Controle de tronco e função de membro superior em pacientes com distrofia muscular de Duchenne

  • Ana Lúcia Yaeko da Silva Santos Unifesp
  • Francis Meire Favero Unifesp
  • Luis Fernando Grossklauss Unifesp
  • Acary Souza Bulle Oliveira Unifesp
  • Mariana Cunha Artilheiro FMU
  • Mariana Callil Voos PUC
  • Cristina Santos Cardoso Sá Unifesp
Palavras-chave: Distrofia Muscular de Duchenne, Extremidade superior, tronco, avaliação de saúde, fisioterapia

Resumo

Objetivo. Os objetivos foram avaliar o controle de tronco e o desempenho funcional dos membros superiores (MMSS), e relacionar o nível de controle de tronco, a funcionalidade MMSS e o nível funcional de pacientes com distrofia muscular de Duchenne (DMD). Método. Estudo transversal composto por 35 pacientes diagnosticados com DMD, média de 13,26 anos, submetidos a avaliação do controle de tronco pela Avaliação Segmentar do Controle de Tronco (SATCo), o desempenho de MMSS pelo teste Jebsen Taylor (TJT) e o nível funcional pela escala Vignos. Resultados. O controle de tronco total foi mais prevalente dentre os pacientes, no subteste da escrita do TJT os pacientes tiveram período de tempo prolongado para executá-lo, o nível funcional predominante indicou que os pacientes eram cadeirantes, os quais sentavam eretos e eram capazes de conduzir a cadeira e realizar atividades de vida diária na cama ou na cadeira. Houve correlação entre controle de tronco, funcionalidade de MMSS e nível funcional, e a mesma foi fraca. Conclusão. O estudo caracterizou o controle de tronco e a funcionalidade de MMSS de pacientes com DMD, como também demonstra a relação entre eles e com nível funcional.

Métricas

Carregando métricas...

