Reabilitação Vestibular após Acidente Vascular Cerebral:

Relato de Casos

  • Corina Aparecida Fernandes Fisioterapeuta, Mestranda na Universidade de São Paulo, São Paulo-SP, Brasil.
  • Luciana Auxiliadora de Paula Vasconcelos Fisioterapeuta, Doutora, Professora da área de Neurologia do Departamento de Fisioterapia da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais campus Poços de Caldas, Poços de Caldas-MG, Brasil.
Palavras-chave: Acidente Cerebral Vascular, Equilíbrio Postural, Fisioterapia

Resumo

Objetivo. Avaliar a eficácia da Reabilitação Vestibular (RV) na re­cuperação do equilíbrio postural após Acidente Vascular Cerebral (AVC). Método. Foi realizado um estudo de casos com 5 pacientes com hemiparesia à direita ou à esquerda após AVC, de ambos os sexos, com idade entre 30 e 70 anos. Os indivíduos foram avaliados no início e no final do tratamento, através dos seguintes instrumentos: Escala Modificada de Rankin (MRS), Quociente de Sensibilidade Motora (QSM), Escala de Equilíbrio de Berg (BBS), Escala de Equilíbrio e Mobilidade de Tinetti (TBMS), Escala Específica de Qualidade de Vida (SS-QOL) para AVC e a versão Brasileira do Dizziness Han­dicap Inventory (DHI). O protocolo de tratamento foi baseado nos exercícios de Cawthorne e Cooksey da RV, realizado duas vezes se­manais, com duração de 50 minutos, num total de 12 sessões para cada indivíduo. Resultados. Comparações entre a avaliação pré e pós­-tratamento indicaram uma melhora estatisticamente significante do equilíbrio e do controle postural, da mobilidade e da qualidade de vida. Não houve redução significante do índice de vertigem. Con­clusão. Os exercícios de Cawthorne e Cooksey da RV são eficazes na recuperação do equilíbrio após AVC.

Métricas

Carregando métricas...

Referências

Radanovic M. Características do atendimento de pacientes com acidente vascular cerebral em hospital secundário. Arq Neuropsiquiatr 2000;58(1):99-106. http://dx.doi.org/10.1590/S0004-282X2000000100015

Geurts AC, de Haart M, van Nes IJ, Duysens J. A review of standing balance recovery from stroke. Gait Posture 2005;22(3):267-81. http://dx.doi.org/10.1016/j.gaitpost.2004.10.002

Brown KE, Whitney SL, Marchetti GF, Wrisley DM, Furman JM. Physical therapy for central vestibular dysfunction. Arch Phys Med Rehabil 2006;87(1):76-81. http://dx.doi.org/10.1016/j.apmr.2005.08.003

Schaefer SY, Haaland KY, Sainburg, RL. Ipsilesional motor deficits following reflect hemispheric specializations for movement control. Brain 2007;130(8):2146-58. http://dx.doi.org/10.1093/brain/awm145

Voos MC, Piemonte MEP, Valle LER. Assimetrias funcionais em pacientes com hemiparesia: uma revisão da literatura. Fisioter Pesq 2007;14(1):79-87.

Voos MC, Valle LER. Estudo comparativo entre a relação do hemisfério acometido no acidente vascular encefálico e a evolução funcional em indivíduos destros. Rev bras fisioter 2008;12(2):113-120.

Eser F, Yavuzer G, Karakus D, Karaoglan B. The effect of balance training on motor recovery and ambulation after stroke: a randomized controlled trial. Eur. j. phys. Rehabil Med 2008;44(1):19-25.

Gomes BM, Nardoni GCG, Lopes PG, Godoy E. O efeito da técnica de reeducação postural global em um paciente com hemiparesia após acidente vascular encefálico. Acta fisiátrica 2006;13(2):103-108.

Hsieh CL, Sheu CF, Hsueh IP, Wang CH. Trunk control as an early predictor of comprehensive activities of daily living function in stroke patients. Stroke 2002;33(11):2626-30. http://dx.doi.org/10.1161/01.STR.0000033930.05931.93

Cirstea MC, Levin MF. Compensatory strategies for reaching in stroke. Brain 2000;123(Pt5):940-953. http://dx.doi.org/10.1093/brain/123.5.940

Horak FB. Postural orientation and equilibrium: what do we need to know about neural control of balance to prevent falls? Age Ageing 2006;35(S2):ii7- -ii11. http://dx.doi.org/10.1093/ageing/afl077

Keshner EA. Anormalidades Posturais nas Disfunções Vestibulares. In: Herdman SJ. Reabilitação Vestibular. São Paulo: Editora Manole Ltda., 2002, p.52-76.

