Utilização da CIF em pacientes com sequelas de AVC

Autores

  • Ana Irene Costa de Oliveira Fisioterapeuta, graduada na Universidade São Francisco, Bragança PaulistaSP, Brasil.
  • Katyana Rocha Mendes da Silveira Fisioterapeuta, graduada da Universidade do Sagrado Coração, São Paulo, SP, pós –graduada (latu sensu) pela Universidade Federal de São Paulo e (strictu sensu) pela Universidade Bandeirante de São Paulo.

DOI:

https://doi.org/10.34024/rnc.2011.v19.8336

Palavras-chave:

CIF, AVC, Funcionalidade

Resumo

Objetivo. O estudo consistiu em avaliar as funções e restrições de pacientes com sequela de AVC utilizando como ferramenta a CIF, incentivar seu uso e mostrar que pode permitir uma nova visão das condições de saúde. Método. Foram avaliados cinco pacientes de ambos os gêneros com quadro de hemiparesia, que se encontravam em atendimento fisioterapêutico na Clínica Escola de Fisioterapia da Universidade São Francisco (USF). Foram utilizadas ficha de avaliação neurológica, Escala de Qualidade de Vida Específica para AVE (EQVE-AVE) e a Canadian Occupational Performance Measure (COPM) para mensurar os aspectos referentes aos componentes da CIF. Resultados. Todos os pacientes apresentaram déficits de funcionalidade e restrições em suas Atividades de Vida Diária (AVD’s), todos de forma diferente devido aos fatores pessoais e ambientais, levando-os a um comprometimento psicossocial. Conclusão. A CIF é uma importante ferramenta que pode avaliar o paciente com AVC, pois observa o paciente de uma forma global (funcionalidade), sabendo que fatores pessoais e ambientais estão diretamente relacionados com a forma com que se apresenta na vida. Por ser uma ferramenta que tem visão ampla do paciente é importante para a prática clínica, pois oferece vários artifícios que melhoram a avaliação e auxilia na elaboração de um programa de tratamento individualizado.

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Publicado

2011-12-31

Como Citar

Oliveira, A. I. C. de, & Silveira, K. R. M. da. (2011). Utilização da CIF em pacientes com sequelas de AVC. Revista Neurociências, 19(4), 653–662. https://doi.org/10.34024/rnc.2011.v19.8336

Edição

Seção

Relato de Caso

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