Avaliação da qualidade do sono e sonolência excessiva diurna em mulheres idosas com incontinência urinária

Autores

  • Daniela Carvalho Fonseca Graduanda em Fisioterapia pelo Centro Universitário de Lavras UNILAVRAS-MG, Lavras-MG, Brasil.
  • Daniel Antero Almeida Galdino Biomédico Universidade FUMEC - MG, mestrando pela UNIFAL, Alfenas-MG, Brasil.
  • Laíz Helena Castro Toledo Guimarães Fisioterapeuta, mestre pela UNIFESP, professora do Centro Universitário de Lavras UNILAVRAS-MG, Lavras-MG, Brasil.
  • Débora Almeida Galdino Alves Fisioterapeuta, mestre pela UNIFESP, professora do Centro Universitário de Lavras UNILAVRAS-MG, Lavras-MG, Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.34024/rnc.2010.v18.8458

Palavras-chave:

Incontinência Urinária, Sono, Idosos

Resumo

Objetivo. O objetivo deste estudo foi avaliar a qualidade do sono e a sonolência excessiva diurna em mulheres idosas com incontinência urinária. Método. Foram avaliadas 30 mulheres idosas com incontinência urinária através do questionário de qualidade do sono de Pittsburgh (PSQI) que varia entre 1 a 21 pontos sendo que índice ≥ 5 indicam uma qualidade de sono ruim e da escala de sonolência de Epworth, que avalia a chance de cochilar variando de 0 a 24 pontos sendo que valores acima de 11 indicam sonolência excessiva. Resultados. A média de idade do grupo foi de 71,1 anos sendo a Frequência Urinária (FU) diurna de 3,3 vezes ao dia e Frequência Urinária (FU) noturna de 1,5 vezes por noite. Os tipos de incontinência urinária mais encontrado foi a incontinência urinária de esforço e a incontinência urinária mista. Em relação ao PSQI 86,7% das mulheres apresentaram valores ≥ 5 (qualidade do sono ruim) e na escala de Epworth foi encontrado um média de 7,8 pontos sendo que 23,3% apresentaram sonolência excessiva diurna. Conclusão. As mulheres com incontinência urinária apresentaram uma pobre qualidade do sono, embora não tenham apresentado sonolência excessiva diurna.

Referências

Santos VV. Incontinência urinária feminina. Rev Portuguesa Clin Geral. 2003;19:360-75.

Higa R, Lopes MHBM, Reis MJ. Fatores de risco para incontinência urinária na mulher. R Escola de Enfermagem 2008;42:187-92. DOI: https://doi.org/10.1590/S0080-62342008000100025

Guccione AA. Fisioterapia Geriátrica. 2ª. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002, 470p.

Lopes MHBM, Higa R. Restrições causadas pela incontinência urinária à vida da mulher. Revista Escola de Enfermagem USP 2006;40:34-41. DOI: https://doi.org/10.1590/S0080-62342006000100005

Dellú MC, Zácaro PMD, Schmitt ACB. Prevalência de sintomas urinários e fatores obstétricos associados em mulheres adultas. Rev Bras Fisioterap 2008;12:482-7. DOI: https://doi.org/10.1590/S1413-35552008005000005

Caetano AS, Tavares MCGCF, Lopes MHBM. Incontinência urinária e a prática de atividades físicas. Rev Bras Med Espor 2007;13:270-4. DOI: https://doi.org/10.1590/S1517-86922007000400012

Matheus LM, Mazzari CF, Mesquita RA, Oliveira J. Influência dos exercícios perineais e dos cones vaginais, associados à correção postural, no tratamento da incontinência urinária feminina. Rev Bras Fisioterap 2006;10: 387-92. DOI: https://doi.org/10.1590/S1413-35552006000400005

Corrêa K, Ceolim MF. Qualidade do sono em pacientes idosos com patologias vasculares periféricas. Rev Escola Enfermagem da USP 2008;42:12-8. DOI: https://doi.org/10.1590/S0080-62342008000100002

Verri F, Garcia AR, Zum PRJ, Almeida EO, Falcon-antenucci RM, Shibayama R. Avaliação da Qualidade do Sono em Grupos com Diferentes Níveis de Desordem Temporomandibular. Pesq Bras Odontoped Clin Integr 2008;8: 165-9. DOI: https://doi.org/10.4034/1519.0501.2008.0082.0006

Reis RB, Cologna AJ, Martins ACP, Paschoalin EL, Tucci JRS, Suaid HS. Incontinência urinária no idoso. Acta Cir Bras 2003;18:47-51. DOI: https://doi.org/10.1590/S0102-86502003001200018

Biliwise DL, Foley DJ, Vitiello MV, Ansari FP, Ancoli-israel S, Walsh JK. Nocturia and disturbed sleep in the elderly. Sleep Medicine. Atlanta, USA 2009;10:540-8.

Auge AP, Zucchi CM, Costa FMP, Nunes K, Cunha LPM, Silva PVF, et al. Comparações entre os índices de qualidade de vida em mulheres com incontinência urinária submetidas ou não ao tratamento cirúrgico. Rev Bras Ginecol Obstétr 2006;28:352-7. DOI: https://doi.org/10.1590/S0100-72032006000600006

Vitorino DFM, Carvalho LBC, Prado GF. Hydrotherapy and conventional physiotherapy improve total sleep time and quality of life of fibromialgia patients: randomized clinical trial. Sleep Medicine. Atlanta, USA 2006;7:293-6.

Chellappa SL, Araujo JF. Qualidade subjetiva do sono em pacientes com transtorno depressivo. Estudos de Psicologia 2007;12:269-74. DOI: https://doi.org/10.1590/S1413-294X2007000300009

Souza ELBL. Fisioterapia aplicada à obstetrícia: aspectos de ginecologia e neonatologia. 3ª. ed. Rio de Janeiro: Medsi. 2002, 547p.

Abreu NS, Bsracho ES, Tirado MGA, Dias RC. Qualidade de vida na perspectiva de idosas com incontinência urinária. Revista Brasileira Fisioterapia 2007;11:429-36. DOI: https://doi.org/10.1590/S1413-35552007000600003

Antunes HK, Andersen ML, Tufik S, Mello MT. Privação de sono e exercício físico. Rev Bras Med Esporte 2008; 14:51-6. DOI: https://doi.org/10.1590/S1517-86922008000100010

Souza CL, Aldridhi JM, Filho GL. Qualidade do sono em mulheres paulistanas no climatério. Rev Associação Méd Bras 2005;51:170-6. DOI: https://doi.org/10.1590/S0104-42302005000300019

Downloads

Publicado

2010-09-30

Edição

Seção

Artigos Originais

Como Citar

1.
Fonseca DC, Galdino DAA, Guimarães LHCT, Alves DAG. Avaliação da qualidade do sono e sonolência excessiva diurna em mulheres idosas com incontinência urinária. Rev Neurocienc [Internet]. 30º de setembro de 2010 [citado 25º de setembro de 2026];18(3):294-9. Disponível em: https://periodicos.unifesp.br/neurociencias/article/view/8458