Efeitos do Treino Funcional pós Bloqueio Químico em Crianças com Paralisia Cerebral

Relato de Caso

Autores

  • Bruna Mello Bernardi Fisioterapeuta, especializanda em Fisioterapia Motora Hospitalar e Ambulatorial aplicada à Neurologia pela UNIFESP, São Paulo-SP, Brasil
  • Anna Amélia Pereira da Motta Fisioterapeuta, especialista em Fisioterapia Motora Hospitalar e Ambulatorial aplicada à Neurologia pela UNIFESP, São Paulo-SP, Brasil
  • Kátia Maria Gonçalves Allegretti Fisioterapeuta, especialista em Fisioterapia Motora Hospitalar e Ambulatorial aplicada à Neurologia pela UNIFESP, São Paulo-SP, Brasil.
  • Vanessa Costa Monteiro Fisioterapeuta, especialista em Fisioterapia Motora Hospitalar e Ambulatorial aplicada à Neurologia pela UNIFESP, São Paulo-SP, Brasil.
  • Heloíse Cazangi Borges Fisioterapeuta, especialista em Fisioterapia Motora Hospitalar e Ambulatorial aplicada à Neurologia pela UNIFESP, São Paulo-SP, Brasil
  • Therezinha Rosane Chamlian Médica, Doutora, Professora Afiliada Chefe da Clínica da Disciplina de Fisiatria do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da UNIFESP e Diretora Técnica do Lar Escola São Francisco, São Paulo-SP, Brasil
  • Danilo Masiero Médico, Doutor, Professor Associado Chefe da Disciplina de Fisiatria do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da UNIFESP, São Paulo-SP, Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.34024/rnc.2010.v18.8493

Palavras-chave:

Paralisia Cerebral, Bloqueio Neuromuscular, Fisioterapia, Funcionalidade

Resumo

Objetivo. avaliar os efeitos do treinamento funcional pós bloqueio químico na função motora, na amplitude de movimento passiva e na espasticidade de crianças com paralisia cerebral espástica. Método. foram selecionados 5 pacientes, porém somente 1 concluiu o estudo. O paciente LGP com diagnóstico de paralisia cerebral espástica diparética, do sexo masculino, e com 6 anos de idade, foi avaliado pré e pós bloqueio químico e pós intervenção fisioterapêutica. Os itens avaliados foram função motora grossa pelo Gross Motor Function Measure (GMFM), Amplitude de Movimento (ADM) passiva pela goniometria, e grau de espasticidade pela Escala Modificada de Ashworth. A intervenção fisioterapêutica consistiu em 12 sessões de treinamento funcional, com duração de 1 hora cada. Resultados.foi observado um aumento nos escores do GMFM e nos valores da ADM passiva em relação às 3 avaliações, sem grandes alterações no grau de espasticidade. Considerações finais. neste caso estudado houve melhora das habilidades funcionais com o treinamento funcional pós bloqueio químico. No entanto, sugerimos mais pesquisas com uma amostra maior para a comprovação dos resultados

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Publicado

2010-06-30

Como Citar

Bernardi, B. M., da Motta, A. A. P., Allegretti, K. M. G., Monteiro, V. C., Borges, H. C., Chamlian, T. R., & Masiero, D. (2010). Efeitos do Treino Funcional pós Bloqueio Químico em Crianças com Paralisia Cerebral: Relato de Caso. Revista Neurociências, 18(2), 166–171. https://doi.org/10.34024/rnc.2010.v18.8493

Edição

Seção

Relato de Caso

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