestais não-madeireiros (PFNMs). No Brasil, paisagens rurais são transformadas para atender à demanda global por commodities agrícolas, como única estratégia de desenvolvimento territorial. A sociobiodiversidade corresponde aos conhecimentos e práticas de comunidades tradicionais e agricultores no uso da biodiversidade, como os PFNMs. Mas esses produtos, em grande parte, são valorizados economicamente pelo mercado com base na quantidade produzida (toneladas). O ecoturismo, sob condições específicas, pode agregar valor à sociobiodiversidade. Por sua vez, a sociobiodiversidade pode aumentar a qualidade do ecoturismo, que tem sido parcialmente inserido nas leis e programas federais de desenvolvimento territorial. Se associados, o ecoturismo e a sociobiodiversidade podem promover usos multifuncionais da terra (recreação e produção de comida) associados a vegetação nativa em pé em áreas protegidas e enclaves rurais no Brasil. Este estudo adota uma abordagem multiescala para avaliar onde o uso da biodiversidade associado aos conhecimentos e práticas de comunidades tradicionais e agricultores pode ser aprimorado pelo ecoturismo nos biomas brasileiros. A análise multicritério e modelagem espacialmente explícita foram usadas para identificar áreas potenciais na escala nacional. Em seguida, uma lista de iniciativas locais de ecoturismo foi avaliada para validar as inter-relações, explorar possíveis limitações e condições-chave para que o ecoturismo e a sociobiodiversidade sejam alternativas ao uso intensivo da terra. Os resultados mostram grandes áreas na Amazônia, no Cerrado e na Mata Atlântica onde o ecoturismo poderia aprimorar os valores materiais e imateriais da sociobiodiversidade. Entretanto, há um desencontro entre a localização dessas áreas e a presença de estradas federais e aeroportos internacionais, bem como associações e cooperativas, fundações e institutos para financiamento e parcerias. De modo geral, as iniciativas locais de ecoturismo reforçam os valores no uso da biodiversidade pelas comunidades tradicionais através de modelos de gestão baseados na comunidade, investimentos em capital social e parcerias, contudo, poucas promovem os saberes tradicionais no uso dos PFNMs como produto turístico. Este estudo apresenta uma metodologia para a análise espacialmente explícita das sinergias entre ecoturismo e sociobiodiversidade e informa formuladores de políticas sobre áreas potenciais onde promover usos multifuncionais da terra no Brasil.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Laura Bachi, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, MG

Doutoranda em Análise e Modelagem de Sistemas Ambientais da Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG, linha de pesquisa em Gestão da Paisagem. Possui especialização em Geoprocessamento e Análise Espacial pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais - PUC Minas (2016). Graduada em Turismo pela UFMG (2014). Ex-bolsista CAPES de doutorado e no Programa de Doutorado-sanduíche no Exterior (PDSE/CAPES) na Universidade de Leibniz Hannover, Alemanha. Possui experiência de pesquisa no mapeamento de Serviços Ecossistêmicos Culturais (CES) em paisagens com vocação turística e urbanas, modalagem espacialmente explícita de cadeias multifuncionais de turismo e sociobiodiversidade em paisagens rurais. Possui experiência profissional no diagnóstico e ordenamento territorial do turismo em Plano Diretor. Seus principais temas de pesquisa incluem modelagem espacial explícita, Serviços Ecossistêmicos Culturais (CES), turismo sustentável, paisagens multifuncionais, gestão da paisagem e sociobiodiversidade.

