Asfixia Perinatal

Repercussões Neurológicas e Detecção Precoce

  • Patrícia Sayuri Takazono Fisioterapeuta, Aperfeiçoada em Fisioterapia em Reabilitação na Deficiência Física da AACD, São Paulo-SP, Brasil.
  • Marina Ortega Golin Fisioterapeuta, Docente das disciplinas de Pediatria e Neurologia da FMABC, São Paulo-SP, Brasil.
Palavras-chave: Asfixia Neonatal, Hipóxia-Isquemia Encefálica, Índice De Apgar, Fatores de Risco, Exame Neurológico, Prognóstico

Resumo

Objetivo. Realizar revisão de literatura sobre asfixia perinatal (AP), reunindo informações sobre mecanismos de lesão, repercussões, pos­síveis sequelas neurológicas e identificação precoce. Método. Busca eletrônica nos bancos de dados SciELO, Bireme, Medline, selecio­nando-se 26 artigos e três livros. Resultados. A falta de consenso para definir asfixia perinatal justifica a dificuldade de estabelecer dados de prevalência. As atuais definições são baseadas na combinação de indi­cadores e não somente pelo índice de Apgar baixo. Sua fisiopatologia é baseada na lesão hipóxico-isquêmica, resultando em disfunção de múltiplos órgãos e dano encefálico. A encefalopatia hipóxico-isquêmi­ca constitui a consequência mais grave da asfixia perinatal, sendo cau­sadora de sequelas neurológicas. As avaliações neurológicas neonatais auxiliam na detecção de anormalidades, possibilitando o tratamento precoce e otimização do prognóstico. Porém, são raros os estudos que utilizaram tais modalidades de avaliação nessa população. Conclusão. A literatura que aborda conceitos teóricos da AP, como diagnóstico, fatores de risco e fisiopatologia é muito mais extensa que a quantidade de estudos que relatam suas consequências.

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Publicado
2013-03-31
Como Citar
Takazono, P. S., & Golin, M. O. (2013). Asfixia Perinatal. Revista Neurociências, 21(1), 108-117. https://doi.org/10.34024/rnc.2013.v21.8210
Seção
Revisão de Literatura