Referências

1.Bendixen RM, Senesac C, Lott DJ, Vandenborne K. Participation and quality of life in children with Duchenne muscular dystrophy using the International Classification of Functioning, Disability, and Health. Health Qual Life Outcomes 2012;10:43.
http://dx.doi.org/10.1186/1477-7525-10-43.
2.Emery AE. The muscular dystrophies. Lancet 2002;359:687-95. http://dx.doi.org/10.1016/S0140-6736(02)07815-7
3.Santos NM, Rezende M, Terni A, Hayashi MCB, Fávero FM, Quadros AAJ, et al. Perfil clínico e funcional dos pacientes com distrofia muscular de Duchenne assistidos na Associação Brasileira de Distrofia Muscular (ABDIM). Rev Neurocienc 2006;14:15-22.
4.Rachwani J, Santamaria V, Saavedra SL, Wood S, Porter F, Woollacott MH. Segmental trunk control acquisition and reaching in typically developing infants. Exp Brain Res 2013;228:131-9. http://dx.doi.org/10.1007/s00221-013-3544-y
5.Rachwani J, Santamaria V, Saavedra SL, Woollacott MH. The development of trunk control and its relation to reaching in infancy: a longitudinal study. Front Hum Neurosci 2015;9:94. http://dx.doi.org/10.3389/fnhum.2015.00094
6.Voos M, Favero F, Dias K, Artilheiro M, Oliveira A, Caromano F. Dissociation between motor and cognitive skills in subjects with Duchenne muscular dystrophy. Neuromuscul Disord 2015;25(suppl 2):S306.
7.Anthony JC, LeResche L, Niaz U, von Korff MR, Folstein MF. Limits of the 'Mini-Mental State' as a screening test for dementia and delirium among hospital patients. Psychol Med 1982;12:397-408. http://dx.doi.org/10.1017/s0033291700046730
8.Brucki SM, Nitrini R, Caramelli P, Bertolucci PH, Okamoto IH. Sugestões para o uso do mini-exame do estado mental no Brasil. Arq Neuropsiquiatr 2003;61:777-81. http://dx.doi.org/10.1590/s0004-282x2003000500014
9.Sá CdSCd, Fávero FM, Voos MC, Choren F, Carvalho RdP. Brazilian version of the Segmental Assessment of Trunk Control (SATCo). Fisioter Pesqui 2017;24:89-99. http://dx.doi.org/10.1590/1809-2950/16955824012017
10.Butler PB, Saavedra S, Sofranac M, Jarvis SE, Woollacott MH. Refinement, reliability, and validity of the segmental assessment of trunk control. Pediatr Phys Ther 2010;22:246-57. http://dx.doi.org/10.1097/PEP.0b013e3181e69490
11.Jebsen RH, Taylor N, Trieschmann RB, Trotter MJ, Howard LA. An objective and standardized test of hand function. Arch Phys Med Rehabil 1969;50:311-9.
12.Artilheiro MC, Favero FM, Caromano FA, Oliveira ASB, Carvas NJ, Voos MC, et al. Reliability, validity and description of timed performance of the Jebsen-Taylor Test in patients with muscular dystrophies. Braz J Phys Ther 2018;22:190-7. http://dx.doi.org/10.1016/j.bjpt.2017.09.010
13.Vignos PJ, Jr., Archibald KC. Maintenance of ambulation in childhood muscular dystrophy. J Chronic Dis 1960;12:273-90. http://dx.doi.org/10.1016/0021-9681(60)90105-3
14.Hulle SB, Cummings SR, Browner WS, Grady DG, Newman TB. Delineando a pesquisa clinica: uma abordagem epidemiológica. 3a ed. São Paulo: Artmed; 2008.
15.Sá CSC, Fagundes IK, Araujo TB, Oliveira AS, Favero FM. The relevance of trunk evaluation in Duchenne muscular dystrophy: the segmental assessment of trunk control. Arq Neuropsiquiatr 2016;74:791-5. http://dx.doi.org/10.1590/0004-282X20160124
16.Artilheiro MC, Sa CSC, Favero FM, Caromano FA, Voos MC. Patients with Duchenne and Becker muscular dystrophies are not more asymmetrical than healthy controls on timed performance of upper limb tasks. Braz J Med Biol Res 2017;50:e6031. http://dx.doi.org/10.1590/1414-431X20176031
17.Bartels B, Pangalila RF, Bergen MP, Cobben NA, Stam HJ, Roebroeck ME. Upper limb function in adults with Duchenne muscular dystrophy. J Rehabil Med 2011;43:770-5.
http://dx.doi.org/10.2340/16501977-0841
18.Hodges P, Cresswell A, Thorstensson A. Preparatory trunk motion accompanies rapid upper limb movement. Exp Brain Res 1999;124:69-79. http://dx.doi.org/10.1007/s002210050601
19.Shumway-Cook A, Woollacott M. Alcance, preensão e manipulação normais. Controle Motor: teoria e aplicações práticas. 3ª ed. Chaim MCB. Barueri: Manole, 2010, p.449-73.
20.Landfeldt E, Lindgren P, Bell CF, Guglieri M, Straub V, Lochmuller H, et al. Quantifying the burden of caregiving in Duchenne muscular dystrophy. J Neurol 2016;263:906-15. http://dx.doi.org/10.1007/s00415-016-8080-9
21.Bushby K, Finkel R, Birnkrant DJ, Case LE, Clemens PR, Cripe L, et al. Diagnosis and management of Duchenne muscular dystrophy, part 1: diagnosis, and pharmacological and psychosocial management. Lancet Neurol 2010;9:77-93. http://dx.doi.org/10.1016/S1474-4422(09)70271-6
22.Smith AD, Koreska J, Moseley CF. Progression of scoliosis in Duchenne muscular dystrophy. J Bone Joint Surg Am 1989;71:1066-74.
23.Yamashita T, Kanaya K, Yokogushi K, Ishikawa Y, Minami R. Correlation between progression of spinal deformity and pulmonary function in Duchenne muscular dystrophy. J Pediatr Orthop 2001;21:113-6. http://dx.doi.org/10.1097/00004694-200101000-00022
24.Baptista CR, Costa AA, Pizzato TM, Souza FB, Mattiello-Sverzut AC. Postural alignment in children with Duchenne muscular dystrophy and its relationship with balance. Braz J Phys Ther 2014;18:119-26. http://dx.doi.org/10.1590/S1413-35552012005000152
Publicado
2018-10-09
Como Citar
Yaeko da Silva Santos, A. L., Favero, F. M., Grossklauss, L. F., Souza Bulle Oliveira, A., Cunha Artilheiro, M., Callil Voos, M., & Santos Cardoso Sá, C. (2018). Controle de tronco e função de membro superior em pacientes com distrofia muscular de Duchenne. Revista Neurociências, 26, 1-19. https://doi.org/10.34024/rnc.2018.v26.9852
Seção
Artigos Originais

##plugins.generic.recommendByAuthor.heading##