A Equoterapia na Distrofia Muscular de Duchenne

Avaliação da Função, Equilíbrio e Qualidade de Vida

Autores

  • Paula Moreira Clemente Fisioterapeuta, Especialista em Intervenção Fisioterapêutica em Doenças Neuromusculares UNIFESP, São Paulo-SP, Brasil.
  • Liana Pires Santos Psicopedagoga, especialista em educação especial e psicomotricidade, PUC, São Paulo-SP, Brasil.
  • Anna Carolina Xavier e Chaves Fisioterapeuta, Especialista em Hidroterapia em Doenças Neuromusculares UNIFESP, São Paulo-SP, Brasil.
  • Francis Meire Fávero Fisioterapeuta, Mestre em Ciências pela UNIFESP, São Paulo-SP, Brasil
  • Sissy Veloso Fontes Fisioterapeuta, Professora de Educação Física, Doutora em Ciências pela UNIFESP, São Paulo-SP, Brasil.
  • Maria Fernanda CR Campos Médica Neurologista Infantil, Coordenadora do Ambulatório de Neuropediatria do Setor Neuromuscular da UNIFESP, São Paulo-SP, Brasil.
  • Acary Souza Bulle Oliveira Neurologista, Professor Filiado da Disciplina de Neurologia do Departamento de Neurologia e Neurocirurgia da UNIFESP, São Paulo-SP, Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.34024/rnc.2010.v18.8448

Palavras-chave:

Distrofia Muscular de Duchenne, Equoterapia, Equilíbrio, Funcionalidade, Qualidade de Vida

Resumo

Objetivo. Verificar os efeitos do cavalo no equilíbrio de tronco, funcionalidade e qualidade de vida em um paciente com Distrofia Muscular de Duchenne, por meio das escalas AUQEI (Autoquestionnaire Qualité de VieEnfant Imagé), EK (Egen Klassifikation) e Escala de equilíbrio utilizada na ABDIM. Método. Paciente com diagnóstico de DMD, 8 anos, cadeirante. Os questionários foram aplicados na 1ª e na 12ªsessão. Terapia com a duração de 30 minutos, uma sessão por semana. Resultados. Escala de Equilíbrio, observou-se na 1ª avaliação ausência do alinhamento de tronco e presente alinhamento de membro inferior, na 2ª avaliação adquiriu alinhamento de tronco e sem alinhamento de membro inferior. No equilíbrio dinâmico, no plano frontal e sagital, a amplitude de movimento evoluiu de incompleto para completo. Não aconteceram modificações no plano transversal. Na escala de EK, na 1ª avaliação apresentou um escore de 6 e 2ª, evoluiu para 4. Escala de AUQEI: na 1ª e 2ª avaliação não teve alteração, apresentando um resultado de 57 pontos. Conclusão. Observamos melhora do alinhamento de tronco e funcionalidade para atividades diárias. A qualidade de vida se manteve.

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Publicado

2010-12-31

Como Citar

Clemente, P. M., Santos, L. P., Xavier e Chaves, A. C., Fávero, F. M., Fontes, S. V., Campos, M. F. C., & Oliveira, A. S. B. (2010). A Equoterapia na Distrofia Muscular de Duchenne: Avaliação da Função, Equilíbrio e Qualidade de Vida. Revista Neurociências, 18(4), 479–484. https://doi.org/10.34024/rnc.2010.v18.8448

Edição

Seção

Relato de Caso
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