Plasticidade cortical e técnicas de fisioterapia neurológica na ótica da neuroimagem

Autores

  • Gabriela Barato Fisioterapeuta, Especialista em Fisioterapia Neurofuncional, pela Universidade Gama Filho – UGF, Rio Grande do Sul.
  • Tatiana Fernandes Fisioterapeuta, Especialista em Fisioterapia Neurofuncional, pela Universidade Gama Filho – UGF, Rio Grande do Sul.
  • Mariana Pacheco Fisioterapeuta, Colaboradora do Instituto Brasileiro de Biociências Neurais – IBBN, Rio de Janeiro, RJ
  • Victor Hugo Bastos Fisioterapeuta, Doutorando em Saúde Mental, Instituto de Psiquiatria (IPUB) da Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ, Professor Pesquisador do Centro Universitário Metodista do Rio, Professor-pesquisador do Instituto Brasileiro de Biociências Neurais (IBBN-RJ), Professor da Pós-Graduação em Fisioterapia Neurofuncional (UGF-RS), Rio de Janeiro, RJ
  • Sergio Machado Educador Físico, Doutorando em Saúde Mental (IPUB, UFRJ), Professor-pesquisador do Instituto Brasileiro de Biociências Neurais (IBBN-RJ), Rio de Janeiro, RJ.
  • Mariana Pimentel de Mello Fisioterapeuta, Aluna do Programa de Iniciação Científica do Serviço de Neurologia – UFF, Niterói, RJ.
  • Júlio Guilherme Silva Fisioterapeuta, Doutorando em Saúde Mental (IPUB/UFRJ), Coordenador da Pós-Graduação em Fisioterapia Neurofuncional (UGF-RS), Professor-pesquisador do Instituto Brasileiro de Biociências Neurais (IBBN-RJ), Rio de Janeiro, RJ
  • Marco Orsini Graduando em Medicina, Doutorando em Neurologia (Universidade Federal Fluminense - UFF), Professor Titular do Programa de Iniciação Científica da Escola Superior de Ensino Helena Antipoff (ESEHA), Niterói, RJ.

DOI:

https://doi.org/10.34024/rnc.2009.v17.8527

Palavras-chave:

Acidente Vascular Encefálico, Membro Superior, Plasticidade Neuronal, Ressonância Magnética

Resumo

O acidente vascular encefálico (AVE) gera um impacto nas estruturas e funções do corpo, prejudicando a independência funcional dos indivíduos afetados. Novas abordagens conceituais têm permitido uma nova visão do sistema nervoso como um órgão dinâmico, constituindo uma unidade funcional com o corpo, o ambiente e características plásticas, através do exercício funcional em diferentes contextos. Portanto, o objetivo deste estudo foi verificar a dinâmica da reorganização do sistema nervoso central após a aplicação de técnicas de fisioterapia neurológica, particularmente, Terapia de Restrição e Indução do Movimento, Observação de Ação e Prática Mental destinadas à recuperação funcional de sujeitos com membros superiores hemiparéticos pós-AVE por meio de estudos que utilizaram imagens de ressonância magnética funcional. Conforme observado nos estudos selecionados, os resultados referentes à ativação cerebral mostraram-se inconsistentes. Portanto, conclui-se que o cérebro encontra diferentes vias para sua reorganização. Este fato deve-se possivelmente as diferentes áreas lesionadas e também devido às diferentes características de cada técnica de reabilitação utilizada nos estudos.

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Referências

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Publicado

2009-12-31

Como Citar

Barato, G., Fernandes, T., Pacheco, M., Bastos, V. H., Machado, S., Mello, M. P. de, … Orsini, M. (2009). Plasticidade cortical e técnicas de fisioterapia neurológica na ótica da neuroimagem. Revista Neurociências, 17(4), 342–348. https://doi.org/10.34024/rnc.2009.v17.8527

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