Avaliação da Variabilidade da Frequência Cardíaca em Pacientes com Lesão Medular

  • José Luis Rodrigues Barbosa Pós-Graduando em Fisioterapia em Neurologia na Universidade Metodista de São Paulo – UMESP, São Bernardo do Campo-SP, Brasil.
  • Domingos Belasco Junior Fisioterapeuta, Doutor em Ciências pela Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP-EPM, Docente do curso de Fisioterapia da Universidade Metodista de São Paulo – UMESP, São Paulo-SP, Brasil.
Palavras-chave: Paraplegia, Freqüência Cardíaca, Teste de Esforço

Resumo

Introdução. A lesão da medula espinal é considerada grave síndrome neurológica incapacitante, ocorre principalmente em adultos jovens. A variabilidade da frequência cardíaca vem sendo utilizada como meio não-invasivo para avaliar o controle neural do coração analisando as flutuações. Objetivo. avaliar a variabilidade da freqüência cardíaca em pacientes com trauma-raquimedular submetidos a um teste incremental de membros superiores. Método. Quatro indivíduos do sexo masculino com diagnóstico de traumaraquimedular realizaram um teste incremental de esforço máximo no cicloergômetro de membros superiores. Todos os registros dos batimentos cardíacos foram feitos com o emprego de um cardiofrequencimetro (Polar® S810 Heart Rate Monitor). Esses batimentos registrados foram direcionados a um computador por meio de uma interface IR de emissão de sinais infravermelhos, para que se pudesse proceder a análise da variabilidade da freqüência cardíaca pelo uso do software Polar Precision Performance. Resultados. Os valores da variabilidade da freqüência cardíaca são maiores no indivíduo com trauma-raquimedular mais alta (T1) quando comparado com os indivíduos com trauma-raquimedular mais baixa (T3, T6, T10). Conclusão. A variabilidade da frequência cardíaca foi maior no indivíduo com TRM nível T1 quando comparado com os indivíduos com TRM mais baixo (T3, T6, T10).

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Publicado
2011-06-30
Como Citar
Barbosa, J. L. R., & Belasco Junior, D. (2011). Avaliação da Variabilidade da Frequência Cardíaca em Pacientes com Lesão Medular. Revista Neurociências, 19(2), 294-299. https://doi.org/10.34024/rnc.2011.v19.8387
Seção
Relato de Caso