Radicais Livres e Neurodegeneração

Entendimento Fisiológico: Base para Nova Terapia?

Autores

  • Weyler Galvão Pôrto Pós-graduando, nível doutorado, do Departamento de Psicobiologia de Escola Paulista de Medicina – Unifesp

DOI:

https://doi.org/10.34024/rnc.2001.v9.8922

Palavras-chave:

Radicais livres, neurodegeneração, doença de Alzheimer, doença de Parkinson, doença de Huntington, esclerose lateral amiotrófica, síndrome de Down, esquizofrenia

Resumo

Radicais livres (RL) são toda e qualquer substância capaz de vida independente e que contém um ou mais elétrons nãoemparelhados. RL são implicados como agentes causais e/ou conseqüência de atividades patológicas. Os seres humanos constantemente formam radicais livres e outras espécies reativas do oxigênio por meio de síntese deliberada e também por efeito colateral de reações químicas adversas. Eles são removidos por agentes de defesa antioxidantes enzimáticos e não-enzimáticos. Quando essas defesas são inadequadas, ocorre estresse oxidativo que pode danificar substratos orgânicos. Em menor proporção, o estresse oxidativo causa certas condições clínicas. No entanto, é mais comum que o estresse oxidativo seja uma conseqüência de patologias. Atualmente, acredita-se que determinadas patologias neurodegenerativas, em sua gênese, têm ligação direta com a atividade de radicais livres. Entre elas se encontram a doença de Alzheimer, a doença de Parkinson, a doença de Huntington, a esclerose lateral amiotrófica, a esquizofrenia, a degeneração de gânglios da base, a atrofia sistêmica múltipla e a degeneração supranuclear progressiva. O entendimento adequado sobre os radicais livres é mister para a manipulação adequada destes como possível fonte de futuros medicamentos

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Publicado

2001-06-30

Como Citar

Pôrto, W. G. (2001). Radicais Livres e Neurodegeneração: Entendimento Fisiológico: Base para Nova Terapia?. Revista Neurociências, 9(2), 70–76. https://doi.org/10.34024/rnc.2001.v9.8922

Edição

Seção

Artigos Originais
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