Sónia Carvalho Ribeiro, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, MG

Professora do Departamento de Cartografia da Universidade Federal de Minas Gerais, Coodenadora do Programa de Pós Graduação Em Análise e Modelagem de Sistemas Ambientais, Bolsista de Produtividade Pesquisa nível 2. Participa no Assessement on Sustainable Use of Wild Species (https://ipbes.net/users/soniacarvalhoribeiro) organizado pelo International Panel on Biodiversity & Ecosystem Services (IPBES ). Editora Assoaciada do Jornal Land Use Policy (https://www.journals.elsevier.com/land-use-policy/editorial-board). Foi Bolsista Jovem Talento, nível A, do Programa Ciência Sem fronteiras (2015-2017) no Centro de Sensoriamento Remoto, Instituto Geociências, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte. Possui doutorado em Ciências do Ambiente -pela University of East Anglia (2009) em Inglaterra. Possui o grau de Mestre em Gestão do Desenvolvimento Rural pela Universidade de Trás-os Montes e Alto Douro -UTAD, Portugal e Universidad de Santiago Compostela -USC, Espanha (2003). Graduação em Engenharia Florestal pela UTAD, Portugal (1998). Possui 10 anos de experiência profissional na área de Engenharia Florestal e planejamento e manejo de terras comunitárias- baldios- no norte de Portugal (1994-2004). Possui 15 anos de experiência em pesquisa na área de ecologia da paisagem, desenvolvimento rural sustentado, produção agrícola sustentada e serviços de ecossistema florestal (2004-2019).

Referências

AFONSO, S. R.; ANGELO, H.; DE ALMEIDA, A. N. Caracterização da produção de pequi em Japonvar, MG. Floresta, v. 45, n. 1, p. 49–56, 2015.

ALENCAR, A. et al. Mapping three decades of changes in the brazilian savanna native vegetation using landsat data processed in the google earth engine platform. Remote Sensing, v. 12, n. 6, 2020.

ALLAIN, S.; PLUMECOCQ, G.; LEENHARDT, D. How Do Multi-criteria Assessments Address Landscape-level Problems? A Review of Studies and Practices. Ecological Economics, v. 136, p. 282–295, 2017.

ARRUDA, J. C. DE; SILVA, C. J. DA; SANDER, N. L. Conhecimento e Uso do Babaçu (Attalea Speciosa Mart.) por Quilombolas em Mato Grosso. Fragmentos de Cultura, v. 24, n. 2, p. 239–252, 2014.

BACHI, L. et al. Are there bright spots in an agriculture frontier ? Characterizing seeds of good Anthropocene in Matopiba, Brazil. Environmental Development, v. 46, n. 1, p. 1–16, 2023.

BACHI, L.; CARVALHO-RIBEIRO, S. The Sustainability of Non-timber Forest Products (NTFPs) and Sociobiodiversity in Rural Brazil Through Community-based Tourism. In: A. FARMAKI et al. (Eds.) (Ed.). Planning and Managing Sustainability in Tourism, Tourism, Hospitality & Event Management. [s.l.] Springer Nature, 2022. p. 24.

BARRETO, E. DE O.; TAVARES, M. G. DA C. O Turismo de Base Comunitária em uma comunidade ribeirinha da Amazônia: O Caso de Anã na Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns , Santarém ( PA ). Revista Brasileira de Ecoturismo, v. 10, n. 3, p. 579–611, 2017.

BARTHOLO, R.; SANSOLO, D. G.; BURSZTYN, I. Turismo de Base Comunitária: diversidade de olhares e experiências brasileiras. Brasília: Letra e Imagem, 2009.

BASTOS, S. J.; FILHO, R. Diferentes olhares do Turismo de Base Comunitária da Reserva Extrativista Marinha de Soure, Amazônia. Revista Brasileira de Ecoturismo, v. 13, n. 1, p. 155–177, 2020.

BENNETT, E. M. et al. Bright spots: seeds of a good Anthropocene. Frontiers in Ecology and the Environment, v. 14, n. 8, p. 441–448, 2016.

BOYD, S. W.; BUTLER, R. W.; IIAIDER, W. Seeing the Forest through the trees: Identifying potential ecotourism sites in Northern Ontario. In: HUSBANDS, L. C. H. &W. (Ed.). Practising Responsible Tourism: International Case Studies in Tourism Planning, Policy & development. New York: Wiley & Sons, 1996. p. 380–403.

BRONDIZIO, E. S. et al. Making place-based sustainability initiatives visible in the Brazilian Amazon. Current Opinion in Environmental Sustainability, v. 49, p. 66–78, 2021.

