Equilíbrio em Pacientes com Traumatismos Encefálicos que Praticam Natação e Realidade Virtual

  • Suéllen Mayara Tanaka dos Santos Discente do curso de Fisioterapia da UNIVERSIDADE DO OESTE PAULISTA (UNOESTE), Presidente Prudente-SP, Brasil.
  • Monique Goya Nishimoto Discente do curso de Fisioterapia da UNOESTE, Presidente Prudente-SP, Brasil.
  • Alessandro Pierucci Educador Físico, Especialista em Natação e Atividades Aquáticas, Docente do departamento de Educação física da UNOESTE, Presidente Prudente-SP, Brasil.
  • Renata Aparecida de Oliveira Lima Fisioterapeuta, Mestre, Docente do departamento de Fisioterapia da UNOESTE, Presidente Prudente-SP, Brasil.
Palavras-chave: Natação, Equilíbrio Postural, Traumatismos Encefálicos, Realidade Virtual

Resumo

Introdução. O objetivo do estudo foi avaliar o equilíbrio através da aplicação da escala de Berg em pacientes com sequela de traumatismos encefálicos que praticam natação associado à realidade virtual atra­vés do Nintendo Wii. Método. Participaram do estudo 3 pacientes, que apresentaram sequela neurológica pós traumatismos encefálicos. Foram submetidos a um programa que constou de realidade virtual com duração de 30 minutos seguida de aula de natação com duração de 50 minutos, ambos com frequência de 2 vezes por semana. Os indivíduos foram avaliados através da Escala de Equilíbrio Funcio­nal de Berg antes de iniciar as aulas de natação e de realidade virtual e foram reavaliados após 6 sessões. Resultados. Todos os pacientes apresentaram melhora do equilíbrio após o programa de natação asso­ciada a realidade virtual. Conclusão. Atualmente essa nova opção de tratamento fisioterapêutico pode contribuir para a melhora do equilí­brio em pacientes neurológicos, uma forma de estimular o indivíduo a adesão ao tratamento.

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Publicado
2013-03-31
Como Citar
Santos, S. M. T. dos, Nishimoto, M. G., Pierucci, A., & Lima, R. A. de O. (2013). Equilíbrio em Pacientes com Traumatismos Encefálicos que Praticam Natação e Realidade Virtual. Revista Neurociências, 21(1), 89-93. https://doi.org/10.34024/rnc.2013.v21.8215
Seção
Relato de Caso