O estágio investigativo em ciências

Um campo de mediações, aprendizagem da docência e construção de sentidos

Autores

DOI:

https://doi.org/10.34024/prometeica.2026.33.22087

Palavras-chave:

estágio supervisionado investigativo, aprendizagem da docência, construção de sentidos, ensino de ciências

Resumo

Neste trabalho de escopo teórico, discute-se o conceito de Estágio Investigativo (EI) como um modo de organização teórico e metodológico construído a partir de princípios que valorizam o estágio supervisionado como uma atividade de aprendizagem da docência e a pesquisa como estratégia formativa do estagiário. As discussões resultam da articulação entre resultados de pesquisas acerca da temática, fundamentos da Teoria Histórico-Cultural e exemplificações com dados empíricos alçados de pesquisas orientadas pelos autores. Em geral, o EI compreende a atuação colaborativa de grupos de estagiários, com professores orientadores da universidade e professores supervisores da escola, em duas frentes – ensino e pesquisa, concentradas na realização concomitante de atividades de ensino e de pesquisas. Resultados indicam o potencial do EI como um profícuo caminho organizativo e metodológico, a considerar o caráter mediado de suas relações interpessoais orientadas por motivos e objetivos, portanto com potencial para se converterem em relações intrapessoais, portanto, em desenvolvimento.

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Biografia do Autor

  • Maria Nizete de Azevedo, Universidade Federal de São Paulo

    Professora e Pesquisadora da Universidade Federal de São Paulo. Pós-doutorado na Faculdade de Educação da Unicamp, Doutora e Mestre em Educação pela Faculdade de Educação da USP (FEUSP) na área de Ensino de Ciências. Graduada em Ciências Biológicas pela Universidade Católica do Salvador - BA. Estudos e pesquisas fundamentados na Teoria Histórico-Cultural, com ênfase em Vigotski. Coordena o grupo de pesquisa Diálogo e Linguagem na formação de professores de ciências e matemática. Experiência na área de Licenciatura em Ciências, com atuação e pesquisas, principalmente, nas seguintes temáticas: práticas pedagógicas, estágios supervisionados, formação inicial e continuada de professores de Ciências, desenvolvimento profissional de professores de ciências nas séries iniciais de escolarização, imaginação e criação docente, mediação, linguagem, ensino de ciências e alfabetização científica

  • Leonardo André Testoni, Universidade Federal de São Paulo

    Doutor em Educação (ênfase em Ciências e Matemática) pela Universidade de São Paulo. Mestre em Educação (ênfase em Ciências e Matemática) pela Universidade de São Paulo. Realizou Estágio Pós-doutoral na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), na área de Psicologia da Educação. Graduado em Física pela Universidade de São Paulo e Química (CRQ IV - 04166209) pela Universidade Municipal de Taubaté, atuando na área de Educação Científica, com ênfase em Processos Sociocognitivos de Ensino-Aprendizagem e Formação de Professores. Com formação, também, nas áreas de História e Filosofia, realiza pesquisas nos campos da História e Filosofia das Ciências, com ênfase na articulação entre episódios históricos e o ensino de ciências. Atualmente, é Professor Associado e Pesquisador na Universidade Federal de São Paulo e orientador do Programa de Pós-graduação em Ensino de Ciências e Matemática (PECMA - UNIFESP). Atua, também, como orientador e docente colaborador no Programa de Pós-graduação em Ensino e História das Ciências e Matemática, na Universidade Federal do ABC. Atuou como pesquisador do Laboratório de Ensino de Física (LAPEF) da Universidade de São Paulo (USP). É membro da American Psychological Association (APA), da Associação Brasileira de Psicanálise (ABP), da Sociedade Brasileira de História da Ciência e da ABRAPEC (Associação Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências

  • Patricia Rosana Linardi, Universidade Federal de São Paulo

    Graduação em Bacharelado e Licenciatura em Matemática pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (1995), mestrado e doutorado em Educação Matemática pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2006) e pós doutorado na Universidade Federal de São Carlos (2013), nos quais trabalhou com Jogos para o ensino de números inteiros, formação matemática e formação de professores e o uso de tecnologia pelos professores dos anos iniciais, respectivamente. Foi professora de matemática por 12 anos na escola pública do interior de São Paulo. Tenho experiência na área de Educação, com ênfase em Educação Matemática, atuando principalmente nos seguintes temas: educação matemática, formação matemática e formação de professores de matemática, Modelo dos Campos Semânticos, Linguagem e ensino-aprendizagem. Atualmente é professora do curso de Licenciatura em Ciências da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e do Programa de pós-graduação em Ciências e Matemática (PECMA) da UNIFESP – Diadema.

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Publicado

2026-05-18

Edição

Seção

Artigos - Dossiê 1
Recebido 2026-03-24
Aceito 2026-05-12
Publicado 2026-05-18

Como Citar

de Azevedo, M. N., Testoni, L. A., & Linardi, P. R. (2026). O estágio investigativo em ciências: Um campo de mediações, aprendizagem da docência e construção de sentidos. Prometeica - Revista De Filosofia E Ciências, 33, e22087 (1-12). https://doi.org/10.34024/prometeica.2026.33.22087