BRUNDTLAND, G. H. Report of the World Commission on Environment and Development: Our Common Future. [s.l: s.n.].

BUTCHER, J. Can ecotourism contribute to tackling poverty? The importance of “symbiosis”. Current Issues in Tourism, v. 14, n. 3, p. 295–307, 2011.

CAMPOS, R. I. R. DE; NASCIMENTO, M. D. S.; MENDONÇA, S. DA C. Reserva Extrativista Marinha Mestre Lucindo (PA): Processo de criação e perspectivas para o turismo. Revista Brasileira de Ecoturismo, v. 10, n. 2, p. 300–327, 2017.

CARDOZO, I. B.; JUNIOR, I. C. DO V. Etnozoneamento da porção paraense das Terras Indígenas Trombetas-Mapuera e Nhamundá-Mapuera. Porto Velho - RO: EDUFRO, 2012.

CARVALHO-RIBEIRO, S.; LOVETT, A.; RIORDAN, T. O. Multifunctional forest management in Northern Portugal: Moving from scenarios to governance for sustainable development. Land Use Policy, v. 27, n. 4, p. 1111–1122, 2010.

CARVALHO RIBEIRO, S. M. et al. Can multifunctional livelihoods including recreational ecosystem services (RES) and non timber forest products (NTFP) maintain biodiverse forests in the Brazilian Amazon? Ecosystem Services, v. 31, p. 517–526, 2018.

COELHO, E. DE A. Refletindo sobre Turismo de Base Comunitária em Unidades de Conservação através de uma perspectiva amazônica. Revista Brasileira de Ecoturismo, v. 6, n. 1, p. 313–326, 2013.

CONTINI, A. Z.; CASTILHO, M. A. DE; COSTA, R. B. DA. A erva-mate e os Kaiowá e Guarani: da abordagem etnobotânica à promoção do desenvolvimento local. Interações (Campo Grande), v. 13, n. 2, p. 161–168, 2012.

DE SOUSA, R. F. et al. Etnoecologia e etnobotânica da palmeira carnaúba no semiárido Brasileiro. Cerne, v. 21, n. 4, p. 587–594, 2015.

DINIZ, J. D. A. S.; CERDAN, C. Produtos da sociobiodiversidade e cadeias curtas: aproximação socioespacial para uma valorização cultural e econômica. In: GAZOLLA, M.; SCHNEIDER, S. (Ed.). Cadeias curtas e redes agroalimentares alternativas: negócios e mercados da agricultura familiar. 1. ed. Porto Alegre: Editora UFRGS, 2017. p. 259–280.

DODDS, R.; ALI, A.; GALASKI, K. Mobilizing knowledge: determining key elements for success and pitfalls in developing community-based tourism. Current Issues in Tourism, v. 21, n. 13, p. 1547–1568, 2018.

DOLEZAL, C.; NOVELLI, M. Power in community-based tourism : empowerment and partnership in Bali. Journal of Sustainable Tourism, v. 0, n. 0, p. 1–19, 2020.

ESTRADA-CARMONA, N. et al. Integrated landscape management for agriculture, rural livelihoods, and ecosystem conservation: An assessment of experience from Latin America and the Caribbean. Landscape and Urban Planning, v. 129, p. 1–11, 2014.

FARIAS, K. Principais políticas de fomento do turismo na Amazônia: análise dos primeiros planos de turismo da Amazônia ( PTA I e II ) e do PROECOTUR. p. 183–205, 2014.

FARRELL, B. H.; RUNYAN, D. Ecology and tourism. Annals of Tourism Research, v. 18, n. 1, p. 26–40, 1991.

FERRANTE, L.; GOMES, M.; FEARNSIDE, P. M. Amazonian indigenous peoples are threatened by Brazil’s Highway BR-319. Land Use Policy, v. 94, n. February, p. 104548, 2020.

FICHINO, B. S. Trade-off entre serviços ecossistêmicos de provisão, suporte e regulação em Florestas de Araucária. [s.l: s.n.].

