A Epidemiologia do Traumatismo Crânio- Encefálico:

Um Levantamento Bibliográfico no Brasil

  • Talita Guerra Gaudêncio Enfermeira, Pós-graduanda em Urgência e Emergência; Enfermagem do Trabalho – UNIPÓS (Unid
  • Gustavo de Moura Leão Enfermeiro, Especializado em Saúde Pública – UFPI, Professor efetivo da FACID, Teresina-PI, Brasil.
Palavras-chave: Epidemiologia, Morbidade, Mortalidade, Trauma Craniano

Resumo

Introdução. O trauma tem sido motivo de grande discussão na atua­lidade, sendo uma das principais causas de morbimortalidade e é des­crita como um problema de saúde pública para alguns autores, pois afeta principalmente a faixa etária ativa da população. O principal trauma e o que causa mais vítimas é o trauma craniano. Objetivo. Este estudo teve o objetivo de analisar pesquisas sobre a epidemiolo­gia do Traumatismo crânio-encefálico (TCE) no Brasil. Método. Foi realizado uma revisão da literatura nas bases de dados SCIELO, USP, LILACS, ABEN, RBTI, UFRN, ACM e ACS, com artigos publicados entre 2002 e 2011. Resultados. A análise mostrou predominância do sexo masculino. A faixa etária mais atingida é entre 21 e 60 anos e a maioria sofreu queda. Mais de 50% das vítimas de acidente de trânsito que tiveram TCE não faziam o uso de EPI. Em relação à gravidade do trauma, detectaram-se dois extremos, a maior quantidade era de TCE leve e em seguida TCE grave. Na tomografia computadorizada encontrou-se uma predominância nos hematomas subgaleais seguidos de fraturas. Conclusão. Concluiu-se que os estudos sobre a epidemio­logia do TCE são muito importantes para que haja uma melhoria no atendimento pré e intra-hospitalar e em campanhas educativas mais eficientes.

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Publicado
2013-09-30
Como Citar
Gaudêncio, T. G., & Leão, G. de M. (2013). A Epidemiologia do Traumatismo Crânio- Encefálico:. Revista Neurociências, 21(3), 427-434. https://doi.org/10.34024/rnc.2013.v21.8261
Seção
Artigos de Revisão