Entrevista Diagnóstica Telefônica Johns Hopkins para a Síndrome das Pernas Inquietas

  • Thiere A. Gruber Fisioterapeuta, Universidade Metodista, São Bernardo do Campo-SP, Brasil.
  • Karla Carlos Fisioterapeuta, Setor de Neuro-Sono da Disciplina de Neurologia da Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP, São Paulo-SP, Brasil.
  • Reginaldo de Carvalho Silva Filho Fisioterapeuta, Setor de Neuro-Sono da Disciplina de Neurologia da Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP, São Paulo-SP, Brasil.
  • Cesar Osorio de Oliveira Neurologista, Setor de Neuro-Sono da Disciplina de Neurologia da Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP, São Paulo-SP, Brasil.
  • Luciane Bizari Coin de Carvalho Psicóloga, Doutora, Professora Afiliada, Setor de Neuro-Sono da Disciplina de Neurologia da Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP, São Paulo- -SP, Brasil.
  • Lucila B Fernandes do Prado Neurofisiologista com atuação em medicina do Sono, Doutora, Setor de Neuro-Sono da Disciplina de Neurologia da Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP, São Paulo-SP, Brasil.
  • Gilmar Fernandes do Prado Neurologista, Doutor, Professor Livre Docente, Setor de Neuro-Sono da Disciplina de Neurologia da Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP, São Paulo-SP, Brasil.
Palavras-chave: Síndrome das Pernas Inquietas, Diagnóstico, Entrevista

Resumo

Contexto. A síndrome das pernas inquietas (SPI) caracteriza-se por sensações desagradáveis ou desconfortáveis nas pernas, que surgem em períodos de inatividade e geralmente ocorrem à noite e são aliviadas com o movimento. Objetivo. Avaliar a sensibilidade, especificidade e a concordância da “Entrevista Diagnóstica Telefônica Johns Hopkins para Síndrome das Pernas Inquietas”. Método. Incluímos 41 pacien­tes. Dezessete pacientes tinham diagnóstico prévio de SPI realizado por médico em entrevista clínica face a face. Vinte e quatro indivíduos não eram portadores de SPI. Todos os participantes foram entrevis­tados por pesquisador cego aos diagnósticos. Calculamos a sensibili­dade, especificidade e concordância (Kappa teste), levando em conta o diagnóstico clínico como padrão ouro. Resultados. Dentre os 41 pacientes entrevistados por telefone, concluiu-se que 19 apresentavam SPI e 22 não apresentavam SPI. Comparando os resultados obtidos entre a entrevista telefônica e o diagnóstico clínico, especificidade foi de 83% (20/24) e sensibilidade de 88% (15/17). A concordância entre a entrevista telefônica e o diagnostico clínico foi substancial (Kappa= 69%; 34/49). Conclusão. A “Entrevista Diagnóstica Telefônica Jo­hns Hopkins para SPI” apresenta boa especificidade, sensibilidade e concordância substancial para o diagnóstico de SPI.

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Publicado
2012-12-31
Como Citar
Gruber, T. A., Carlos, K., Filho, R. de C. S., Oliveira, C. O. de, Carvalho, L. B. C. de, Prado, L. B. F. do, & Prado, G. F. do. (2012). Entrevista Diagnóstica Telefônica Johns Hopkins para a Síndrome das Pernas Inquietas. Revista Neurociências, 20(4), 541-545. https://doi.org/10.4181/RNC.2012.20.696.5p
Seção
Artigos Originais

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