Mantello EB, Moriguti JC, Rodrigues-Júnior AL, Ferrioli E. Efeito da reabilitação vestibular sobre a qualidade de vida de idosos labirintopatas. Rev Bras Otorrinolaringol 2008;74(2):172-180. http://dx.doi.org/10.1590/S003472992008000200004

Martins-Bassetto J, Zeigelboim BS, Jurkiewicz AL, Ribas A, Rosa MRD. Reabilitação vestibular em idosos com Parkinson. Rev CEFAC 2007;9(2):269- 281. http://dx.doi.org/10.1590/S1516-18462007000200017

Jauregui-Renaud K, Padron LAV, Gomez NSC. The effect of vestibular rehabilitation supplemented by training of the breathing rhythm or proprioception exercises, in patients with chronic peripheral vestibular disease. J Vestib Res 2007;17(1):63-72.

Pavan K, Marangoni BEM, Schmidt KB, Cobe FA, Matuti GS, Nishino LK, et al. Reabilitação vestibular em pacientes com esclerose múltipla remitente- recorrente. Arq Neuropsiquiatr 2007;65(2A):332-335.

http://dx.doi.org/10.1590/S0004-282X2007000200027

Bonita R, Beaglehole R. “Modification of Rankin Scale: Recovery of motor function after stroke.” Stroke 1988; 19(12):1497-1500. http://dx.doi.org/10.1161/01.STR.19.12.1497

Rankin J. “Cerebral vascular accidents in patients over the age of 60.” Scott Med J. 1957;2: 200-215.

Berg KO, Wood-Dauphinee SL, Williams JI, Maki B. Measuring balance in the elderly: validation of an instrument. Can J Public Health 1992;83(2):S7-11.

Berg K. Measuring balance in the elderly: preliminary development of an instrument. Physiother Can 1989;41(6):304-311. http://dx.doi.org/10.3138/ptc.41.6.304

Tinetti ME. Performance-oriented assessment of mobility problems in elderly patients. J Am Geriatr Soc 1986;34(2):119-26.

Shepard NT, Telian SA, Smith-Wheelock M. Quociente da SensibilidMotora. In: Herdman SJ. Reabilitação Vestibular. São Paulo: Editora Manole Ltda, 2002, p.364.

Williams LS, Weinberger M, Harris LE, Clark DO, Biller J. Development of a stroke-specific quality of life scale. Stroke 1999;30(7):1362-9. http://dx.doi.org/10.1161/01.STR.30.7.1362

Castro ASO, Gazzola JM, Natour J, Ganança FF. Versão brasileira do Dizziness Handicap Inventory. Pró-fono 2007;19(1):97-104. http://dx.doi.org/10.1590/S0104-56872007000100011

Herdman SJ, Whitney SL. Tratamento da Hipofunção Vestibular. In: Herdman SJ. Reabilitação Vestibular. São Paulo: Editora Manole Ltda 2002, p.384-419.

Marcucci FCI, Cardoso NS, Berteli KS, Garanhani MR, Cardoso JR. Alterações eletromiográficas dos músculos do tronco de pacientes com hemiparesia após acidente vascular encefálico. Arq Neuropsiquiatr 2007;65(3b):900-905. http://dx.doi.org/10.1590/S0004-282X2007000500035

Ribeiro ÂSB, Pereira JS. Melhora do equilíbrio e redução da possibilidade de queda em idosas após os exercícios de Cawthorne e Cooksey. Rev Bras Otorrinolaringol 2005;71(1):38-46. http://dx.doi.org/10.1590/S003472992005000100008

Mao HF, Hsueh IP, Tang PF, Sheu CF, Hsieh CL. Analysis and comparison of the psychometric properties of three balance measures for stroke patients. Stroke 2002;33(4):1022-7. http://dx.doi.org/10.1161/01.STR.0000012516.63191.C5

Mota JF, Nicolato R. Qualidade de vida em sobreviventes de acidente vascular cerebral – instrumentos de avaliação e seus resultados. J Bras Psiquiatr 2008;57(2):148-156.

Caneda MAG, Fernandes JG, Almeida AG, Mugnol FE. Confiabilidade de escalas de comprometimento neurológico em pacientes com acidente vascular cerebral. Arq Neuropsiquiatr 2006;64(3a):690-697. http://dx.doi.org/10.1590/S0004-282X2006000400

Publicado
2012-12-31
Como Citar
Fernandes, C. A., & Vasconcelos, L. A. de P. (2012). Reabilitação Vestibular após Acidente Vascular Cerebral:. Revista Neurociências, 20(4), 560-566. https://doi.org/10.4181/RNC.2012.20.712.7p
Seção
Relato de Caso