Análise do Padrão Respiratório Durante o uso dos Incentivadores Inspiratórios em Indivíduos Sadios

  • Antonio Adolfo Mattos de Castro Fisioterapeuta do Serviço de Fisioterapia do Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Professor do Centro Universitário Adventista de São Paulo – UNASP, São Paulo-SP, Brasil. Professor da Universidade Federal do Pampa – Unipampa.
  • Marcelo Fernandes Fisioterapeuta do Serviço de Fisioterapia do Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, São Paulo-SP, Brasil.
  • Maria Ignês Zanetti Feltrim Fisioterapeuta, Doutora, Diretora do Serviço de Fisioterapia do Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, São Paulo-SP, Brasil.
Palavras-chave: Incentivador inspiratório, Indivíduos Sadios, Padrão Respiratório, Configuração Toracoabdominal, Pletismografia Respiratória por Indutância

Resumo

O incentivador inspiratório é utilizado para reexpansão pulmonar no paciente pós-operatório, porém poucos dados estão disponíveis sobre seus efeitos no padrão respiratório. Objetivo. Estudar o efeito de dois tipos de incentivadores inspiratórios com e sem o uso de estímulo tátil abdominal na geração de volumes e configuração toracoabdo­minal. Método. Vinte indivíduos sadios realizaram dois exercícios: a recomendada pelo fabricante (convencional – C) e a proposta pelos autores (modificada – M), em dois tipos de aparelhos (Coach® e Res­piron®). A técnica modificada diferiu da convencional pelo estímulo tátil abdominal realizado. Resultados. O volume corrente no coach C e M foi semelhante (p=0,994), porém maior do que no Respiron (p< 0,001). Não houve diferença nos tempos respiratórios no Res­piron e Coach (Respiron C vs M, p=0,8; Coach C vs M, p=0,6). A configuração toracoabdominal apresentou maior participação torácica para o VC quando a técnica convencional foi empregada (60±15% no RC e 61±13 % no CC; p<0,001). A coordenação toracoabdominal apresentou sincronia durante a realização dos exercícios (p=0,232). Conclusões. Houve maior VC gerado com o uso dos incentivadores respiratórios à volume (Coach) do que a fluxo (Respiron), indepen­dentemente da técnica empregada; quando realizada a técnica modifi­cada houve maior deslocamento abdominal.

Métricas

Carregando métricas...

Referências

Celli BR, Rodriguez KS, Snider GL. A controlled trial of intermittent positive pressure breathing, incentive spirometry, and deep breathing exercises. Am Rev Respir Dis 1984;130:12-5.

Dull JL, Dull WL. Are maximal inspiratory breathing exercises or incentive spirometry better than early mobilization after cardiopulmonary bypass? Phys Ther 1983;63:655-9.

Krastins IRB, Corey ML, McLeod A, Edmonds J, Levinson H, Moes F. An evaluation of incentive spirometry in the management of pulmonary complications after cardiac surgery in a pediatric population. Crit Care Med 1982; 10:525-8. http://dx.doi.org/10.1097/00003246-198208000-00009

Overend, TJ, Anderson CM, Lucy SD, Bhatia C, Jonsson BI, Timmermans C. The effect of incentive spirometry on postoperative pulmonary complications. Chest 2001;120:971-8. http://dx.doi.org/10.1378/chest.120.3.971

Gale GD, Sanders DE. The Bartlett-Edwards Incentive Spirometer: A preliminary assessment of its use in the prevention of atelectasis after cardio-pulmonary bypass. Canad Anaesth Soc J 1977;24:408-16. http://dx.doi.org/10.1007/BF03005115

Gale GD, Sanders DE. Incentive spirometry: Its value after cardiac surgery.Canad Anaesth Soc J 1980;27:475-80. http://dx.doi.org/10.1007/BF03007047

