Atuação Fisioterapêutica na Doença de Huntington

Relatos de Casos

Autores

  • Renata Teles Vieira Fisioterapeuta, Doutoranda em Ciências da Saúde pela Universidade Federal de Goiás, Goiânia-GO, Brasil.
  • Daniela Marques Inácio Fisioterapeuta, Especialista em Fisioterapia Neurológica, Centro de Estudos Avançados e Formação Integrada - Goiânia-GO, Brasil.
  • Lucila Parreira De Sousa Fonseca Fisioterapeuta, Especialista em Fisioterapia Neurológica, Centro de Estudos Avançados e Formação Integrada - Goiânia-GO, Brasil.
  • Leonardo Caixeta Médico Neuro-Psiquiatra, Doutor em Neurologia pela USP, Professor adjunto da Universidade Federal de Goiás, Goiânia-GO, Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.34024/rnc.2011.v19.8364

Palavras-chave:

Doença de Huntington, Reabilitação, Fisioterapia

Resumo

Introdução. A Doença de Huntington é uma grave doença neurodegenerativa progressiva com transmissão autossômica dominante. A clínica apresentada na doença inclui movimentos coréicos, constituindo a alteração motora mais frequente, além de distúrbios de comportamento caracterizados por irritabilidade, insônia, ou sintomas depressivos e alterações na memória.. A fisioterapia parece ser um tratamento útil em qualquer fase da doença e uma alternativa válida na abordagem de pacientes com Doença de Huntington. O objetivo deste estudo foi verificar, através de relatos de casos, como a fisioterapia pode atuar no tratamento de portadores da doença. Método. Foram relatados quatro casos de pacientes portadores da Doença de Huntington, todos os membros da mesma família. Conclusão. Ao final do estudo, observou-se que a atuação fisioterapêutica na Doença de Huntington apresenta um papel importante, não tendo como característica retardar a evolução da doença, mas sim manter os aspectos funcionais presentes por um período mais prolongado.

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Publicado

2011-09-30

Como Citar

Vieira, R. T., Inácio, D. M., Fonseca, L. P. D. S., & Caixeta, L. (2011). Atuação Fisioterapêutica na Doença de Huntington: Relatos de Casos. Revista Neurociências, 19(3), 504–511. https://doi.org/10.34024/rnc.2011.v19.8364

Edição

Seção

Relato de Caso

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