Somatisação e Dissociação:

Um Estudo Comparativo em Subgrupos de Bruxômanos

  • Omar Franklin Molina DDS, MDS, PA, Post Doct in Orofacial Pain, Professor and Researcher UNIRG, Gurupi-TO, Brasil.
  • Zeila Coelho Santos DDS, MDS in Orofacial Pain and Orthodontics, Private Practice Gurupi- -TO, Brasil.
  • Paula Scotta Psychologist, Professor of Psychology, UNIRG, Gurupi-TO, Brasil.
  • Bruno Ricardo Huber Simião DDS, MDS, Professor of Prosthodontics and Researcher, UNIRG, Gurupi- -TO, Brasil.
  • Rise Consolação Iuata Rank DDS, MDS, Ph.D Professor and Researcher Department of Pedodontics UNIRG, Gurupi-TO, Brasil.
  • Rogério Ferreira Marquezan MDS, Psychologist, Professor of Psychology, UNIRG, Gurupi-TO, Brasil.
Palavras-chave: Bruxismo, Distúrbios Temporomandibulares, Somatização, Dissociação

Resumo

Objetivo. Verificar as frequências de somatização/dissociação em bruxômanos com Distúrbios temporomandibulares, avaliar suas as frequências estão correlacionadas com bruxismo. Método. Queixa principal, questionários, exame clínico, Escala de Rief e Hiller e de Bernstein e Putnam foram avaliados em 137 bruxômanos (123 mu­lheres, idade média de 35,3 anos) e 31 controles (20 mulheres, idade média de 34,9 anos). Sinais e sintomas de ruídos, queixa de dor, sen­sibilidade na palpação, dificuldades de movimentos mandibulares e dores de cabeça foram avaliados. Resultados. Os valores médios em bruxismo, somatisação e dissociação foram de 11,8, 9,6 e 16,3 no gru­po com bruxismo e Distúrbios temporomandibulares e de 2,6, 4,8, e 10,4 no controle (Somatização entre os dois grupos p<0,0001 e para dissociação p<0,0001). Os valores em somatização e dissociação foram de 9,6 e 16,3 (grupo experimental p<0,0001) e 4,8 e 10,4 (grupo con­trole p<0,0001), . Os valores em somatização (6,2, 9,6, 10,7, e 11,8 p=0,0001) e dissociação (10,6, 16,4, 15,2 e 27,1 p=0,0001) aumen­taram no bruxismo mais intensamente que no grupo experimental. Bruxismo, somatisação e dissociação apresentaram correlação positiva. A prevalência de dissociação intensa foi de 16.8%. Conclusão. Os valores em somatização e dissociação nos pacientes com DTMS foram mais altos do que nos controles. As frequências de somatisação e dis­sociação aumentaram no bruxismo mais intenso.

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Publicado
2013-03-31
Como Citar
Molina, O. F., Santos, Z. C., Scotta, P., Simião, B. R. H., Rank, R. C. I., & Marquezan, R. F. (2013). Somatisação e Dissociação:. Revista Neurociências, 21(1), 77-84. https://doi.org/10.34024/rnc.2013.v21.8207
Seção
Artigos Originais