FRANCO, E. A. P.; BARROS, R. F. M. Uso e diversidade de plantas medicinais no Quilombo Olho D’ água dos Pires, Esperantina, Piauí. Rev. Bras. Pl. Med., v. 8, n. 3, p. 78–88, 2004.

GOMES, C. V. A.; VADJUNEC, J. M.; PERZ, S. G. Rubber tapper identities: Political-economic dynamics, livelihood shifts, and environmental implications in a changing Amazon. Geoforum, v. 43, n. 2, p. 260–271, 2012.

GUÉNEAU, S.; DINIZ, J. D. DE A. S.; NOGUEIRA, M. C. R. Alternativas para o desenvolvimento do bioma Cerrado: o uso sustentável da sociobiodiversidade pelas comunidades agroextrativistas. In: Alternativas para o bioma Cerrado. p. 56.

HERMES, J.; ALBERT, C.; VON HAAREN, C. Assessing the aesthetic quality of landscapes in Germany. Ecosystem Services, v. 31, p. 296–307, 2018.

HOEFLE, S. W. Multi-functionality, juxtaposition and conflict in the Central Amazon: Will tourism contribute to rural livelihoods and save the rainforest? Journal of Rural Studies, v. 44, p. 24–36, 2016.

HOMMA, A. K. O. Colhendo da Natureza: o estrativismo vegetal na Amazônia. Embrapa - Amazônia Oriental, v. 1, p. 219, 2018.

ICMBIO. Turismo de Base Comunitária em Unidades de Conservação Federais: caderno de experiências. Brasília: 2018.

ICMBIO. PARQUES DO BRASIL: visitar é proteger! Estratégias de implementação da visitação em unidades de conservação federais: prioridades de execução 2018-2020. Brasília: 2018.

JAYA, P.; IZUDIN, A.; ADITYA, R. The role of ecotourism in developing local communities in Indonesia. Journal of Ecotourism, v. 1, n. 1, 2022.

KÁDÁR, B.; GEDE, M. Tourism flows in large-scale destination systems. Annals of Tourism Research, v. 87, p. 103113, 2021.

KOSCHKE, L. et al. A multi-criteria approach for an integrated land-cover-based assessment of ecosystem services provision to support landscape planning. Ecological Indicators, v. 21, p. 54–66, 2012.

LI, L. et al. Environmental and social outcomes of ecotourism in the dry rangelands of China. Journal of Ecotourism, v. 0, n. 0, p. 1–21, 2022.

LOVERIDGE, D. Models, simulation and convergence in the polity: An essay. Futures, v. 81, p. 4–14, 2016.

MA. Ecosystems and human well-being: Synthesis / Millennium Ecosystem AssessmentIsland Press. Washington: 2005. Disponível em: <http://www.who.int/entity/globalchange/ecosystems/ecosys.pdf%5Cnhttp://www.loc.gov/catdir/toc/ecip0512/2005013229.html>. Acesso em 12 de julho de 2023.

MARANHÃO, C. H. DA S.; AZEVEDO, F. F. DE. A Representatividade do Ecoturismo para a gestão pública do turismo no Brasil: uma análise do Plano Nacional de Turismo 2018-2022. Revista Brasileira de Ecoturismo, v. 12, n. 1, p. 9–35, 2019.

MMA. Plano nacional de promoção das cadeias de produtos da sociobiodiversidade. v. 1, n. 1, p. 21, 2009.

MONCAYO, V.; RIBEIRO, J. O Turismo praticado pela Pousada Ecológica Aldeia Dos Lagos junto às Comunidades de São João, Santa Luzia do Sanabani e São Sebastião do Itapani no município de Silves - Amazonas. PASOS Revista de turismo y patrimonio cultural, v. 3, n. 1, p. 87–95, 2005.

MORAES, E. A. DE; IRVING, M. D. A. Ecoturismo: encontros e desencontros na Reserva Extrativista do Cazumbá-Iracema ( AC ). Revista Brasileira de Ecoturismo, v. 6, n. 3, p. 738–757, 2013.