Matte P, Jacquet L, Van Dyck M, Goenen M. Effects of conventional physiotherapy, continuous positive airway pressure and non-invasive ventilatory support with bilevel positive airway pressure after coronary artery bypass grafting. Acta Anaesthesiologica Scandinavica 2000;44:75-81. http://dx.doi.org/10.1034/j.13996576.2000.440114.x

Schwieger I, Gamulin Z, Foster A, Meyer P, Gemperle M, Suter PM. Absence of benefit of incentive spirometry in low-risk patients undergoing elective cholecystectomy. Chest 1986;89:652-5. http://dx.doi.org/10.1378/chest.89.5.652

Stock MC, Downs JB, Cooper RB, Lebenson IM, Cleveland J, Weaver DE, et al. Comparison of continuous positive airway pressure,incentive spirometry and conservative therapy after cardiac operations. Crit Care Med 1984; 12:969-72. http://dx.doi.org/10.1097/00003246-198411000-00010

Stock MC, Downs JB, Guawer PK, Alster JM, Imrey PB. Prevention of postoperative pulmonary complications with CPAP, incentive spirometry, and conservative therapy. Chest 1985;87:151-6. http://dx.doi.org/10.1378/chest.87.2.151

Chuter TAM, Weissman C, Gump FE. Effect of incentive spirometry on diaphragmantic function after surgery. Surgery 1989;105:488-93.

Chuter TAM, Weissman C, Mathews DM, Starker P M. Diaphragmatic breathing maneuvers and movement of the diaphragm after cholecystectomy. Chest 1990;97:1110-4. http://dx.doi.org/10.1378/chest.97.5.1110

Parreira VP, Tomich GM, Britto RR, Sampaio RF. Assessment of inspired volume (VI) and thoracoabdominal motion, using volume and flow-oriented incentive spirometers (IS), in healthy subjects. Eur Respir J 2000;20:1801.

Matos JP, Madureira KT, Filho DS, Parreira, VF. Eficácia da espirometria de incentivo na prevenção de complicações pulmonares após cirurgias torácicas e abdominais – revisão de literatura. Rev Bras Fisioter 2003; 7:93-9.

Feltrim MIZ, Jardim JRB. Movimento toracoabdominal e exercícios respiratórios: revisão de literatura. Rev Fisioter Univ São Paulo 2004;11:105-13.

Conh MA, Rao ASV, Broudy M, Birch S, Watson H, Atkins N. The respiratory inductive pletismograph: a new non-invasive monitor. Bull Eur Physiopathol Respir 1982; 18:643-58.

Konno K, Mead J. Measurement of the separate volume changes of rib cage and abdome during breathing. J Appl Physiol 1967; 22:407-22.

American Thoracic Society (ATS). Standards for the diagnosis and care of patients with chronic obstructive pulmonary disease. Am J Respir Crit Care Med 1995;152:s78-s121.

American Thoracic Society. Lung function testing: selection of reference values and interpretative strategies. Am Rev Respir Dis 1995;144:1202-24.

Parreira VF, Tomich GM, Britto RR, Sampaio RF. Assessment of tidal volume and thoracoabdominal motion using volume and flow-oriented incentive spirometers in healthy subjects. Braz J Med Biol Res 2005;38:1105-12. http://dx.doi.org/10.1590/S0100-879X2005000700014

Tomich GM, França DC, Diório AC, Britto RR, Sampaio RF, Parreira VF. Breathing pattern, thoracoabdominal motion and muscular activity during three breathing exercises. Braz J Med Biol Res 2007;40:1409-17. http://dx.doi.org/10.1590/S0100-879X2006005000165

Pullen RL. Teaching bedside incentive spirometry. Nursing 2003;33:24.

Publicado
2012-03-31
Como Citar
Castro, A. A. M. de, Fernandes, M., & Feltrim, M. I. Z. (2012). Análise do Padrão Respiratório Durante o uso dos Incentivadores Inspiratórios em Indivíduos Sadios. Revista Neurociências, 20(1), 26-33. https://doi.org/10.34024/rnc.2012.v20.8301
Seção
Artigos Originais