Influência da Crioterapia e do Calor Ultrassônico na Paralisia Cerebral:

Relato de Caso

  • Amanda Adna Silva Ferreira Acadêmica do curso Fisioterapia, Cajazeiras-PB, Brasil
  • Dannielle Santiago De Souza Leão Fernandes Fisioterapeuta, Especialista em Traumo-ortopedia; Professora do Estágio Supervisionado II da Faculdade Santa Maria, Cajazeiras-PB, Brasil.
Palavras-chave: Encefalopatia Crônica, Resfriamento, Termoterapia

Resumo

Introdução. Vários recursos fisioterapêuticos podem ser instituídos para tratar pacientes no que se refere ao controle da espasticidade e dentre estes podemos citar a crioterapia e termoterapia, pois apresen­tam evidências na redução da mesma. Objetivo. Analisar o efeito da crioterapia e do calor ultrassônico na redução da espasticidade de pa­ciente acometido por paralisia. Método. A amostra constou de uma paciente com sequelas de paralisia cerebral do tipo espástica, do sexo feminino, e com 22 anos de idade. Foram avaliadas a amplitude de movimento passiva (goniometria) e o grau de espasticidade pela a Es­cala Modificada de Ashworth, antes e depois da intervenção fisiotera­pêutica. O tratamento fisioterapêutico (crioterapia/30 min.; UST/10 min.) ocorreu em 14 sessões de atendimento, durante 4 semanas, com duração 30 minutos cada sessão. Resultados. Os resultados encontra­dos demonstram melhora na amplitude de movimento (ADM) de ex­tensão passiva do cotovelo esquerdo e para os níveis de espasticidade, sendo valor de p<0.01, para ambas a variáveis estudadas. Conclusão. Para o caso em questão, o protocolo de tratamento utilizado, foi eficaz na diminuição da espasticidade muscular com consequente ganho na ADM articular

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Publicado
2012-12-31
Como Citar
Ferreira, A. A. S., & Fernandes, D. S. D. S. L. (2012). Influência da Crioterapia e do Calor Ultrassônico na Paralisia Cerebral:. Revista Neurociências, 20(4), 552-559. https://doi.org/10.4181/RNC.2012.20.710.8p
Seção
Relato de Caso