Trombólise no AVCI agudo em um Hospital da Rede Pública:

a experiência do Hospital de Clínicas de Porto Alegre

Autores

  • Sheila Cristina Ouriques Martins Neurologista vascular da Unidade Vascular do Hospital de Clínicas de Porto Alegre e do Instituto de Medicina Vascular do Hospital Mãe de Deus (HMD).
  • Rosane Brondani Neurologista vascular da Unidade Vascular do Hospital de Clínicas de Porto Alegre e do Instituto de Medicina Vascular do Hospital Mãe de Deus (HMD).
  • Alan Christmann Frohlich Residente do Serviço de Neurologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre.
  • Raphael Machado Castilhos Residente do Serviço de Neurologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre.
  • Cleber Camilo Dallalba Residente do Serviço de Neurologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre.
  • Jéssica Brugnera Mesquita Residente do Serviço de Neurologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre.
  • Márcia Lorena Fagundes Chaves Chefe do Serviço de Neurologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre.
  • Luiz Antonio Nasi Chefe do Serviço de Emergência e da Unidade Vascular do Hospital de Clínicas de Porto Alegre.

DOI:

https://doi.org/10.34024/rnc.2007.v15.8691

Palavras-chave:

Acidente cerebrovascular, Terapia trombolítica, Saúde pública

Resumo

Introdução. Poucos hospitais públicos no Brasil estão estruturados para utilizar rtPA no acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico agudo. Relatamos a experiência de 1 ano de trombólise no AVC isquêmico na Unidade Vascular do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, um hospital público, Universitário. Método. Foi criada uma Unidade Vascular na Emergência, formada uma equipe de AVC, realizados treinamentos, implementados protocolos e padronizado o rtPA. Resultados. Foram trombolisados 36 pacientes com rtPA endovenoso no período de 1 ano. A taxa de elegibilidade para o tratamento foi de 15%. A média do escore do NIHSS na chegada foi de 12; 61% dos pacientes apresentaram-se com escore NIH 0–1 e 67% com independência funcional em 3 meses. Sangramento ce­rebral sintomático ocorreu em 4 pacientes (1 fatal). A mortalidade total foi de 8%. Tempo porta tomografia foi de 28 minutos e porta-agulha de 74 minutos. Conclusão. A trombólise com rtPA foi efeti­vamente realizada em um hospital escola público, onde existe um grande volume de pacientes, geralmente com mais comorbidades e que chegam mais tardiamente para o atendimento. A organização dos hospitais e a aprovação do rtPA no sistema público de saúde pode diminuir o impacto do AVC no Brasil.

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Referências

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Publicado

2007-09-30

Como Citar

Martins, S. C. O., Brondani, R., Frohlich, A. C., Castilhos, R. M., Dallalba, C. C., Mesquita, J. B., … Nasi, L. A. (2007). Trombólise no AVCI agudo em um Hospital da Rede Pública:: a experiência do Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Revista Neurociências, 15(3), 219–225. https://doi.org/10.34024/rnc.2007.v15.8691

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