Atividade física e esporte adaptado nos transtornos neurogênicos

Autores

  • Emerson Fachin Martins Fisioterapeuta, Doutor em Neurociência e Comportamento pela USP, Professor Adjunto da Faculdade de Ceilândia (FCE) da Universidade de Brasília (UnB)

DOI:

https://doi.org/10.4181/RNC.2009.17.273

Palavras-chave:

Atividade Motora, Medicina Esportiva, Educação, Terapia por Exercício, Neurologia

Resumo

A atividade física assumiu um papel importante no tratamento de transtornos neurogênicos em todos os níveis de atenção à saúde. A prática de atividade física e esporte produz efeitos que são utilizados em programas educativos e terapêuticos com contribuições física, mental, psíquica e sócio-cultural. Os programas de atividade física e esporte adaptado podem ser orientados de maneira a explorar os efeitos terapêuticos da utilização do movimento em modalidades passivas ou ativas de recrutamento neuromuscular. Fatores intrínsecos e extrínsecos às doenças neurológicas devem ser considerados, uma vez que os danos que afetam o sistema nervoso geram perdas funcionais definidos aqui como transtornos que interferem nas habilidades individuais. Para eliminar os impedimentos intrínsecos, programas devem ser estruturados considerando-se o período de manifestação da doença (pré-patológico ou patológico), o caráter progressivo desta manifestação e o conjunto de disfunções isoladas ou combinadas de transtornos sensoriais, motores ou cognitivos. Outros impedimentos, porém agora extrínsecos, que devem ser considerados são obstáculos gerados por locais inapropriados, transportes não adaptados, falta de oportunidades no meio social, acesso a equipamentos adequados e profissionais capacitados. Avaliando-se e considerando-se os fatores intrínsecos e extrínsecos é possível estabelecer programas de atividade física e esporte adaptado que contribuem para o processo de reabilitação.

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Publicado

2009-09-30

Como Citar

Martins, E. F. (2009). Atividade física e esporte adaptado nos transtornos neurogênicos. Revista Neurociências, 17(3), 273–280. https://doi.org/10.4181/RNC.2009.17.273

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