MOREIRA, J. C. et al. O Roteiro dos Faxinais em Prudentópolis (PR): Ecoturismo como ferramenta de desenvolvimento sustentável. Revista Brasileira de Ecoturismo, v. 4, n. 1, p. 95–110, 2011.

MTUR. EXPERIÊNCIAS DO TURISMO RURAL. Boletim de Inteligência de Mercado no Turismo, v. 7, n. 1, p. 53, 2020.

MTUR E FIPE. Fichas Sínteses da Pesquisa de Demanda do Mercado de Turismo Receptivo Internacional no Brasil. Dados e Informações do Turismo no Brasil, v. 1, n. 1, p. 18–103, 2021.

NETO, J. S. QUEBRADEIRAS DE COCO: “ BABAÇU LIVRE" E RESERVAS EXTRATIVISTAS. Veredas do Direito, v. 14, n. 28, p. 147–166, 2017.

NODA, H.; NODA, S. DO N. Agricultura familiar tradicional e conservação da sócio-biodiversidade amazônica. Interações - Revista Internacional de Desenvolvimento Local, v. 4, n. 6, p. 55–66, 2003.

OLIVEIRA, A. P.; SANTOS, B. P. C. DOS. Turismo de Base Comunitária na Amazônia Legal brasileira: organização da atividade ou estratégia de marketing? Revista Brasileira de Ecoturismo, v. 12, n. 4, p. 488–505, 2019.

OLIVEIRA, C. Ecoturismo como prática para o desenvolvimento socioambiental. Revista Brasileira de Ecoturismo, v. 4, n. 2, p. 184–195, 2011.

OLIVEIRA, S. N. DE et al. Identificação de Unidades de Paisagem e sua Implicação para o Ecoturismo no Parque Nacional da Serra dos Órgãos, Rio De Janeiro. Revista Brasileira de Geomorfologia, v. 8, n. 1, p. 87–107, 2007.

PAUDYAL, K.; BARAL, H.; KEENAN, R. J. Local actions for the common good: Can the application of the ecosystem services concept generate improved societal outcomes from natural resource management? Land Use Policy, v. 56, p. 327–332, 2016.

PERALTA, N. Impactos Do Ecoturismo Sobre a Agricultura Familiar Na Reserva De Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, Am. UAKARI, v. 4, n. 1, p. 30–40, 2008.

PERALTA, N. Community-based ecotourism in the Amazon : a brief comparative analysis. Revista Acadêmica Observatório do Inovação do Turismo, v. 7, n. 1, p. 1–16, 2012.

PLIENINGER, T. et al. Agroforestry for sustainable landscape management. Sustainability Science, v. 15, n. 5, p. 1255–1266, 2020.

PRINGLE, R. M. Upgrading protected areas to conserve wild biodiversity. Nature, v. 546, p. 91–99, 2017.

QIAN, C. et al. Local livelihood under different governances of tourism development in China – A case study of Huangshan mountain area. Tourism Management, v. 61, p. 221–233, 2017.

RAMOS, R. G.; LOPES, W. G. R. Proposta metodológica de avaliação qualitativa de corredores turísticos: considerações sobre o trecho da rodovia BR 343 entre Teresina e o litoral do Piauí, Brasil. Caderno Virtual de Turismo, v. 13, n. 1, p. 67–84, 2013.

RIGGS, R. A. et al. Common ground: integrated landscape approaches and small and medium forest enterprises for vibrant forest landscapes. Sustainability Science, v. 16, n. 6, p. 2013–2026, 2021.

RODRIGUES, S. DE; SOUZA, M. DE. The Role of Governance in the Regionalization of Tourism. Revista Brasileira de Ecoturismo, v. v.8, n. n.2, p. 234–250, 2015.

ROMERO-BRITO, T. P.; BUCKLEY, R. C.; BYRNE, J. NGO partnerships in using ecotourism for conservation: Systematic review and meta-analysis. PLoS ONE, v. 11, n. 11, p. 1–19, 2016.

