Distúrbios da Consciência Humana – Parte 2 de 3

A Abordagem dos Enfermos em Coma

  • Plínio Duarte Mendes Médico, Centro Universitário Serra dos Órgãos (UNIFESO), Teresópolis- -RJ, Brasil.
  • Marina de Souza Maciel Médica, Centro Universitário Serra dos Órgãos (UNIFESO), Teresópolis- -RJ, Brasil.
  • Marcus Vinícius Teixeira Brandão Médico, Centro Universitário Serra dos Órgãos (UNIFESO), Teresópolis- -RJ, Brasil.
  • Paulo César Rozental Fernandes Médico, Centro Universitário Serra dos Órgãos (UNIFESO), Teresópolis- -RJ, Brasil.
  • Vanderson Esperidião Antonio Médico, Mestre, Professor Assistente do Departamento de Medicina e Enfermagem, Medicina da Universidade Federal de Viçosa (MG), Viçosa-MG, Brasil. 6.Médico
  • Sérgio Keidi Kodaira Médico, Doutor, Professor Adjunto do Departamento de Medicina e Enfermagem, Universidade Federal de Viçosa (UFV), Viçosa-MG, Brasil.
  • Rodrigo Siqueira Batista Médico e filósofo, Doutor, Professor Adjunto do Departamento de Medicina e Enfermagem, Universidade Federal de Viçosa (UFV). Professor Visitante, Centro Universitário Serra dos Órgãos (UNIFESO).
Palavras-chave: Transtornos da Consciência, Diagnóstico, Exame Físico

Resumo

O presente artigo – parte 2 de 3 – apresenta uma revisão sobre a abordagem diagnóstica do enfermo em estado de coma, destacando a investigação semiológica. Geralmente, a avaliação do indivíduo cujo nível de consciência encontra-se comprometido é uma tarefa com­plexa, tendo em vista as dificuldades para se analisar diretamente a consciência. Portanto, sua apreciação exige a observação atenta de um conjunto de sinais clínicos fundamentados em uma cuidadosa e sis­temática avaliação neurológica a partir dos seguintes itens: (1) nível de consciência, (2) diâmetro e reflexo pupilar, (3) movimentação ex­trínseca do globo ocular, (4) padrão respiratório e (5) resposta motora esquelética aos diferentes estímulos. A adequada articulação entre estes itens, aliada aos dados coletados da anamnese – quando isto é possível –, permitirá a proposição de hipóteses diagnósticas, as quais guiarão a solicitação de exames complementares e a adoção de medidas tera­pêuticas.

Métricas

Carregando métricas...

Referências

Laureys S, Owen AM, Schiff ND. Brain function in coma, vegetative state, and related disorders. Lancet Neurol 2004;3:537-46. http://dx.doi.org/10.1016/S1474-4422(04)00852-X

Forsberg S, Höjer J, Ludwigs U. Prognosis in patients presenting with non- -traumatic coma. J Emerg Med 2012;42:249-53. http://dx.doi.org/10.1016/j.jemermed.2010.04.021

Owen AM. Disorders of Consciousness. Ann NY Acad Sci 2008;1124:225-38. http://dx.doi.org/10.1196/annals.1440.013

Bekinschtein T, Manes F. Evaluating brain function in patients with disorders of consciousness. Clev Clin J Med 2008;75(suppl2):S71-6. http://dx.doi.org/10.3949/ccjm.75.Suppl_2.S71

Adukauskienė D, Budrytė B, Karpec D. Koma: priežastys, diagnostika, gydymas. Medicina (Kaunas) 2008;44:812-8.

Andrade AF, Carvalho RC, Amorim RLO, Paiva WS, Figueiredo EG, Teixeira MJ. Coma e outros estados de consciência. Rev Med (São Paulo) 2007;86:123-31.

Bateman DE. Neurological Assessment of Coma. J Neurol Neurosurg Psychiatry 2001;71(suppl I):i13-7.

Schnakers C, Majerus S, Laureys S. Diagnostic et évaluation des états de conscience altérée. Réanimation 2004;13:368-75. http://dx.doi.org/10.1016/j.reaurg.2004.03.019

Teasdale G, Jennett B. Assessment of coma and impaired consciousness. A practical scale. Lancet 1974;2:81-4. http://dx.doi.org/10.1016/S0140-6736(74)91639-0

Siqueira-Batista R, Albuquerque AKC, Esperidião-Antonio V, Gomes AP, Quintas LEM. O sistema nervoso autônomo. Rev Bras Clín Ter 2004;30:206-12.

Blumenfeld H. The Neurological Examination of Consciousness. In: Laureys S, Tonini G. The Neurology of Consciousness. London: Elsevier; 2009; p15-30. http://dx.doi.org/10.1016/B978-0-12-374168-4.00002-2

Nitrini R. Coma e Estados Alterados da Consciência. In: Bacheschi LA, Nitrini R, A neurologia que todo médico deve saber. 2ª ed. São Paulo: Atheneu; 2003, p143-69.

Machado ABM. Formação Reticular e Neurônios Monoaminérgicos do Tronco Encefálico. In: Machado ABM. Neuroanatomia Funcional. 2ª ed. São Paulo: Livraria Atheneu,2005,p195-203.

Bates D. Medical coma. In: Hughes R. Neurological Emergencies. 4ª ed, London: BJM Books, 2003, p1-33.

Liao J, Tso Y. An approach to critically ill patients in coma. West J Med 2002;176:184-7. http://dx.doi.org/10.1136/ewjm.176.3.184

Posner JB, Saper CB, Schiff ND, Plum F. Examination of the comatose patient. In: Posner JB, Saper CB, Schiff ND, Plum F. Plum and Posner’s diagnosis of stupor and coma. New York: Oxford University Press. 4ª ed, 2007, p.38-87.

Stevens RD, Bhardwaj A. Approach to the comatose patient. Crit Care Med 2006;34:31-41. http://dx.doi.org/10.1097/01.CCM.0000194534.42661.9F

Esperidião-Antonio V, Majeski-Colombo M, Toledo-Monteverde D, Moraes- Martins G, Fernandes JJ, Assis, MB et al. Neurobiologia das emoções. Rev Psiq Clín 2008;35;55-65. http://dx.doi.org/10.1590/S010160832008000200003

Franco SRDA, Kubo EA, Prado LBF, Prado GF. Respiração de Cheyne- -Stokes é pouco reconhecida no paciente internado. Rev Neurocienc 2004;12:186-91.

Cambier J. Coma. In: Cambier J, Dehen H, Masson M. Neurologia. 11ª edição. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005, p71-7.

Gusmão SS, Campos GB, Teixeira AL. Exame Neurológico: bases anatomofuncionais. 2ª edição. Rio de Janeiro: Revinter, 2008 374p.

Laureys S. Eyes Open, Brain Shut. Sci Am 2007;296:32-7. http://dx.doi.org/10.1038/scientificamerican0507-84

Publicado
2012-12-31
Como Citar
Mendes, P. D., Maciel, M. de S., Brandão, M. V. T., Fernandes, P. C. R., Antonio, V. E., Kodaira, S. K., & Batista, R. S. (2012). Distúrbios da Consciência Humana – Parte 2 de 3. Revista Neurociências, 20(4), 576-583. https://doi.org/10.4181/RNC.2012.20.67402.8p
Seção
Artigos de Revisão

##plugins.generic.recommendByAuthor.heading##