Doenças Ocupacionais em Músicos

uma Abordagem Fisioterapêutica

Autores

  • Rita de Cássia dos Reis Moura Fisioterapeuta e musicista
  • Sissy Veloso Fontes Fisioterapeuta da Unifesp, Educadora Física e Docente da UNIBAN, UMESP E UNISANTA.
  • Marcia Maiumi Fukujima Neurologista, docente da UNIBAN e UNISANTA

DOI:

https://doi.org/10.34024/rnc.2000.v8.8938

Palavras-chave:

Doenças ocupacionais, músicos, fisioterapia, doença neuromuscular, distonia focal

Resumo

Muitos instrumentistas dedicam várias horas diárias ao estudo técnico de seu instrumento e às atividades decorrentes de sua profissão. Os músicos apresentam, como principais distúrbios neurológicos, desordens musculoesqueléticas, neuropatias compressivas e disfunção motora. As compressões mais comuns são síndrome do nervo interósseo, do desfiladeiro torácico e síndrome do túnel do carpo. Essas disfunções ocorrem por compressão direta do instrumento sobre o trajeto superficial do nervo, por posturas inadequadas ao posicionar o instrumento, por estreitamento de locais relacionados ao trajeto do nervo decorrentes de movimentos repetitivos. Distonia focal ocorre em 9% a 14% dos músicos. Apontamos a necessidade de profissionais que tratam de disfunções físicas elaborarem protocolos de abordagem preventiva e terapêutica. As técnicas mais utilizadas pela fisioterapia são: Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva, Miofascioterapia, Feldenkrais, Rolfing, IsoStretching, Reeducação Postural Global, Hidroterapia, Técnica de Alexander, Método de Manipulação Vertebral Maitland. Essas técnicas devem ser aplicadas e comparadas por meio de estudos controlados, para obtermos os subsídios necessários à elaboração de protocolos de conduta.

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Publicado

2000-09-30

Como Citar

Moura, R. de C. dos R., Fontes, S. V., & Fukujima, M. M. (2000). Doenças Ocupacionais em Músicos: uma Abordagem Fisioterapêutica. Revista Neurociências, 8(3), 103–107. https://doi.org/10.34024/rnc.2000.v8.8938

Edição

Seção

Artigos Originais
Recebido em 2019-02-01
Publicado em 2000-09-30

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