SANO, E. et al. Cerrado ecoregions: A spatial framework to assess and prioritize Brazilian savanna environmental diversity for conservation. Journal of Environmental Management, v. 232, n. December 2018, p. 818–828, 2019.

SANO, E. E. et al. Land cover mapping of the tropical savanna region in Brazil. Environmental Monitoring and Assessment, v. 166, p. 113–124, 2010.

SARDINHA, M. A. SISTEMAS DE USO DA TERRA DE UNIDADES PRODUTIVAS FAMILIARES RURAIS EM VÁRZEA DO ESTUÁRIO AMAZÔNICO, AMAPÁ, BRASIL. [s.l.] UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAPÁ PROGRAMA, 2017.

SAVAGE, A. E.; BARBIERI, C.; JAKES, S. Cultivating success : personal , family and societal attributes affecting women in agritourism. Journal of Sustainable Tourism, v. 0, n. 0, p. 1–21, 2020.

SAYER, J. et al. Ten principles for a landscape approach to reconciling agriculture , conservation , and other competing land uses. PNAS, v. 110, n. 21, p. 8349–8356, 2013.

SCHIRPKE, U. et al. Revealing spatial and temporal patterns of outdoor recreation in the European Alps and their surroundings. Ecosystem Services, v. 31, p. 336–350, 2018.

SCHMIDT, K. et al. Key landscape features in the provision of ecosystem services: Insights for management. Land Use Policy, v. 82, n. December 2018, p. 353–366, 2019.

SCHROTH, G.; DA MOTA, M. D. S. S. Technical and institutional innovation in agroforestry for protected areas management in the brazilian amazon: Opportunities and limitations. Environmental Management, v. 52, n. 2, p. 427–440, 2013.

SHOO, R. A.; SONGORWA, A. N. Contribution of eco-tourism to nature conservation and improvement of livelihoods around Amani nature reserve, Tanzania. Journal of Ecotourism, v. 12, n. 2, p. 75–89, 2013.

SILVA, J.; VILARINHO, C.; DALE, P. J. Turismo em areas rurais: suas possibilidades e limitações no Brasil. Caderno CRH, v. 28, p. 113–155, 1998.

SOUZA, N. P. et al. Como compatibilizar conservação , desenvolvimento e turismo : a experiência do Baixo Rio Negro , Amazonas. Revista Brasileira de Ecoturismo, v. 3, n. 2, p. 173–190, 2010.

STRONZA, A.; FITZGERALD, L. A.; HUNT, C. A. Ecotourism for Conservation ? Annual Review of Environment and Resources, v. 44, p. 1–25, 2019.

SUCUPIRA, T. G. et al. O protagonismo quilombola na comunidade Boqueirão da Arara, Ceará. Cadernos de Pesquisa, v. 25, n. 3, p. 67–86, 2018.

TAO, T. C. H.; WALL, G. Tourism as a sustainable livelihood strategy. Tourism Management, v. 30, n. 1, p. 90–98, 2009.

UNWTO. “Sustainability as the New Normal” a Vision for the Future of Tourism, 2020. Disponível em: <https://www.unwto.org/covid-19-oneplanet-responsible-recovery>. Acessado em 12 de julho de 2023.

VALENTE, F.; DREDGE, D.; LOHMANN, G. Leadership and governance in regional tourism. Journal of Destination Marketing and Management, v. 4, n. 2, p. 127–136, 2015.

VIZZARI, M. Spatial modelling of potential landscape quality. Applied Geography, v. 31, n. 1, p. 108–118, 2011.

ZIELINSKI, S. et al. Factors that facilitate and inhibit community-based tourism initiatives in developing countries. Current Issues in Tourism, v. 23, n. 6, p. 723–739, 2020.

Downloads

Publicado

08/01/2023
Recebido: 2023-02-03
Aceito: 2023-03-12
Publicado: 2023-08-01

Artigos Semelhantes

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 > >> 

Você também pode iniciar uma pesquisa avançada por similaridade para este artigo.