O Resgate do Cuidar na Medicina e o Real Valor do Médico no Brasil

  • Marco Orsini Médico, Doutor, Pesquisador (Secretaria de Saúde) de Nova Iguaçu - Hospital Geral de Nova Iguaçu – UNIG, Rio de Janeiro, Brasil e Pesquisador do Programa de Mestrado em Ciências da Reabilitação – UNISAUM, Bonsucesso, Rio de Janeiro- -RJ, Brasil;
  • Acary Bulle Oliveira Neurologista, Médico do Serviço de Doenças Neuromusculares, UNIFESP, São Paulo-SP, Brasil;
  • Marco Antonio Araújo Leite Neurologista, Professor da Universidade Federal Fluminense – UFF, Rio de Janeiro-RJ, Brasil;
  • Valéria Camargo Silveira Neurologista, Hospital Geral de Nova Iguaçu – UNIG, Rio de Janeiro-RJ, Brasil;
  • Carlos Henrique Melo Reis Neurologista, Secretário de Saúde de Nova Iguaçu – Rio de Janeiro-RJ, Brasil;
  • Jano Alves de Souza Neurologista, Professor da Universidade Federal Fluminense – UFF, Rio de Janeiro-RJ, Brasil;
  • João Santos Pereira Neurologista, Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ, Rio de Janeiro - RJ, Brasil;
  • Márzia Puccioni Sohler Neurologista, Professora da UNIRIO/UFRJ, Rio de Janeiro-RJ, Brasil;
  • Marcos RG de Freitas Professor Titular e Chefe do Serviço de Neurologia – Universidade Federal Fluminense – UFF, Rio de Janeiro-RJ, Brasil;
  • Giseli Quintanilha Neurologista, Doutora, Assistente Voluntária do Serviço de Neurologia, Universidade Federal Fluminense, Rio de Janeiro-RJ, Brasil;
  • Mauro Monteiro Cirurgião, Instituto Nacional do Câncer, Rio de Janeiro-RJ, Brasil;
  • Fábio Henrique Porto Neurologista, Universidade de São Paulo – USP, São Paulo-SP, Brasil;
  • Camila Rodrigues de Almeida Urologista, Universidade do Rio de Janeiro – UNIRIO, Rio de Janeiro-RJ, Brasil;
  • Luciane Bizari Coin de Carvalho Psicóloga, Professora Afiliada da da– Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP, São Paulo-SP, Brasil.
Palavras-chave: Cuidados Médicos, Medicina, Medicina Comunitária

Resumo

Introdução. Cuidar é essencial. Da concepção à finitude faz-se neces­sário cuidar – sempre. O cuidar médico pode ser caracterizado como um mistura de arte e ciência, algo dinâmico, que busca continuamente a tomada de decisões que visam a restauração ou controle do corpo e da mente. Objetivo. Promover uma discussão provocativa à respei­to da arte de cuidar da medicina no Brasil, exemplificada em relatos históricos e atuais, compreendidos no período de 1976- 2011. Mé­todo. Atualização da literatura através de artigos das bases de dados Medline, SciELO, Cochrane e Lilacs. Resultados. Etimologicamente, arte pode ser definida como o ato de utilizar um conjunto de precei­tos para a perfeita execução de algo, execução prática de uma idéia, ou mesmo, perícia na utilização de meios para atingir um resultado. Arte, Medicina, Ciência e Cuidar são indissociáveis. Em vista disso, o médico necessita da ciência para resolver e responder à determinados problemas e da arte para expressar significados e acolher os enfermos. Conclusão. O cuidar médico será sempre indispensável, não apenas à vida dos indivíduos, mas à perenidade de todo o grupo social. O prazer em fazer e cuidar não pode ser encarado como algo fantástico e raro, pois é alicerce fundamental na relação médico-paciente.

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Publicado
2013-03-31
Como Citar
Orsini, M., Oliveira, A. B., Leite, M. A. A., Silveira, V. C., Reis, C. H. M., Souza, J. A. de, Pereira, J. S., Sohler, M. P., Freitas, M. R. de, Quintanilha, G., Monteiro, M., Porto, F. H., Almeida, C. R. de, & Carvalho, L. B. C. de. (2013). O Resgate do Cuidar na Medicina e o Real Valor do Médico no Brasil. Revista Neurociências, 21(1), 155-161. https://doi.org/10.34024/rnc.2013.v21.8218
Seção
Texto de Opinião