Influência dos Distúrbios do Sono no comportamento da criança

Autores

  • Clarisse Potasz Terapeuta Ocupacional, doutoranda do setor de Neuro-Sono da Disciplina de Neurologia e da Disciplina de Medicina de Urgências e Medicina Baseada em Evidências da Unifesp.
  • Luciane BC Carvalho Psicóloga, Pós-Doutorado em Distúrbios do Sono, Coordenadora do Ambulatório Neuro-Sono da Disciplina de Neurologia da Unifesp
  • Vivian B Natale Graduanda em Medicina pela Unifesp.
  • Claudia RA Russo Graduanda em Medicina pela Unifesp.
  • Vanessa R Ferreira Psicóloga, mestranda do setor de Neuro-Sono da Disciplina de Neurologia e da Disciplina de Medicina de Urgências e Medicina Baseada em Evidências da Unifesp.
  • Maria José V Varela Psicóloga, mestranda do setor de Neuro-Sono da Disciplina de Neurologia e da Disciplina de Medicina de Urgências e Medicina Baseada em Evidências da Unifesp.
  • Lucila BF Prado Pediatra, Doutora, Coordenadora do Laboratório Neuro-Sono da Disciplina de Neurologia da Unifesp.
  • Gilmar F Prado Neurologista, Pós-Doutorado, Professor Adjunto do Departamento de Medicinia da Unifesp e Chefe do setor de Neuro-Sono da Disciplina de Neurologia da Unifesp.

DOI:

https://doi.org/10.4181/RNC.2008.16.124

Palavras-chave:

Criança, Comportamento, Sono, Transtornos do Sono

Resumo

Introdução. Os distúrbios do sono (DS) podem aparecer em qualquer fase da vida e podem ser influenciados por fatores culturais, psicológicos e sociais. Há uma estreita relação entre problemas noturnos e as alterações diurnas do comportamento. O objetivo deste estudo foi averiguar hábitos de sono, a prevalência de DS e a relação com o comportamento de crianças. Método. Foram incluídas crianças na faixa etária de 3 a 14 anos. Os pais das crianças responderam a questionários sobre alteração do sono na infância, em duas escolas da zona Sul da cidade de São Paulo. Resultados. Os hábitos de sono mais prevalentes foram: ser acordadas por alguém (43,6%), dividir quarto com outra pessoa (43,6%), sonolência excessiva diurna (14,5%), despertar por ruídos leves durante a noite (14,5%). As crianças mais novas dormiram mais tempo que as mais velhas. Das 36 crianças descritas como tendo sono agitado (65%), 17 apresentaram dificuldades de concentração. Dentre as 24 crianças descritas como “crianças agitadas” (44%), 18 apresentaram sono agitado e 10 roncavam. Conclusão. As crianças que roncaram apresentaram problemas de concentração, sono agitado, agressividade e choro.

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Referências

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Publicado

2008-06-30

Como Citar

Potasz, C., Carvalho, L. B., Natale, V. B., Russo, C. R., Ferreira, V. R., Varela, M. J. V., … Prado, G. F. (2008). Influência dos Distúrbios do Sono no comportamento da criança. Revista Neurociências, 16(2), 124–129. https://doi.org/10.4181/RNC.2008.16.124

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