Desempenho Motor em Hemiparéticos Após Treino de Relaxamento do Membro Superior Não Afetado

Autores

  • Cláudia Mendes Guimarães Fisioterapeuta, Mestre em Ciências da Saúde/ UnB, Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás, Goiânia-GO, Brasil.
  • Joaquim Pereira Brasil Neto Neurofisiologia, Pós-Doutorado / National Institutes of Health, Laboratório de Neurociências e Comportamento – UnB, Brasília-DF, Brasil.
  • Larissa Di Oliveira Fisioterapeuta, Mestre em Ciências Médicas/Unb, Hospital Geral de Goiás (HGG), Departamento de Fisioterapia, Goiânia-GO, Brasil.
  • Carlos Enrique Uribe Valencia Médico, Mestre em Ciências da Saúde/UnB, Universidade de Brasília - Laboratório de Neurociências e Comportamento, Brasília-DF, Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.34024/rnc.2011.v19.8361

Palavras-chave:

Acidente Vascular Cerebral, Biofeedback, Paresia, Extremidade Superior

Resumo

Introdução. Estudos recentes têm demonstrado que após acidente vascular encefálico (AVC) unilateral, o déficit motor parece ser acentuado por uma atividade inibitória excessiva exercida pelo hemisfério cerebral não afetado, que se torna hiperexcitável. Propomos o Biofeedback Eletromiográfico para treino de relaxamento do membro superior não-parético (MSNP) como uma abordagem para a redução da hiperexcitabilidade do hemisfério intacto. Essa terapia, também, melhoraria o desempenho motor do membro superior parético (MSP) após AVC. Método. Participaram nove pacientes hemiparéticos, com idade média de 55,3 anos, não deprimidos e sem déficit cognitivo. O desempenho motor do MSP foi avaliado pelos Testes da Prancha de Pegboard (TPP) e da Caixa e Blocos (TCB) associados ao Eletromiograma de Superfície (EMG) em quatro músculos do MSNP. Após o treinamento os testes foram reaplicados. Resultados. O desempenho do MSP foi avaliado com ANOVA para medidas repetidas, e houve significância marginal no TPP (p=0.079) e no TCB (p=0,068). Para o MSNP, o teste “t” pareado mostrou uma diferença significativa no TPP (p<0,001). Conclusão. O Biofeedback EMG apresenta-se como uma ferramenta potencial para a redução da entrada somatossensorial do MSNP e melhora do desempenho do MSP, além de apresentar-se como uma alternativa promissora para aprimorar o desempenho do MSNP.>

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Publicado

2011-09-30

Como Citar

Guimarães, C. M., Brasil Neto, J. P., Oliveira, L. D., & Valencia, C. E. U. (2011). Desempenho Motor em Hemiparéticos Após Treino de Relaxamento do Membro Superior Não Afetado. Revista Neurociências, 19(3), 496–503. https://doi.org/10.34024/rnc.2011.v19.8361

Edição

Seção

Relato de Caso

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