A influência da estimulação sensório-motora plantar em indivíduos com polineuropatia

relato de casos

  • Carolina de Almeida Borges da Silva Fisioterapeuta, Especialistas em Fisioterapia aplicada a Neurologia Adulto/UNICAMP, Campinas-SP, Brasil.
  • Cinthia Mara Stivali Fisioterapeuta, Especialistas em Fisioterapia aplicada a Neurologia Adulto/UNICAMP, Campinas-SP, Brasil.
  • Fernanda Rodrigues Martoni Fisioterapeuta, Especialistas em Fisioterapia aplicada a Neurologia Adulto/UNICAMP, Campinas-SP, Brasil.
  • Denise Faria Fisioterapeuta, Especialistas em Fisioterapia aplicada a Neurologia Adulto/UNICAMP, Campinas-SP, Brasil.
  • Shirley Alves Mandu Fisioterapeuta, Especialistas em Fisioterapia aplicada a Neurologia Adulto/UNICAMP, Campinas-SP, Brasil.
  • Tiago Maia de Oliveira Fisioterapeuta, Mestre em Cirurgia Experimental/UNICAMP, Campinas-SP, Brasil.
  • Telma Dagmar Oberg Fisioterapeuta, Doutora em Ciências Biomédicas/UNICAMP, CampinasSP, Brasil.
  • Afonso Von Zuben Fisioterapeuta do Hospital de Clínicas/ UNICAMP, Campinas-SP, Brasil.
  • Núbia Maria Freire Vieira Lima Fisioterapeuta, Mestre em Ciências Biomédicas/UNICAMP, CampinasSP, Brasil.
Palavras-chave: Sensação, Reabilitação, Polineuropatias, Hipoestesia

Resumo

Objetivo. O objetivo deste estudo foi analisar os efeitos da estimulação sensório-motora plantar em dois portadores de polineuropatia desmielinizante inflamatória crônica (PDIC). Método. Foram utilizados estesiômetro, Escala de Equilíbrio de Berg (EEB) e Escore de Sintomas Neuropáticos (EN). Para o tratamento, foi utilizado um conjunto de estimulação tátil. Foram realizadas 14 sessões (duas sessões semanais). Resultados. Verificou-se que o paciente 1 apresentou diminuição da pontuação da EEB (3,6%), aumento da pontuação do EN (11,1%) e diminuição da sensibilidade do pré para o pós-tratamento, não havendo diferença no seguimento. O paciente 2 apresentou aumento da pontuação da EEB (1,8%), aumento na pontuação do EN (44,4%) e aumento da sensibilidade do pré para o pós-tratamento, e aumento da pontuação da EEB (de 21,4%), redução da pontuação do EN (33,3%) no seguimento. Conclusões. A estimulação sensório-motora plantar na PDIC mostrou resultados variáveis. Devido aos tempos de sintomas distintos dos pacientes, não foi possível concluir a real influência da estimulação, porém podemos considerar os benefícios da terapia proposta de acordo com a evolução de um paciente.

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Publicado
2011-06-30
Como Citar
da Silva, C. de A. B., Stivali, C. M., Martoni, F. R., Faria, D., Mandu, S. A., de Oliveira, T. M., Oberg, T. D., Zuben, A. V., & Lima, N. M. F. V. (2011). A influência da estimulação sensório-motora plantar em indivíduos com polineuropatia. Revista Neurociências, 19(2), 266-272. https://doi.org/10.34024/rnc.2011.v19.8386
Seção
Relato de Caso