Exposição “Das galés às galerias”: breve história do acervo do Museu Nacional de Belas Artes, da arte brasileira e das representações e protagonismos da população negra

Autores

  • Venâncio Lázaro Batalhone Neto Universidade Federal do Rio de Janeiro
  • Helen Dias Tavares de Lima Universidade Federal do Rio de Janeiro
  • Paula Bigatti de Castro Universidade Federal do Rio de Janeiro

DOI:

https://doi.org/10.34024/pensata.2021.v10.12323

Resumo

A exposição “Das galés às galerias: representações e protagonismos do negro no acervo do Museu Nacional de Belas Artes”, realizada em 2018, foi dividida em três períodos: o Brasil da Colônia ao Império; o Brasil do Estado Novo; e o Brasil Atual. Para além das intenções manifestas pela curadoria, a estruturação, a escolha das obras e os sentidos atribuídos remetem à história da criação do acervo do museu e da história da arte no Brasil. Este artigo é o resultado de uma “visita etnográfica” à exposição, sendo estruturado a partir de sua divisão. Na primeira seção, discute-se como as obras foram deslocadas de seu sentido original de retratos de paisagens naturais e cenas do cotidiano, para uma dimensão de crítica da representação da população negra, retratada como integrante passiva dessas paisagens. Na segunda, discute-se a consolidação do modernismo no campo artístico e a mudança da visão sobre a participação de pessoas negras e pardas na construção de uma certa concepção de identidade nacional. Além da presença de teorias raciais que circulavam no início do século XX. Por fim, são apresentados momentos em que o protagonismo negro pode emergir na produção artística brasileira e discute-se temas que emergem da exposição: a agência de diretores do museu e da curadoria, e a inserção dos objetos dentro do que James Clifford chamou de “sistema arte-cultura”.

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Biografia do Autor

Venâncio Lázaro Batalhone Neto, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Atualmente é graduando no curso de Licenciatura em Ciências Sociais pela UFRJ, com conclusão prevista em junho de 2021. Está cursando também a Especialização em Política e Planejamento Urbano no IPPUR/UFRJ. Possui graduação em Engenharia Mecânica pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2012), tendo realizado duplo diploma pela École Centrale de Lyon.

Helen Dias Tavares de Lima, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Atualmente graduada (no momento da elaboração do artigo submetido, era ainda graduanda) em Licenciatura em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Foi bolsista no Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid), com o subprojeto Clique sociológico, promovendo integração entre escola e universidade. Atuou como bolsista PIBIC no projeto "Trânsitos e trajetórias de pesquisadores em campos de Ciências Sociais e Saúde", no Instituto Fernandes Figueira/FIOCRUZ e como monitora da disciplina Didática das Ciências Sociais na Faculdade de Educação da UFRJ.

Paula Bigatti de Castro, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Graduanda em Licenciatura em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

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Publicado

2022-04-19

Como Citar

Lázaro Batalhone Neto, V., Dias Tavares de Lima, H., & Bigatti de Castro, P. (2022). Exposição “Das galés às galerias”: breve história do acervo do Museu Nacional de Belas Artes, da arte brasileira e das representações e protagonismos da população negra. Pensata: Revista Dos Alunos Do Programa De Pós-Graduação Em Ciências Sociais Da UNIFESP, 10(2). https://doi.org/10.34024/pensata.2021.v10.12323

Edição

Seção

Artigos de Fluxo Contínuo
Recebido: 2021-06-20
Aceito: 2021-12-22
Publicado: 2022-04-19