Treino Orientado à Tarefa na Doença de Charcot-Marie-Tooth do Tipo II

Estudo de Caso

Autores

  • Tatiane Bratti Acadêmica do Curso de Fisioterapia do Centro de Ciências da Saúde e do Esporte, Universidade do Estado de Santa Catarina, UDESC, Florianópolis-SC, Brasil.
  • Pablo Tortato Waltrick Orientador, Mestre em Neurociências, Professor da Faculdade Estácio de Sá de Santa Catarina, Florianópolis -SC, Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.34024/rnc.2009.v17.8534

Palavras-chave:

Doença de Charcot-Marie-Tooth, Fisioterapia, Exercícios de Alongamento Muscular, Equilíbrio Postural, Marcha

Resumo

A Doença de Charcot-Marie-Tooth ocorre em cerca de uma a cada 2500 pessoas e se caracteriza pela degeneração da parte distal dos nervos motores e sensitivos. É classificada de acordo com a parte do nervo que é afetada e subclassificada conforme o gene que a causa. Tratou-se uma paciente com o tipo II, caracterizado pela perda axonal do nervo e maior comprometimento dos membros inferiores. A intervenção fisioterapêutica foi composta de 32 atendimentos. Avaliou-se o efeito da mesma sobre o tônus, o equilíbrio e a independência da marcha bem como sua permanência ou não após a fisioterapia. A paciente apresentou espasticidade, o que é pouco comum. Além disso, déficit de equilíbrio estático e dinâmico e uma marcha dificultada pela incapacidade de levantar o antepé, como o descrito na literatura. Observou-se melhora no equilíbrio estático e dinâmico, visualizada através da realização do teste de Berg bem como na mobilidade funcional e risco de quedas, verificados através do Teste do Tempo de Levantar e Andar antes e após o tratamento. Houve diminuição da incidência das quedas influenciada pelo trabalho de alongamento, que diminuiu a espasticidade, e pelo treino de equilíbrio estático e dinâmico responsável pela melhora da mobilidade funcional da paciente.

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Publicado

2009-12-31

Como Citar

Bratti, T., & Waltrick, P. T. (2009). Treino Orientado à Tarefa na Doença de Charcot-Marie-Tooth do Tipo II: Estudo de Caso. Revista Neurociências, 17(4), 381–388. https://doi.org/10.34024/rnc.2009.v17.8534

Edição

Seção

Relato de Caso

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